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2011/08/02

Alma e Tempestade

             "Alma e Tempestade"      




           
 



Ó Senhor, escuta cá
Quando esta tempestade em mim, voltar
Esteja lá, onde o mar está em furor
E o amor não insiste em brotar


Senhor me dá aqui tua atenção
Deslancha essa coisa fria que habita
Nas almas e na dor de quem girando grita
Amena as ondas do meu mundo que, não mais brilha


De dentro da tempestade esta o clamor
Quando a gente lembra algo que passou
Sorriso, criança, amor e bonança...
E a esperança é a herança que ficou


Então eu clamo a ti Senhor
Por um segundo de paz
Ou por uma eternidade de amor
Onde meus sonhos bóiam e eu sou


O homem que naufraga

A voz que não se apaga

O verbo que não se lê

O discurso dos sem poder

A coisa mais estranha dos amantes

As lágrimas dos órfãos...

E das viúvas herança em diamantes.



O homem que vê o mar
Contempla o horizonte e chora
Pra uma estrela brilhando pisca
Sussurrando a ternura que me despista


Ó senhor escuta esta oração
Sendo eu o medo e tu o breu
Quando olho pra tudo e não encontro
Nem seu sorriso e o amor que me deu


Cantando só com as lágrimas do chuveiro
Querendo o mundo menos surdo e sem devaneio
Onde eu seja a voz que clama e tu Senhor o companheiro
Que escuta as tempestades de minh’alma e delas não faz meneio...


Pois a noite vem e volta com a tempestade
Quando as vozes gritam a fim de despistar o desespero
Onde a alma sedenta busca a tua luz
E a carne implora ainda o amor que lhe seduz...


Sendo a tempestade da alma
Ainda a quimera que reluz.
Mas um segundo em tua presença
E meu mundo enfim se torna 



luz







Czar D’alma

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