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2013/04/07

“O que não vai existir” – Czar D’alma.


“O que não vai existir” – Czar D’alma






“O que não vai existir” – Czar D’alma


Se eu soltar a voz desde o início
E tentar me livrar de mim.
É como encontrar o próprio abismo
E acordar sem lhe ter por aqui.




Eu vou decifrar o seu enigma
Pra poder degustar de ti.
Parece coisa de sina
Mas eu prefiro assim.




Eu sei que é amor
Eu sei o tamanho da dor
Quando lhe vi partir.
Tudo era belo, mas eu nunca vi




Se eu calar a minha voz
Terei uma cigarra dentro de mim.
Anunciando toda a estação
Mas sofrendo sem ter o seu fim.




Quero o dia mais lindo
Quando foi que te conheci.
Vou apanhar com as mãos estrelas
E lhe entregar como prova de amor sim.

Se detenho os meus gritos
Recanto o sonho desde o início
Mas eu sei que não serei feliz.
Pras ruas dou seu nome para poder sorrir.




Comemos juntos, dormimos além
Quem poderá dizer que não foi assim...
Por que meu porto era seus braços
E o seu era brincar de ser feliz.




Então calei, a poesia chorou
Os pássaros nem cantam mais.
Você colhe plantas e não mais flores...
O que fazer quando se aprende que não se sofre mais.




Calou meu ser... 
Cantou em si.
A dor que parecia não existir
Agora ela dorme dentro de mim.




Acordando em sonhos
Gerando frustrados planos
Eu corro para o oceano
A procura de algo a mais...




Que sei que 




não vai existir




“O que não vai existir” – Czar D’alma


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