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2011/04/19

Amor Em Juízo

       "Amor  em  Juízo" 








Meu amor não te faça assim!
Não despreze o calor que há aqui
Desde ontem eu me vi, sem pés, sem chão
Aperte a inocência, me devolva tua mão!


Meu amor não saias de dentro de meus sonhos
Minha roupa, nossos lençóis, minha saia.
Nem é verão te vejo no mar, na maresia da praia
Mas se fores desta vez, me encontres em outras raias.


Meu Amor demorei uma década pra lhe encontrar
Mas sei que nem mesmo num século, deixarei de te amar.
Palavras frias, cartas nas mãos e lá se vai outra desilusão
Dos momentos que guardei, enxuguei com minhas petições


Juízos e comarcas, reis e autocratas...
Fiz de minha vida um tribunal com as mágoas.
Vou requerer até o ultimo recurso dessa paixão desenfreada
Frase minha em tuas calças, hão de imprimir minhas dádivas...


Que estas lhe tragam a mim
Deixar de te amar não é uma trégua
Mas a minha, o meu júri...
É rio banhado em lágrimas


Pelas minhas vestes
Jamais te deixarei sair de mim
Vou te xingar desde o Japão
À costa do Marfim.


Queimo as suas páginas
Deste livro engravidado de hidras
Essa mulher que me há em mim me xingas
Quando fizeste nela a minha própria Hiroshima...


Ah meu Nagasaki do ser
Despe teu medo, me afogue em prazer
Dou-te rios, mares, beijos ou tomates
Se atracares no meu porto de enlaces...


Dias frios, noites em chama, jamais...
Vou jogar tua roupa na rua
E a rua, que me jogue no chão
Senão reinares em meu colchão.


Pelos séculos que virão
E pelos os que deixamos de viver
Por amar de forma que perdemos
E no amor lindo e sutil que não cremos...


Pelos beijos molhados
E pelas sentenças em tribunais
Me larga essa sua cúmplice
E me cumpra mais um cárcere


Pelo amor que,
Não vivemos jamais!
Mas os êxtases são meus...
Não darei notas e mentiras fugazes...


Onde tu eras o meu Édem

E eu o orgasmo!




Czar D’alma 



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