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2014/06/14

“Do calvário e da madeira” - Czar D’alma.

 “Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.
 



 “Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.


Andei entre os lírios
Conversei com meus próprios sentidos
Entendi que, precisava entender
Que nem tudo estava perdido.

 



Andei em meio as minhas próprias lágrimas
Deixei cada verso meu em meio aos erros e sátiras.
Não faz sentido voltar atrás
Quando não se feriu alguém no passado.

Eu preciso me encontrar com meus erros
Abrir a porta dos fundos, desvendar os medos.
Saber quantas milhas preciso pra encontrar comigo
Morar entre desertos, abrigar os que antes me tinha ferido.




Eu andei entre lírios
Mas, foi entre espinhos que cresci.
Deitei os dias que não foram tão bons
E me permiti que tudo fosse bom sendo mesmo assim, assim, assim.

Enquanto meus passos prosseguirem
Os desertos haverão.
Algumas pessoas sempre estarão comigo
Outras lançar  pedras para nossas vidas preferirão.




Mas, eu andarei entre lírios
Acordarei entre pássaros
Pregarei em meio a lobos
Mas, me abrigarei nos ombros da misericórdia

Por que a justiça sempre aguardará
Os que não entendem o discorrer da verdade
Ficarão presos dentro de cada consciência alheia
E jamais serão libertos, se não atentarem ao futuro do calvário e da madeira.

Onde um é carne
O outro é Deus.
Reunindo consigo um mundo
Onde quem perdoa abre os braços




E finalmente consegue dormir.





“Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.


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