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2011/07/23

Minhas Noites

            "Minhas Noites"       



             




É quando fecho meus olhos
A revelação antes da retina
Vexa meus idos tempos de menina
Quase eterno dou voltas Hiroshima


É nos segredos antes de dormir
Que aceito a possível esperança de morrer
Mas nunca antes o fato de ser feliz
Querendo o mundo todo por um triz


É no silêncio da retina
Que adormeço a dor
Que eu driblo feito Garrincha
O vislumbre do amor


Doses de sono, taças de mar
Em meus olhos eu lacrimejo
Mas são nos seus beijos
Onde luto por amar


Um dia ainda acordo e saio no mundo
Querendo um amor em dois passos
Um pra que a felicidade me perdoe
Outro pra que a vida seja mesma o absurdo


Em dois corpos ardentes...
Um feito às lembranças entorpecentes
Outro dos minutos que quase fui mulher
E por pouco, me faço assim contente.


Uma dama em noites febris
Uma mulher em camas quentes
E uma criança em seus braços
Onde eu era a inocência tua e minha


E minha própria serpente.






Czar D’alma




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