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2011/06/20

Ao Tempo

            "Ao Tempo"     



           


Às vezes penso meu caminho, meus passos...
Vou jogando os meus dias em dias de cansaço
E repenso a poeira da estrada e os seus porquês
Só quero mesmo abraçar o que nem sei dizer


Em tempo eu penso nas pessoas que me cercaram
Umas boas, outras quase me mataram
E o valor de cada coisa caída não dá pra explicar
Quando o vento sopra lento e a vontade de chorar


Eu penso no mundo e que esse mundo tem de bom
Penso nos amigos, nos amores e do mito chamado religião
Então eu ando vagueando pelas ruas com as crianças
Já espero do por do sol um beijo e outra consolação


Às vezes eu olho para o mundo e penso em você
Que dorme bem amanhece e ainda nem descobriu por quê
Então já é segunda-feira, meio de ano e o ano se passou
Já tenho mais que uma década e o que sei nada sou


Às vezes eu canto com os pássaros tento sorrir
Vou cantando a minha canção,
Meu egoísmo chamado desolação
Tudo é prece e lida feita pra eu dormir


Às vezes eu penso no que passou
E acabo em volta do amor que não durou
Os domingos são dias de melancolia
Quem nunca deu com isso, me dê bom dia!


Quando o dia acaba e os olhos deitam sós
É com o sorriso da esperança que choramos
Na espelunca em pensar no que não somos
E da coisa apertada ao peito feito em nó


Às vezes eu olho para o mundo
E não quero e nem penso em mentir
Mas se os amores vão se consumindo...
Não sei adular a coisa má e nem fingir


Mas se o mundo me sorrir
Com seu abraço e um doce elogio
Deito só, olho para os céus
E vou assim, me admitindo...


Não somos donos da verdade
Precisamos mesmo é estar, sentir...
Amar, sangrar, sorrir antes de dormir.
Quem sabe num momento solto


A vida vem e te faça ao meu lado
Me beijando, me fazer sorrir.
E que seja...



Assim!






Czar D’alma



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