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2011/02/04

Lágrimas Poéticas

  "Lágrimas Poéticas"







Ai minhas lágrimas, minhas lágrimas...
Minha forma mágica de compor
Deixar guardado o que dizem não ser nada
E morrer todos os dias de amor!


Ai, minhas lágrimas
Minha poesia que não mente
Meu verso descontente...
Um dia um adeus, uma aguardente.


Ai de mim, senão fossem minhas páginas
De quando em quando, nascem em versos e trovas
Minha prece de tornar a poesia
Minha amiga e companheira


De minhas noites trágicas...



Czar D'alma - escritor e poeta.

Dia Feliz

  "Dia Feliz"






Ah, essa chuva em meu rosto
Ah, esse seu jeito lindo e gostoso!
Ah, essa manhã que afloro sua boca
Ah, essa mania minha de amar sem horas!


Ah, eu quero poder rir e abraçar
Não mais fingir que não dói amar
Saber que, estas em lembranças
Acordar com suas nuanças...


Ah eu quero ser feliz
Deixar a chuva chorar por mim...
Deitar meus dias em suas noites
Correr sorrindo, campos floris!


Ah eu quero estar junto a ti
Nascer em Roma, dormir em Paris
Me banhar no Rio, nadar em Paraty
Sutis lugares devoram-me


Ah eu quero chover em ti
Deixar tudo pra trás
Sempre lhe dar as mãos
Deitar no maracanã em todos os verões!


Czar de mim vem me fazer feliz!  



Czar D’alma

Orfanato do Ser

“Orfanato do ser”





O que eu faço agora com essa dor
Com essa cicuta leve que arde e finge amor
Esses dias de lágrimas
Essa sentença de Beethoven


O que faço agora
Com as náuseas de Sartre afora
Essa melodia melancólica
Esse carinho chamando corjas.


Os dias levam meus sonhos
Meus braços sonham seus beijos
A cada memória um arpejo
De lembranças da despedida


Amar a vida é tudo que se leva
Amando os filhos e a própria ferida
Com todos os Tanatos...
Eros e deuses quase um orfanato!

O que eu faço agora...
Que os dias me tiraram você
Minha lágrima e minha vida
Quero de o seu cálice beber...


Desse meu dia chamado morte!



Czar D’alma

2011/02/02

Bilhetinho de Amor

“Bilhetinho de amor”






Deixei as cartas rasgadas
Tudo terminou...
A sentença de um longo amor
Nos deixou!


Deixei as cartas nuas amassadas
Querendo a resposta do que passou
As coisas lindas que traçamos
O destino não vingou...


Por um momento breve,
Você sorriu e suspirou!
Aqueles dias e noites...
Apenas na lembrança ficou!


Os dias mais felizes em seus braços
As lágrimas que derramei aos prantos
Quebrei tratados corri mundos e oceanos...
O plano nada em nós deixou!


A não ser um bilhetinho lindo
De um sentimento de um grande amor...
As coisas passam e pessoas ficam
Mas não me culpe por tudo que não sou!


Sou sua memória rasa
Um breve instante
Algo que você nunca amou...
Um bilhete rasgado ao lado do que sobrou!


Por alguns dias fomos eternos
Nem o meu terno você nunca lavou!
Mas olho pro horizonte, escrevo cartas...
Pra provar que ainda vivo aquele findo amor.


Meses e anos não são capazes de apagar
O que sou pro seu rapaz que agora estas
Mas não digas nada, esqueças as cartas
Por que a minha vida esta sangrando e molhada...
 

Por uma noite nossa e daquele bilhetinho
Que deixei em seu quarto num segundo eterno
Desse efêmero sentimento e cumplicidade
Que formou e não deixou o nosso fulgor!


Lá se foi o nosso lindo amor...
Por isso escrevo bilhetes de dor!




Czar D’alma

2011/02/01

Das Flores lll

 "Das Flores lll"




Vou lhe dar flores...
Do jardim que esculpi
Pelas janelas de meu ser
Minha casa, meu bem...


Vou te dar rosas...
Das lembranças tuas que guardei!
Uma carta, um cometa...
Das palavras que inventei!


Das flores que lindas são!
O amor que nasce e em beleza a nação
Reguei com lágrimas minhas...
O meu jardim não é sua mentira!

Apenas um sonho teu
Dos versos que teci
Entre olhares que, me evitastes!
E das frases soltas em minha face...



A procura de um beijo seu!




Czar D’alma

2011/01/31

Nas linhas do amor e delírio

 "Nas linhas do Amor e Delírio"











Sabe to com vontade de estar contigo
Beijar pra la da mão 
Ser a razão do perigo...

Sua imaginação, medo, 
Desejo e sentido

Ah fugi. 
Saí da linha central 
E do Egito!


Caminhando em sonhos
Perde-se a cabeça
Delira-se como lírico
Da frente do afrodisíaco!


Eu ando nadando em círculos
Perdendo a noção dos sentidos
Liderando a fuga de Marte
Dormindo na lua... Ilíaco


Ah eu quero a minha vida
Em suas mãos e comigo...
Na ilha da esperança nadar sem mim
Querendo amanhecer com o anjo lindo...


Que se chama o Amor que teci
Nas teias do ardor e do delírio!



Czar D’alma