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2013/03/15

“Delírios entre lírios” – Czar D’alma.


“Delírios entre lírios” – Czar D’alma.





“Delírios entre lírios” – Czar D’alma.


Colha o trigo, caminhe mais
Dê com graça, sorria e deseje a paz
Por que os lírios bem se vestem
E as mulheres são asas que jaz




Não entendo a fome do mundo
Não percebo o ouvido do surdo
Quando não querem perceber jamais.

A minha fome de ouvir a ti
O meu desejo de desposar-lhe
E a cada manhã ser mais feliz.




Quero sempre mais,
Sonho com asas da paz
Adormeço entre os lírios
Que não pedem algo jamais.

Que a sorte seja eterna
Como a mentira da menina
Como o sonho do garoto
E o cobiçar do que não é mais moço.




Quero sempre mais
Tenho fome de lhe ouvir
Quero a sede saciada
Quero a sua pele
Pela minha boca velada.

Quero sempre arder
Quero o início e não o fim
Do que chamam os homens
De prazer.




Não entendo os surdos que ouvem
Os cegos que lêem
Os mentirosos que apregoam verdade
Enquanto a vida lança fora do trabalho a jornada.




Quero sempre o beijo molhado
Quero a verdade no lugar do pecado
Quero a menina-mulher feliz ao lado
Quero a sentença de liberdade ao som do fado.

Deliro entre lírios
Sorrio em lágrimas pelos campos
E não tenho um beijo sequer
Daquela esperada e bela mulher.




Não sei, não sei, não vou.
Por que quando acordo comigo
Chamo o teu nome e contente
Me pareço com





 o amor.






“Delírios entre lírios” – Czar D’alma. 



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