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2015/12/01

" Agenda para o inverno” - (Czar D’alma)

" Agenda para o inverno” -  (Czar D’alma)





Agenda para o inverno” -  (Czar D’alma)



Quero um pouco do pecado de me amar
Escrever em pontas de estrelas o quanto te amo.




Porque o frio da existência me corrói
E na pouca velocidade o gelo quebra
Por esculpir a morte no próprio ser.

Tenho calafrios em ouvir tua voz
Mas, me secreto ao te ouvir passar.
Por essa minha recâmara pós-moderna
Onde eu sou o líquido e tu o meu vazio.




Então, do pecado que sou me atravesso.
Vejo a vida, a moça e a luz a passar.
Desertos são frios, horizontes abissais...

Declino em cada verso seu, seu tecido de pele me fascina.
Na velocidade a alma se mantém viva e não sente
O quanto a vida é rápida e ínfima.




Descrevo minha agenda, apertado o coração...
Desvencilho-me de meu pecado de comer-me
Vendo os sonhos da esperança, na esperança da razão.


Sou uma métrica descompassa, sem ritmo nem dança.




Quero a hibridez de tudo, nada me consente.
Um logaritmo da liberdade, sem régua, sem soma, sem voz.
Uma piada da própria tez, esse expoente, essa dor...
Em busca de ti, o que jamais me prometera.





O que dirá um amor.





Agenda para o inverno – Czar D’alma.


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