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2011/06/20

Deveras Amor

           "Deveras Amor"      



           


Você não sabe como abro
A porta da vida, pra você passar
Não imagina o que, penso
Pra você ter o que sonhar.


Meus dias de luz são pra te iluminar
Entre os seus dedos esta o meu sonar
Quebrando os zelos revezo teu delirar
Nas matas virgens esculpi-te pra amar


Dos desejos são os sonhos
Desses enredos é o que somos
Mesmo quando preso a ti liberto
Com diamantes polares me sinto de ti, mais perto.


Sou o seu cadafalso, mas te sustento
Em meio às marés meus instintos sedentos
Quando à lua vou uivando pelos ventos
Em tuas cataratas me declino e contento


Sou o zoar dos astros sou o relento
Vislumbrando o mundo me sacio em ti
Nas noites tua de sereia sou teu Peri
Das masmorras de teus medos iglu eu fiz


Teus desejos estão aposentados
Por causa de tuas mãos ao lado
Grudadas em potes de calda num mar salgado
Por todo seu mundo o vil é sempre o sagrado


Aquela porta você não sabe como abro
Pra você passar com seu jeito sem cuidado
Outro dia ainda acordo e quero ser saciado
Mesmo em tempos heróicos sou acorrentado


Por feita de seu perfil imperfurmado
Onde um é teu segredo e o outro
Um cantil ao deserto, sempre
E sempre, Quente e furado!


Um estilo vil de ser amado...
Esse teu amor em cordel desafinado
Um é quente e sedento no deserto
O outro um cantil


 

Furado.







Czar D’alma

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