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2016/06/23

“Saudade e ambição” - Czar D’alma.


 “Saudade e ambição”  -  Czar D’alma. 





 “Saudade e ambição”  -  Czar D’alma. 




Eu escrevendo na areia buscando respostas
Meu peito em chamas sem nada saber
Eu calo os lábios frente ao rosto teu
Me divirto quando consigo dormir.




Eu mergulhado em lágrimas
Buscando a sua fotografia
Às vezes me sinto suada,
outrora me sinto vazia...




Arrastei os meus dias pra poder
Ter coragem de me encontrar com você.
A cadeira, a mesa e a mobília falam comigo
E eu não tenho mais nada a dizer.




Quero o seu sorriso por perto
E distante do passado do que aconteceu
Não faço mais aquelas rimas antigas
Nem mais digo pras amigas o que me doeu.




Eu acho engraçado sofrer na novela
Mas não me vejo sem você na mão
Tenho intrigas com a vida
A vida que não faz boa a poesia e canção.




Sem querer me dispor
Me escondo debaixo do tapede da vida
Em mentiras dos risos colados na face
Na verdade do que meu desejo cobiça




O silêncio que percebem e ninguém mais vê
Eu olho o espelho molhado em lágrimas
E não entendo do que ele consegue sofrer.




Que o verso te alcance
Que meus delírios sejam sóbrios ao lado teu
Meus lírios estão encharcados de medo
De nunca mais lhe vê.




Eu percebo o dia, a noite cai
Estendo os dedos no controle da televisão
Sempre vejo tudo que desejo
Mas não desejo mais essa solidão.




Que meus versos te alcancem
E meu medo não.
Uns dias atrás éramos dois
Hoje somos saudade e 




ambição.




“Saudade e ambição”  -  Czar D’alma.




2016/06/21

“Meio sem inspiração” - Czar D’alma

“Meio sem inspiração”  -  Czar D’alma 





“Meio sem inspiração”  -  Czar D’alma 



Eu abro os braços, eu rio, canto e agora
Eu vejo o mundo que se foi dentro e lá fora.
Meus momentos me abraçam
Minha roupa vai sem mim.




Eu grito a vida
Eu sambo com a maresia
Sinto o cheiro da poesia.




Os amigos estão distantes
O rumo que se toma ninguém espera
Pode ser que seja bom, pode ser que seja flor
Em tudo e todos eu sinto a presença do amor.




As crianças no parque os homens na contramão
A vida como areia pelos dedos e a poesia não
Ando tanto sem inspiração.




Sem peito pra sangrar
Sem aperto de sentidos ou de mão.
Ando meio sem inspiração.
Cada caso é seu caso, não quero mais explicação.




Meu velho diário quase sem palavras
Anda coando as coisas que não são
Meio dia e o dia inteiro
Com cadafalsos na dianteira Saudades na aflição




Ando quase sem ter tempo pra sangrar
Por que os versos são frios e a carne não
Meio fora é tudo perdido
A gente quer mesmo é ter ação




Por que os dias são de cinza
O peito em chamas
Clama por perdão

Quase sem ironia
A vida pede passagem




Meio sem viagem
Inteiro sem porção
Uns dias somos amantes
Outros somos irmãos




Quem sabe a gente acorda e inventa
Outra maneira de dizer paixão
Quando isso a gente se acostuma
Em falar que se ama...





Ou não.






“Meio sem inspiração”  -  Czar D’alma 


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