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2011/06/17

Um Dia

            "Um Dia"      



          



Vou discorrer os anos
Entortar seus planos
Desvencilhar o medo profano
Que me invade meus canos


Os dedos se apressam
Querendo te abraçar
Quando dou por mim
Estou preso ao teu olhar


Um dia bom, o mar calmo
E minha sede de ser teu alvo
Minha maresia é você
Rasgando meus lados metais


Eu ainda irei doar-te as mãos
O que seu mundo, permite ser vão
Onde tua maresia em meio às marés
E o cinismo anda de ré.


Onde os índios são donos da terra
Onde a terra é pó dos fiéis
Cada mar tem seu doce abismo
Quando não vem amor, vejo cinismo


Onde os índios andam nus
E os hereges são quase hindus


Eu ainda pego em sua mão
Dando beijos por toda eternidade
Lavando-me solto, nu na contramão


Um dia hei de beijar
A tua mão...
Pra teu amor nos salvar
Seja aqui em casa ou


Acolá!






Czar D’alma




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