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2011/06/04

Outono do Sertão

            "Outono do Sertão"   



      



 
O outono chega a folha cai
O sertão veredas vem nunca se trai
Onde cai o poeta, a beleza nasce e vai
De um amor se perde o que nunca jaz


O outono chegou e o meu amor
Carregando cestas nos ombros afrontou
A seca e o frio da camisa em cheiro e dor
O nunca em sua nuca lhe desatinou


Ah eu quero beijar a flor
Onde essas marcas rachadas no chão
Meu amigo herdou de seu patrão
A terra seca e a morte no pão


Mesmo assim o homem segue
Cantando com a sebe
Em dias de chuva ele chora
Em dias de sol da dor ele ignora


O vento vem e trouxe outono
Na rede descansa o sonho que foi
Na manhã as crianças em meio à flor
A esperança nunca morre sem antes ser amor!


O sertão veredas me encantou
O poeta fecha a porta e se seca
A mentira anda de carro e de avião
E jamais irá de bicicleta


Do amor jorrou a semente do outono
Dia e morte vem à vida e o abandono
O homem então se levantou
Olhou pro céu e finge a dor


Da dor que sua madre jamais



O projetou!





Czar D’alma



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