2024/02/17

Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.

Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.

  


 

Outra fuga, mesmo amor.


 

Talvez tu não saibas a dor e a estrada

Que escavei nas ilhas e amores que me perdi.

Eu sei não lhe pertences a náusea presente

Na hora que a ilha é o parto das palavras que senti.

 

 No gesto calo a ferida e vasculho as praças

E dentre as avenidas e blocos em risos me faço.

Porque não pude aprender a amar alguém tanto assim

Fui flores e frases, gestos e medos que até me perdi.

 

Não culpo os teus medos, fugistes dali

Dos delírios que falas das revistas onde preferes mentir.

Te vejo folheando as novelas, abraçando vitrines e bares

A noite consigo ao teu choro e lágrimas claramente ouvir.

 

Meu bem, rasgamos os versos e cartas, naufragadas as falas.

Onde ficou todo o desejo, as lembranças e as peles suadas.

Até agora procuras um delírio, um surto ou festa...

Mas jamais conseguireis tirar-vos 

da vida, da morte e de si.

 



Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.


A vontade – Czar D’alma.

A vontade – Czar D’alma.

 



A vontade.


Estou com uma vontade louca de te abraçar

Deixar o Rio à distância longe da saudade



Mergulhar em teus braços

Enfim, voltar a sonhar.



 

Estou feliz em poder lhe ver sorrir

Mordendo os lábios ao perceber meu olhar

Ardendo em mim os horizontes e quilômetros

Que existem entre o beijo e o suave toque do abraçar.




Estou com tudo o que possa ser

Pra que tu voltes a sorrir

Entender o que passou

E não deixar o amor esfriar e fugir.


 


Tô com vontade de morder cada lembrança tua

Deixar escorrer desde os lábios cada cheiro

Molhar a pele na flâmula da flor ainda dura e nua.


 


Ah, eu to querendo mergulhar de cabeça

Esquecer as mentiras que investem os infelizes

Quando somos um, o mundo diz que ninguém é assim, assim...


 


Eu quero morder a tua flor.

Deslizar cada meu colírio em teu jardim.

Eu sei que tu ainda amas

E que não vive sem mim.


 


Mas na segunda-feira acordamos a milhas distantes

Ainda nem sei se tudo fora um sonho, algo delirante

Ou se ando delirando acordado, disperso e sonhador

Por existires tão forte e fora da minha vida solitária e inconstante.


 


Tudo que sei que ainda amo

Por cada segundo nosso em nos pertencer

E por cada medo que deixamos de vencer

Matando todo o amor e 



morrendo sem perceber.

 



A vontade – Czar D’alma.


2024/02/16

Logo hoje – Czar D’alma.

Logo hoje – Czar D’alma.




Logo hoje.

 

 

Você é o meu melhor

vive dentro de tudo que esculpi

A cada frenesi, em cada surto

Tudo meu era, sagrado pra ti.



Você é a coisa mais inacabada

Quando tento lhe dizer

O quanto amo, receio e sangro

Em todos teus destinos e tormentos.

 


Tu dizes que te vais embora

A sombra da tua distância

Me assombra e deveras devora.

 



Logo hoje, que preciso dizer

O quanto faz-se necessário estar ao teu lado

Acordar, dormir fazer a vida acontecer.

 


Nada mais de mentiras haverá

Entre nossos beijos, abraços e lençóis

Eu queria tanto aprender a dizer...

Que te amar é a melhor 



versão minha, de nós!




Logo hoje – Czar D’alma.


2024/02/15

Velho amor – Czar D’alma.

Velho amor – Czar D’alma.




 Velho amor – Czar D’alma.

 



 Eu ando com o relógio nas costas

Eu lhe espero pra tomar um chá

Eu conto as horas por uma xícara de café

Te chamo pra jantar e tu distante em pé.

 



Eu corro milhas de anos, tempos e dores

Pra lhe agradar até dos funerais roubei flores

Parece que nada possa lhe agradar

 



Eu conto as estrelas

Eu somo as ondas do mar

Flui meu francês elle a dit

E nada de Edith Piaf a cantar.

 



Sinceramente os dias passaram

E nós nem sabemos o que somos

Em dias de dor eu tive minhas dores

E pelas noites solitárias eu fiz planos.

 



Soubemos de quase tudo

No nada que nunca seremos...

Você finge que escuta minha fala

E em vazia tal sala em frio a tornemos.

 



Eu corro duas milhas pelo vestido teu

Mas é quando acordo, olho pra tudo

Que percebo da vida o breu.

 



O ato finda e a memória se torna esperança

Eu a amava como um velho

Mas tu ainda 




me tornas a criança.




 Velho amor – Czar D’alma.

2024/02/14

Entre os rins e o Coração - Czar D'alma.

ENTRE RINS E O CORAÇÃO – CZAR D’ALMA.

 



Entre os rins e o Coração.



Entre os rins e o coração

O que filtrar quando o mundo diz, Não!

Sobre todas as coisas, calar a voz

Pra quem só escuta sua própria intenção.

 



Dá tempo de escrever uma outra história

Quando bagunçam com a nossa memória.

Sem tempo pra abrir minhas próprias feridas

Pra exporem nas conversas das vidas vazias.

 


Será que há tempo pra respirar

Quando o mundo por tantas culpas nossas

Cair em nosso peito, sangrar a voz, aos conceitos rasgar...




Eu ando calado, alugo sorrisos amarelos

Eu calo e já não questiono quando a vida

Não é e nem será do jeito que desejo ou quero.

 



Eu sei, tu sabes, eles sabem, vós sabeis...

E todos como num lindo coral julgam.

Enquanto o medo for sinfonia da alma

Haverá bodes que expiam e amor que não se acalma.

 



Entre os rins desde os gregos

Os corações na diáspora judaica

Vou calar a minha voz, não tenho vez...

Quem fez o vil metal, iludiu a barganha no berço da tez.

 



Eu amo os meus erros que me ensinam caminhos

Quando chega o natal eu busco pergaminhos.




Pra dizer que, não escuto onde me fiz destino

E por que, deveria alguém viver tão sozinho...

Não eram apenas espinhos, senão 




a força da solidão ou frio.

 

 


ENTRE RINS E O CORAÇÃO – CZAR D’ALMA.

Vozes - Czar D'alma.

VOZES – CZAR D’ALMA.



VOZES.



Eles escutam vozes saindo dos espelhos

Eles adormecem mesmo tendo dores em seus peitos.

 

Não abriram a porta

Nem deixam ninguém sair

Eles quiseram escrever nas estrelas

Só por que jamais podem dormir.


 

Eles escutam vozes, eles se dividem em dois

Quando acordam, seus braços são cortados.

Mas quando vão pelas praças eles dançam

E ninguém diz que, já foram da vida os soldados.



Eles escutam vozes

Eles fazem quadros, poemas, canções...

Quando os outros o pressentem

Lhe chamam de loucos ou leões.

 


Só por que escutam vozes

quando amam com porta aberta.

Quando seus medos são percevejos

Seus delírios são de puro sorvete e desejo.

 


Mas eles escutam vozes, andam dopados

Quando em quando são eles

Que fazem o mundo sentir, viver...

E amar do jeito mais sóbrio e acordado.

 



Vozes - Czar D'alma.

2024/02/12

Perdoa-me – Czar D’alma.

Perdoa-me – Czar D’alma.

 



 Perdoa-me.



Senhor, me perdoa os joelhos dobrados

Sem um coração quebrantado.

Uma palavra cheia de sentido

E a vida coberta de desejos e vícios incontidos.

 



Senhor, perdoa os meus olhares ao próximo

Que parece dar-me paz se estiver bem distante...

Perdoa quando eu sou a vaidade, a vitrine e o arrogante.

 

Perdoa-me Ó Senhor pela falta de perdão

Que não permites o orgulho a doar-me a mão.

Perdoa oh Deus o que detesto do outro

Que é a minha cara mais suja, hipócrita e lavada.

 



Perdoa a prostituta, o ladrão e o mentiroso

Que acorda em todo espelho pela minha casa.

Perdoa a vida que vivi, matando o outro, o próximo

Me enchendo de pretensão, sendo estelionato da vida e canalha.

 

Perdoa a minha falta de verdade, quando detesto ate minhas orações

Perdoa a mentira deu dizer que, amo o divino invisível

E piso na dor de meus amigos, vizinhos ou irmãos.

 

Ah Senhor, perdoa aquilo que não digo...

Por que eu quero apenas o seu dom

Ignorando de ti até a feliz comunhão.

 

Perdoa a esmola que dei fazendo selfie.

Perdoa o adultério, o roubo escondido no coração.

Perdoa a fala calada pelo olhar de julgamento

Quando decido ser juiz da dor alheia...

E de mim, sou mentira, e fingimento.

 

Perdoa o que sou, o que não fui e quando fui

Sendo apenas aquilo que decifra o meu egoísmo.

Me perdoa quando acho que sou da vida o brilho...

E perdoa meu irmão que lendo acha que estou




 nisso sozinho!

 


Perdoa-meCzar D’alma.

2024/02/11

A ovelha e a alcateia – Czar D’alma.

A ovelha e a alcateia – Czar D’alma.




A ovelha e a alcateia


 

Pra onde esconderei aquela dor

Quando o inverno ainda nem chegou

Pra quem se faz juras de amor

Pra quimera da solidão rasgar a flor.

 



Pra quem se mente

Quando a solidão jaz

Nas paredes escuras

Onde o silêncio confunde a paz.

 



Me larga, me deixa sangrar...

Rasgue seus manuais de onde

O beijo fugitivo não permite a vida

E o escondido é filho da mentira e da ferida.

 



Mas ainda há tempo pra sorrir

Saia da frente e no espelho teu

Tu somente, encara e jamais pode mentir.

 



Me larga, me solta o verbo.

Insípido o sal é pisado e desprezado

Até o chamado irmão goza do abandonado

Esquece que quem fez a ferida faz o curado.

 



Eu ainda sou o equívoco da hipocrisia

Quando erro, chamo o outro de mentira.

Mas quando acerto junto multidões

Para perceber o quanto é sujo o meu galardão.

 



Eu quero o ultimo abraço

De quem tem os pulsos furados

Pra entender quem erra...

Basta chamar a vida de pecado.

 



E eu ainda sou a comédia

Que não tem riso nem plateia

Mas tem o próprio legado




Entre a ovelha e a alcateia.

 


 

A ovelha e a alcateia – Czar D’alma.