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2019/05/19

Czar D’alma – Ainda há felicidade.



Ainda há felicidade - Czar D'alma




Czar D’alma –  Ainda há felicidade.


Ela mal acordou e se lembrou
Do amor que se foi  e da dor que ficou
Não reteve as lágrimas, nem seu sol se pôs




Os dias passaram e na varanda
Poeira, sonhos e cheiro de maçã
As coisas não são e as pessoas não vêm
Quando a dor ainda é uma irmã.




Em tempos e dias limpou a sala
Debruçou-se pela escada
Arrumou o quarto, inspirou-se no ato




Fez o eu jardim, deu flores e amor
Já vai voltar a primavera
E tudo novo ficou




Abriu sorriso, amou a si
Descobriu que ainda vivia
E decidiu por estar sempre ali.




Em dias de sol sorri, em chuvas se cobre
No outono e inverno cobertor e chinelo
Então, alguém bateu a porta
Ela abriu e um novo amor chegou de amarelo.




A paz que sempre teve vingou
E nada mais deixou do que sobrou
Ainda há felicidade
Ainda que se perca na saudade.




Que cada brilho teu
Seja a luz do próprio amor




Uns dias a gente se deixa ir
Noutros se procura 




por .


Czar D’alma –  Ainda há felicidade.
.

2019/05/13

Saciar - Czar D’alma.


Saciar  -  Czar D’alma. 




Saciar  


A lua me amou
E o sol me abraçou
Quando teu verso
Estava em meus vastos.




O mato me disse pra calar
Na montanha de Hebrom
Eu sou  mais que marrom
Com teus lábios sem batom




E o dia vem quando a noite está
Em tudo eu vejo o rosto teu
Não me encontro mais em mim
Por causa desse seu brim.




Se a verdade vier a mentir
Com que a criança há de sonhar
Com que o sonho poderá se banhar.




Então, não lhe vejo mais aqui
Preciso chorar e de dormir
O berço não mais me quer
Quero o selo de tua rua em si.




Já fostes sem despedir
Eu preciso de mentir
Pra ser o verso
Que não esteve em nós.




O amor me descobriu
O frio me acolheu
Agora quem sou eu
Agora quem somos nós.




Vida e morte no berço e no leito
Amor já gosta desse jeito
E o que preciso pra amar
Senão o teu cio e teu seio.




Eu vou por que não vens
Quem é de mim
Não é de ninguém.




Vou sair enquanto te amo
Te amo em tempo de sorrir
E agora o que farás de mim




Se não acolho a flor
Que guardas nas veias e dor
Pela tua sede sou alguém
E pelo saciar .




também ninguém




Saciar  -  Czar D’alma. 

2019/05/10

Lembranças rasgadas - Czar D’alma.



Lembranças rasgadas  Czar D’alma. 




Lembranças rasgadas 




Eu vou rasgar os desenhos teus
Entre os meus dedos restolho do mel
Que guardaste quando dormias em mim
Sombrio é o amor quando encontra o fim.




Dos desenhos que fiz nasceu os beijos seus
Naquela corda amarrada nos pés inchados
Fui largado e por amar o nada fui deixado




Pode ser mais um poema cada rasgar do lápis
Que delirei entre o corpo nu da tua alma
E em todas as brigas onde perdia o perdão e a calma
Saía do delírio, abortava a fantasia e vestia o sapiens.




Que venha o vento que me abraça
Das lembranças rasgadas dos papéis
Onde o louco acha razão entre os anéis
Eu sou o deserto que no mar embarca.




Se o tempo me der delírio
Prometo lhe devolver o brilho
Que roubaste de meus lábios e lírios
Onde nasce a cidade e morre o índio.




Cada dia é dia de ser sóbrio e lindo
A gente achava no mar
E perdíamos no domingo




Então é outra página e agradeço
Que os dedos ficaram com outros pincéis
Onde morrem os sonhos nascem homens
Ou quem sabe renascem da alma tantos decibéis.




No meu sonho encontrava cada risco dos desenhos
Onde eu me perdi e jamais pude perceber
Que quem rouba o sonho não tem cárcere




Que lhe possa caber.



Lembranças rasgadas  -  Czar D’alma

2019/05/01

Incertas Certezas - Czar D’alma.


 Incertas certezas




Incertas certezas


Ontem minha histeria saiu na avenida
Nem o bloco ela quis respeitar
Caiu da euforia,não havia ferida
Que a fizesse calar.




Ontem eu me abracei por dois minutos
E pelas centenas de anos que não pude lhe amar
Cada dia eu rasgava uma carta antiga
Quebrava os discos que abraçados nos faziam sonhar.




Eu ainda quero aquela velha fantasia
Com o gosto de avenida sem quartas de cinza
Mas ao olhar ao redor tudo era você
Nas coisas frias que comigo puderam habitar.




Andando com os amigos pelas costas
E pelos que a vida pode me dar
As lágrimas fingem que a chuva
É culpada da face molhada na vida que há.




Sempre eu desenho meus medos nas paredes
Mas ele correm atrás de mim, nas mãos e nos dedos
Eu que preciso tanto dormir são nos seus lábios
Onde eu desejo acordar.




Sempre haverá um dia...
Que a sentença não há 




de me acompanhar.




Incertas Certezas - Czar D’alma.

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2019/03/27

Orgulho e preconceito - Czar D’alma.



Orgulho e preconceito  - Czar D’alma. 




Orgulho e preconceito  


 


Se beijar-te deixares
Meu mundo um oásis
De tantas flores que busquei
Das tuas curvas sempre esperei




Não cala a sede do corpo
Que ele grita o desgosto
Corre nas veias, pulsa nos gestos
E adormece nas flores.




Adormecido permaneço em ti
Uma forma de encontrar a paz
Que algum rapaz roubou de si




Em cada passo teu busco seu folegar
E disso me orgulho, basta me olhar.




Sendo o dia uma sentença
A noite sempre absolve os sonhos
Onde adormece a dor
Desperta a vida.




Me beija e te calas
Que a aurora não espera.
Sendo tu o ti que meu eu anela.




Desejo um dia de luz e paz
Onde seu sorriso me abrace
E nossos corpos se amem mais.




Que a solidão é perversa não sei
Sei que dela busquei do seu corpo a lei
Pela graça que nunca pedi e sempre sonhei




Quando o dilúvio de dor a ti chegares
Não perca tempo em si, me ligares
Estarei aonde sempre estive...
Nos braços de tua esperança




E na escola de quem te ama




E ali jaz.




Orgulho e preconceito  - Czar D’alma