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2012/04/15

Essa Criança!

            "Essa Criança!"  




                          



Um dia ainda acabo sendo adulto
Comendo mentiras e dizendo ser gente.
Comprando colírios pros medos
E com medo de ser contente.


Um dia ainda abro a porta e saio por aí.
Comemorando derrotas, suando, suado
Saciando o desejo e iludindo-me de pecado.
Correndo atrás do vento, abraçando o lado errado.


Um dia acordo e saio com sorriso e lágrima
Atendendo o manual de vida da vida de quem é piada.
Abrindo cofres, andando duro
Rompendo com a honestidade,
Me enganando e me chamando de maduro


Um dia ainda acabo crescendo
E entendendo quem é feliz
Por que hoje eu sou criança e por causa do ego
Minha mãe foi pra rua e meu pai...


Não volta e tão pouco me leva...
O que aprendo quando chego a adulto?


É que nunca fui feliz!






Czar D’alma   -   “Essa criança!”




C a f a j e s t e

            "Cafajeste"



                          



Um arquivo morto em meio aos homens
É o seu discurso enquanto come.
Declara versos às amantes
Pensando que assim tu te tornas importante.


Esquece o desejo que não é teu
Que a tua carne fêmea não sacia
Fica à noite espreitando o corpo
Que jamais será o seu.


Então tu deixas em tuas mãos
O que ninguém quer...
Uma foto implorando rugas
E a tua fome por causa da pouca roupa.


Ontem eu saí e deixei-te em casa
Não volto antes das seis
Peguei carona com outros
Os mesmos desejos que não notas.


Um dia ainda acabo chegando à lua
E com você em Marte ou quem sabe
Na tua outra casa.


Cafajeste!




Czar D’alma – “Cafajeste”


A Procura de Abrigo e Sentido

       "À Procura de Abrigo e Sentido"  





                       



Eu deixo a rua vazia
Eu ando a procura da boca sua.
Quando o delírio é a minha sorte
E o vazio de quem ama em cima do corte.


Com dores de parto eu ando
Colho figos de abrolhos, risos de espinhos
Por que eu ando trabalhando todos os dias
Pra te esquecer, fiz serão no domingo.


Eu deito as rosas em minha face
Lembro de quando a vida era um açaí
Eu sorrindo em felicidades e você
Querendo de mim se despedir.


Então eu olho os dias que fomos
Quando mentiras não cabiam em nossos planos
Hoje eu ando em desejos e destinos
E tu na maresia de seus próprios sentidos.


Naufragando em seus medos
Pra que a tua vida e egoísmo
Seja mais linda do que seu lado canino
Um menino em meio às ruas


Cantando, chorando, vivendo e soando
O seu próprio hino.


Uma peste em meio à guerra
A procura de abrigo e destino.




Czar D’alma   –  “A procura de abrigo e destino”



Vestido Sem Corpo

       "Vestido   Sem   Corpo"  




                  




Se da alma é a via da dor
Por que canta a sorte outro olor.
Por que em cada rio esta um sentido
Eu abro a janela do meu quarto, quero da vida um sentido.


Quando o mar esta quieto e a minha alma também
Eu sei só a esquina sabe da via que virá se é amor, mal ou bem.
Pois eu ando com minhas ondas da mente quietas
Por causa da coisa errada em hora certa...


Romance sem beijo,
Sorriso sem gracejo...
A dor em meio ao contrário sentido
Eu andando de costas...
À procura de seu corpo encontrar,
Em qualquer outro vestido.


Que dor é esse amor...






Czar D’alma – Vestido sem corpo