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2014/10/24

“Fragrância de alma” - Czar D’alma.


Fragrância de alma  -  Czar D’alma.  





“Fragrância de alma”  -  Czar D’alma.

 

Não ter com o que contar

Contar com o próprio sorriso

Pra poder cantar enquanto come

Aquilo que a esperança pode dar.






Não ter com quem se espelhar

Olhando em cada reflexo

Sem ter vontade de enxergar.

Reflexos de um futuro que não vejo chegar.






Chegar sem ter a fome de lutar

Lutando contra a infâmia de quem insiste

Que a vida faz sentido quando vence sem jogar

Jogando vidas em baús, onde poucos podem olhar.



Já não há tempo pra parar

Se eu paro é para sonhar

O que o vento leva quando acordo

E a vida assopra quando eu tenho coragem de amar.






Na esquina de cada homem um verso

Nos ombros de cada mulher um poema

No olhar de cada criança um sorriso

Para os lábios poderem da vida degustar.






Se eu canto, se eu choro ou se sorrio.

Abro meus braços na procura de fugir do frio

Por que em cada alma há um rio

Quando não um vazio...






Que os olhares preferem jamais

Ter de enxergar.

Uma vida que se vai

Um verso que se vem...






Hoje todos os homens sonham

O que aprenderam em suas infâncias.

Onde a vida era honesta

E cada alma sua 




fragrância.





“Fragrância de alma”  -  Czar D’alma.  


Dentro de mim - Czar D'alma


Dentro de mim”  –  Czar D’alma





Vou mentir a dor
A dor que me consome
Consumindo de mim
Pra me oferecer-te em pratos.




Quando em cada parede de meu quarto
A esquizofrenia de me perder em mim
Por eu ser você todo o tempo que respiro
Com teu perfume na consciência da dor




Vou mentir a dor, correr, fugir...
Pra quem sabe me esconder do espelho
Que olho e sempre vejo tua face
Rasgando a esperança de não me perder.

Sou todo um emaranhado, partes...
E você é a soma de mim mesmo




Por que quando meu sorriso cala
A lágrima em mim grita e descubro...
Você a figura
Do fundo que me invade




Onde eu sou pedaços de espelho
Onde só encontro tua face.

Em mim comigo posso sair por aí
E jamais lhe encontrar
Pro lhe ver sempre dentro de mim!



Dentro de mim” – Czar D’alma
 

2014/06/14

“Deixa cair” - Czar D’alma.



“Deixa cair”  -  Czar D’alma.

 


“Deixa cair”  -  Czar D’alma.


Deixei cair a xícara
Pra rebuscar a sujeira dentre seus lábios
Onde o café bocejara o gosto de cafeína
E na minha alma sedia como névoa e menina.




Deixei cair a frase dos lábios
Recôndito meu era seu gesto doce e sábio.
Imerge de meus sonhos beijos seus
Que nunca provei, mentiras que nunca disse

Pra deixar cair de seus ombros
Algum ciúme, alguma besteira
Onde eu fosse a brincadeira e a menina...
Deixando cair a solidão, e morando onde a verdade ensina.




Deixei cair meu lenço
Esperei esse nobre cavalheiro passar...
Mil anos de solidão em meus pensamentos
Esperando apenas, por seu gesto em me olhar.

Deixei cair cada coisa
Deixei cair da mesa, da escada, da soleira...
Mas, ainda não caí em seus braços
A única tomada de cena que dei bobeira.
 




Vem com um sorriso teu
Desmancha esse gol contra de copa do mundo




E diz que seremos de novo campeões
Quando o resto ainda não saber cair sorrindo...



A única forma que aprendi de vencer tudo.





“Deixa cair”  -  Czar D’alma.



“Do calvário e da madeira” - Czar D’alma.

 “Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.
 



 “Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.


Andei entre os lírios
Conversei com meus próprios sentidos
Entendi que, precisava entender
Que nem tudo estava perdido.

 



Andei em meio as minhas próprias lágrimas
Deixei cada verso meu em meio aos erros e sátiras.
Não faz sentido voltar atrás
Quando não se feriu alguém no passado.

Eu preciso me encontrar com meus erros
Abrir a porta dos fundos, desvendar os medos.
Saber quantas milhas preciso pra encontrar comigo
Morar entre desertos, abrigar os que antes me tinha ferido.




Eu andei entre lírios
Mas, foi entre espinhos que cresci.
Deitei os dias que não foram tão bons
E me permiti que tudo fosse bom sendo mesmo assim, assim, assim.

Enquanto meus passos prosseguirem
Os desertos haverão.
Algumas pessoas sempre estarão comigo
Outras lançar  pedras para nossas vidas preferirão.




Mas, eu andarei entre lírios
Acordarei entre pássaros
Pregarei em meio a lobos
Mas, me abrigarei nos ombros da misericórdia

Por que a justiça sempre aguardará
Os que não entendem o discorrer da verdade
Ficarão presos dentro de cada consciência alheia
E jamais serão libertos, se não atentarem ao futuro do calvário e da madeira.

Onde um é carne
O outro é Deus.
Reunindo consigo um mundo
Onde quem perdoa abre os braços




E finalmente consegue dormir.





“Do calvário e da madeira”  -   Czar D’alma.