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2012/12/14

" Q u a n d o F l o r e s "

 "Quando Flores"   -    (Czar D'alma)  
 
 
 
 
Quando as flores gritarem
Aos seus surdos ouvidos
Em tempo que foste cuidada
Como a flor que do mel, nunca antes roubada.
 
Quando as flores murcharem em tua janela
Não deixe suas lágrimas caladas sem respostas
Pois, tu quiseste todo um mundo seguro.
Onde nada deste mesmo mundo se firma...
 
Quando as flores em tua sala
Indagada pelos filhos de teus filhos aflorarem
Não te detenhas em ligar o nome de tuas lembranças
Quando sendo mulher, foste mais amada que a criança.
 
Mas, se as flores secarem...
Lembras que as rugas também,
Onde os homens querem a carne tua
Mas, a sua alma eles vendem e muito bem.
 
Sem rosas, mas com todo espinho...
Que jamais a vida assim, lhe convém.
 
 
Czar D’alma – poeta e conservo.
 

"Deslizes nossos de cada dia"

“Deslizes nossos de cada dia”      (Czar D’alma)
 
 
A lua diz pra mim
Coisas que só as lágrimas entendem
Pessoas que nos roubam a felicidade
Não sabem onde escondê-las
 
O sol ilumina a minha paz, queima a minha dor
Enquanto eu digo coisas lindas, quentes ao meu amor
Me engano com a esperança de que eu seja
Aquela chama que ela espera num amor.
 
Os dias me contam histórias fortes, algumas fantásticas
Mas nada se compara com a minha alegria
Quando sei que mentindo me fazes declarações dramáticas
Como um sonhador eu corro atrás do vento, cato pipas
 
Mas é justamente quando a noite cai que descubro
Que o mundo não passa de fantasia, esperança e delicias.
Uns acreditam nisso, outras acreditam na preguiça.
 
Czar D’alma   –   poeta
 

"Sem Entender"

Sem entender        (Czar D’alma)
 
 
 
Eu só queria saber o preço da maldade
Quanto custa a sua traição
Por quantos engodos tua alma se refaz.
 
Eu só queria saber de qual sabor
Sua língua degusta quanto esta a difamar
 
Eu não entendo de muita coisa...
Mas nada disso eu me declino a aprender.
Por que as suas maldades te corroem
E apenas a tua ignorância pode sorrir
 
Por que os dias não fazem médias, nem dão horas a mais
Pois, para a sua cama há de ter algum remédio.
Para que, de alguma maneira tu te faças esquecer.
O quanto tu pagas para que o outro jamais tenha paz ou prazer.
                                                                                                                               
Eu só sei que quem pode mudar a cada e toda história...
Jamais se agrada, quando te percebes assim em seu ser,
Híbrido de esperanças, mas ébrio de mentiras, máscaras...
E de seu próprio jeito de fugir e sofrer.
 
Czar D’alma – poeta e conservo
 
 

2012/12/13

"Uma   Mulher   Desvendável"  ( Czar D'alma )  
 
 
 
 
 
 
 
Ela desvenda sonhos...
Depositei-me a mim mesmo em sua esfera
Na esperança de ser desvendado.
 
Mas todos os dias ela ia de lado a lado
Procurando jarrões de felicidades, abraçando elogios soltos,
Vestindo em si a infâmia dos homens em maldade.
 
Mas eu estava lá, a procura de um sorriso, um capricho, um toque.
E quem sabe... Um beijo.
 
Sonhei todos os dias com um beijo seu...
Desta mulher que desvendava sonhos
Mas, nunca foi capaz de desvendar o meu, por amá-la guardada em sete chaves.
Nas esferas dos meus anseios e labirintos de seus medos...
 
Ela jamais me desvendara, mas eu hoje sei que mulher desvendei ...
Aquela que me fez esculpir sonhos e detalhar felicidades como ninguém jamais fez.
 
Ela me desvendou e jamais comigo disse palavra desvendáveis, porque desvendável
São sonhos e os impossíveis são espinhos de um jardim que, quase nunca precisamos...
Salvo quando estes são doces como um beijo de quem realmente nos desvenda.
 
                                                                                              Czar D'alma.
 

2012/12/12

R e i n o e J u s t i ç a


 

“Reino e Justiça” – ( Czar D’alma )

 
 
 

Você não imagina

Cada odre que transborda toda madrugada

Por cada lágrima que ainda

Não encontra gritar pela palavra

 

Você nem imagina a dor que arde

Quando o mundo passa e sequer

Respeita cada pensar do povo de Deus.

Nem quero imaginar...

 

Mas em todas essas somos vencedores

Desde o ventre de nossas mães somos amados

Quando as lágrimas gritam, o Espírito me beija

E somente esse Deus sabe o que há dentro de mim.

 

Esse meu gesto calado,

Esse meu sonho jamais revelado,

Essa família que ainda não vem

Esse filho que nasce em mim todos os dias

Por que, resolvi caminhar pela verdade

Não importa o quanto mintam nos templos

Eu irei caminhar em nome do amor e verdade.

 

Vou uma milha a mais e por cada ferida óleo porei

Por que os que são filhos de Deus são gestos de amor

Por que quando o sol não denuncia

O pecado de cada um lhes consome...

 

Uma miríade de malícia e o mundo terminam

Com cara de perdão,

Mas, sem coragem pra dobrar-se em frente à cruz.

 

Onde os homens não cospem em suas mulheres

E as crianças são donas de cada esquina,

Enquanto cada mulher escolhe a pose

Para a felicidade além da fotografia...

 

Sem maquiagem, mentira ou hipocrisia.

 

Eu vivo no Reino de Deus.

 

Czar D’alma – Poeta e conservo.