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2013/02/25

“Cantares” – Czar D’alma.


“Cantares” – Czar D’alma. 




“Cantares” – Czar D’alma. 





O que se diz quando se está ferido.
Qual das canções tu terás abrigo
Senão, algo de abraço e peito amigo.
Faz-se um rio na busca de seu próprio gemido.




O que se cala, quando está a lágrima a gritar.
Dos silêncios meus compus meus dilemas.
Catei suspeitas, mas hodiernas.
Pra tentar ser o que eu quis.

Sendo o meu tributo a dor
Sendo em meus braços algema e calor.
Esse coração exaspera na busca de um amor.
Somos a esperança que jamais se tornou.

Pode ser desculpas em carne
Mas, quem vive sabe o quanto se arde.
Quando o mundo já não é mais aquilo
Que um dia você acreditou.




Canta com alma a tua dor
Expurga do peito quem não tem razão e respeito
Tu te encontrarás em algum lugar belo
Mas, que sempre não é perfeito.

Eu vivo o mundo em meus caminhos
Me calo quando me sinto num ar redil
Mando as coisas pro seu ninho
Onde só a memória sabe o que me pariu.




Eu vejo as coisas, os carros, as flores e vitrines...
E minha alma cálida de tino que em si se timbre
Por qualquer esperança que me dê razão
O que a vida dá não se lança no mar da escuridão.

Espero pelas crianças...
Que seus sorrisos lhe alcancem bem
Por que os homens crescem rápido
E quem irá querer cuidar de alguém.




Vejo os que se veem distantes de infortúnio
Os meses e anos vos levam aos pobres intuitos
Mas a esperança sempre acalanta a dor
Que a vida traz por sua própria sedução.

Eu ando em dias de boas cores
Eu sinto falta de muitos amores
Mas, eu sei que foi a vida quem levou.
Isso não basta ao meu coração cheio de flor.




Quando eu me despedia
A coisa parecia ter vida
E a gente escolhe a lágrima
Por falta de opção.

Estamos perto do princípio
Compro coisas desde o início
Pra me sentir mais capaz
De despistar da alma o ardor.




Quero cada boa gente ao lado
Queremos da vida um milhão
Ao doce amor irreparável.
Onde a sorte não abre jamais a mão.

Eu colho flores de amigos
Eu ando catando, suplicando, buscando abrigo
Em qualquer peito que me estenda canção.




Eu vejo os gestos na avenida
Comparo a felicidade com o rosto da menina
E isso não me dá sequer uma sutil explicação.

Sim, você de ler está cansado...
Nem sabe o que chamam de pecado
Queres ao menos deitar e calar...
Cada suor tem sua conta de aflição.




Então termino esse prelúdio
Não me querem em nenhum estúdio
Apenas alguns poetas e profetas
Me percebem o quanto ainda 




não o são.





“Cantares” – Czar D’alma




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