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2011/06/23

Constelações de Lágrimas

            "Constelações de Lágrimas"      





           




À noite eu me lembro mais
Das constelações que contamos
Bordando os céus em confetes
Celebrando ao que ainda não somos


Uma herança eterna em mim deixaste
De coroa e de rosas pelas noites me vestes
Meus risos em seus peitos são as preces
Do mundo e amor que, a mim tu teces


À noite eu me coroei
De seus beijos me adornei
Colorindo sonhos
Desmedindo-me sol e lua atônitos


Em mim a coisa toda era pura
Não sabia de tua esperança na rua
Seguindo seus passos, se perdeu
Egoísta de anseios se foi e me esqueceu


Hoje à noite eu conto as estrelas
Mas já não encontro constelações
Seu braço abraço em minhas recordações
Um dia a lua e o sol ainda hão de dar-me canções


Das ruas frias

Dos beijos quentes

De sonhos vertentes

De cabana e cama

Das minhas membranas

Onde o sul não é montanha

Pelas posições infernais

Que me açoitam em vitrais

Quando penso em nós

Não entendo a solidão dos lençóis


Então eu conto estrelas
Das constelações de lágrimas
Quase sempre límpidas
Mas nadam em quase nada


Onde eu sou a memória
E tu a mentira mais equivocada
Cheiro de jasmim, canção da estrada
Uma estrela sem a sua dádiva


Eu sou o meu coração
E tu o egoísmo cego e nu...
Que nunca cede nem mede
Como deixaste a minha pele


Tão desesperada.
Eu sou um sonho e estrela
Sem constelação e sem medo
Mas sempre aquela constelação...





De lágrimas!






Czar D’alma 



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