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2011/04/28

O Leão e a Criança

      "O Leão e a Criança"  






Dos dias atentos em berços seus
Eu fiz de minha caminhada
Um caminho hebreu
Sua saída de minha alma doeu!


Guardei o bom lado de seu beijo
Pra ter de saber o melhor de mim
Devotando ao amante o meu abrigo
O sol da tarde de meu ser ferido


Vem e veja as coisas frias tuas
Abra a mente e desperte nuas
As palavras soltas repletas de fogo
Na cama despistes o clamor e choro


Que um dia eu derramei por amor


Os meus dias caminharam...
Meus amantes em meus braços
E tua fraqueza se fazendo de vítima
O réu que nunca hei de vestir!


Sim, o amor é tudo!
Suas roupas sabem de tudo
Quando em mim era o mundo
De meu recolher e ser sem fim!


Desce a mentira logo
O sertão é o seu rogo
Donde minhas lágrimas choveram tanto
Uma década se fizeram em menos de um ano.


Amor, não minta aos leitos
Sei de todos seus trejeitos
Pra dizer que nunca foi feliz
A quimera que tecia em mim.


Mas enfim vou amando...
Dos seus passos lerdos me afastando
Por que eu só quero desta vida o amor


O resto eu ponho nas contas dos répteis
Que rastejam pelo corredor da plebe
Que insiste que o amor não tem
O seu próprio fim!


Sim, amor eu dei
Jamais voltar, eu irei
Não quero migalhas de meu ser
Sou a asa de meus erros abissais!


Vem adornar-te de meus erros
Pois seu amor se deve ao medo
De um dia ao menos ser feliz.


O teu lado nobre que nunca lhe quis
Ou o germe teu em mim que,
Insisto assim...
Vem e me ame, pela eternidade aqui


Onde o leão e a criança sempre hão de dormir.




Czar D’alma 




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