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2011/07/06

Sete Décadas

            "Sete Décadas"   



           
 


Você esperou uma colheita e amor
Semeou deveras as rosas e a flor
Da saudade de viver ainda a ilusão
De que um dia a mentira fosse vã


Você mandou a noite e o dia se amarem
Cantou até o galo se cansar dessa engrenagem
A gangrena que esta à flor da pele, não faz cena
Ela rebate toda onda pra que um dia a vida valha à pena


Então você ainda guarda o cenário na memória
Discorrendo só, em ti esta apenas a solidão de tua história
Querendo o fruto do pomar você desperta e dispensa a magnólia
Aquele jardim que de tão lindo dorme calado, sem voz e sem pretória


Vai-se em vida e foi-se em paz
O que desce do leste sua fadiga
Agora adulta há sete décadas
Escreve um fim onde podes esconder a lida


Onde seu sonho dorme bem
Mas sempre mudo
Querendo o tempo que vem
E a razão de seu próprio mundo


Acorda e me ame
Pra que a gente sorria
E já nem se lembre mais
Dos sonhos que não dormem, nem acordam


Andam sempre juntos
Mas sem memória
Essa é sua vida
Mas nem tem por quê


Vaga os dias surdo
Pra poder dormir
E quem sabe num sorriso
Onde a criança dance e cante




O fim de tudo.






Czar D’alm



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