2024/02/02

Eu Ando Por aí - Czar D'alma.

EU ANDO POR AÍ – CZAR D’ALMA.


Eu Ando Por aí.


Eu ando por aí a procura de mim

Onde deixei aquele sorriso

E do olhar todo o brilho.

 

Eu ando por aí

Rebuscando promessas

Rasgando frases incertas

 

Para que o dia seja melhor

E a noite tenra seja plena

Com força do mundo ao redor.

 

Eu até acho que fui a milhas e milhas

Tecendo as minhas dores, minhas dívidas.

Dos braços que me odeiam

Dos sorrisos amarelos que serpenteiam.

 

Será que andarei por anos e anos em vão

Olhando e ouvindo das verdades das canções...

Vestindo tanto dor, mergulhando em lágrimas e paixões.

 

Eu ando por aí a procura de ti

Que disse que podemos nos amar

Que quem sabe o dia feliz seja do lado de cá.

 

Onde a luz e a dor sejam aplausos dos poetas

As meninas degustando em suas curvas estetas

e das cartas dos marujos sejam mais livres e diretas.

 

Eu ando por aí sem abraços, nem tribos

Percorrendo o meu dogma e meu rito

Ancorado por solidões e meu quarto frio.

 

Ah eu ando por aí

A cada dia esperando o teu olhar

Nas palavras que não disse

E que tu podes me encontrar.

 

Ah, eu ando com saudades do beijo e do mar.

Distorcendo brigas e amando as coisas antigas

Eu ando por aí e não há nada em mim que se faça trilha.

 

Andando eu, dobrando a esquina me vi cansado

Corri mundos, andei voraz dos meus sonhos e medos...

Hoje eu ando por aí e nada de minha dor se fez segredo.

 

Ah eu acordo de madrugada banhado em lágrimas

Ando por aí em busca da coisa mais doce e amada.

A pessoa que ande, aceite, não julgues e em mim tenha deleites

 

Ah eu ando por aí a procura de mim

Onde o Cristo que habitas em ti e me esculpes

Jamais me rejeite.



Eu Ando Por aí - Czar D'alma.

 


EU ANDO POR AÍ – CZAR D’ALMA.

 

Um amanhã melhor – Czar D’alma.

Um amanhã melhor – Czar D’alma.




Hoje vai ser melhor pela semente de ontem

Por que tudo germina, até o erro, o medo e o azul.

Hoje há de ser melhor no amanhã

Da flor que em minha alma brotou.

 

Seis dias da semana eu corro bem, corro atrás

E no sétimo descanso dos meus atos boçais.

Tecendo em cada passada o ritmo certo e lúdico

Onde e quando não sou suor, sou apenas piada.

 

Amanha há de ser maior

Do que as flores pisadas

Que nossos erros piadas...

Que nossos sonhos e vagas estradas.

 

Tenho um livro de bolso e muita ferida calada.

Mas guardo nossos sorrisos nas lembranças molhadas.

Um dia eu volto, abro os braços e digo...

Sem amor, a vida não vale quase nada!



Um amanhã melhor – Czar D’alma.


 

 

2024/01/28

ENTRE OS DEDOS (Te amo!) – CZAR D’ALMA.

ENTRE OS DEDOS  (Te amo!) – CZAR D’ALMA.

 



 ENTRE OS DEDOS.




Entre os dedos cabem os medos, desejos, enredos.

Trazem os delírios, recriam-se da epiderme o gemido.




Entre os dedos os metais, os compromissos reais...

Sim, apontam os dedos quando somos um passado.

 



Eu quero o tear do futuro

Eu quero o sonho entre os dedos

E o dedo sem medo do escuro...

 



Quero os rios sem lágrimas nem enchentes

Quero a boca da gente, limpa, unida e quente.



Entre os dedos as letras, as frases imperfeitas

O grito e a aura feliz no êxtase sem receitas.

 



Eu vi os nossos dedos escreverem a história

A mesma pessoa que ficou e a que foi embora.

O amor no suor dos dedos e a precatória

Onde o teu medo foi e o meu foi memória.

 



Uma canção para brindar o medo despido

Onde agora a verdade e o gosto do cupido.

Então eu abro a mão, os braços e o peito

Entranhando em teus cabelos meus dedos e 




o amor refeito.

 



Entre os dedos (Te amo!) – Czar D’alma.


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A voz que cala – Czar D’alma.

A voz que cala – Czar D’alma.

 


A voz que cala.


Eu calo o segundo, eu desfiguro o sorriso

Me culpo por vezes, me chamo absurdo.

 

Eu calo a sentença dentro de mim

Parece que digo e não me ouço

Parece que gritos permeiam

A vida que sonhei infringir.

 

Meu rosto frio rondando pelas ruas

As minhas lembranças vívidas e nuas

Cada coisa em teu desatino

A dor do homem oriunda do menino.

 

O meu silêncio é como um banzo

Eu sorrio, eu te digo, me calo e danço

Na ironia do destino tu me dizes o que fazer

Escolhes pedras, penas e delírios a me socorrer.

 

Eu escuto vozes dentro de mim

Eu quero a lembrança do rito

O divino se perde e eu permito?

 

Logo o dia nasce e minto que será melhor.

Por que todos os homens sonham

Para que a morte seja além

Porém nunca frente ao outro, menor!




A voz que cala – Czar D’alma.