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2011/07/17

Maquete do Mal

            "Maquete do Mal"      



            






Sabe amor, não fui sempre fiel
Dei de cordas com as baixas dum motel
Dobrei-me e quis esconder
Mas do seu lado não pude conter


Quis ser mais que um homem
Doei-me para o que nunca fui
Andei como o ébrio do ser
Escorreguei onde tudo rui


Até o momento eu menti
Falei que contigo nunca fui feliz
Querendo um prazer fugaz
Nos braços de quem foi meretriz


E onde eu fui o covarde infiel
Agora eu sei o quanto te amo
Não vou te segurar quando sair
Sei que errei e jamais voltarei a mentir


Perdoa-me por causa de uma noite mentira
Mas olhando os seus olhos, quem na verdade sou eu
Quando alguém escolhe algo tão imperfeito
Já vive na luz que, só tem quem vive no breu


Sei... Escuto isso e digo também
Que te amo e não olho ninguém
Mas já que me perdoa me deixa dormir
Não leve essa mala pra vizinhança sorrir


Pra quê essa passagem de ida e só
Já não sou o bastante pra ti
Pois quando alguém peca assim
Precisa mesmo rever o sagrado e o vil


Deixo meus momentos lá
Mas sei que pago o preço
Por um momento mentira que quem não viu
Eu reconheço nobreza de quem evita eu tiro o chapéu


Mas agora que estamos aqui...
Tire seu amado de cima do nosso lençol
Por favor, me retira da vista esse véu
Onde todos somos vazios e nunca livres


Trocando amor, por mentiras que não faz ninguém feliz
Ou Quem as cobiça e tão pouco quem se entrega
Deitamos pérolas por lavagem que fede
Querendo aventuras somos o mal que procede


Um sendo traído e o outro...
Que sonha que assim nunca sucede.
Um é mentira e o outro sonho
Que destruímos não importando


O humano e lindo que será um dia criamos?
Será que felizes um dia nós fomos?
Ou era tudo maquete da armadilha
Que pro nosso futuro inventamos.





Czar D’alma


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