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2013/01/24

“Encontra-te a tempo”

“Encontra-te a tempo”  -  Czar D’alma
 
 
 
 
“Encontra-te a tempo”  -  Czar D’alma
 
Quando você realmente se encontrar
Eu sei que seu coração medroso
Vai enfim, poder me amar.
 
Quando enfim, você se agrupar,
Juntar os pedaços que lhe fez estilhar
Quando o amor parecia jamais chegar
Eu ainda estarei a te esperar.
 
 
Por que a vida é linda,
Mas sem amor, a vida não é ninguém.
E sem ninguém não se pode viver ou amar.
 
Quando você juntar os pedaços seus
Eu vou te ajudar a remontar a sua história
Sem ao menos pelas suas falácias te cobrar.
 
Por que, eu escolhi ser fiel a mim,
E a ti que, vive dentro de tudo que vivi.
Sei que um dia tu a ti se recolherás...


Mas te lembres de que a vida não foi injusta
Era só o seu medo de se encontrar.
Ser amado e de comigo todos os dias acordar.

 
Por favor, me perdoe.
Por que eu só aprendi a te amar.
 
 
Saí da aula quando era pra aprender a esquecer
A quem não consegue amar e nem se encontrar.


 
Isso ainda não tem perdão...
Encontro e amor sem paixão.
Pecado é sair correndo do amor
Como se fosse um ladrão.
 
Sei que um dia tu a ti te encontrarás e lá
Tu ainda se lembrarás de como tudo era bom.
Se encontrando e encontrando amor e paixão
Na cama ou fora dela, quem não ama,
Da vida não encontra razão.
 
Então, se ajoelha e pede a Deus,
O milagre da terceira visão.
Pois, o amor não se vê, senão, pelas mãos...
 
 
“Encontra-te a tempo”  -  Czar D’alma

Minha estação

Minha estação – Czar D’alma.
 
 
 
Minha estação”   Czar D’alma.
 
Queria eu, gerar uma estação,
Onde a mágoa não dissolvesse a razão
Onde só se respira a paixão.
Quem me dará essa concepção.
 
Quem me dera pegar na sua mão.
Quando as flores brotarem do coração.
Essa será, enfim, a minha estação.
 
Queria eu, poder lhe explicar.
Que não arde aquilo
Que se não quer amar.
 
Eu ando preocupado com o Haiti
E com as dores de coração dentro de mim.
Eu sou mesmo, egoísta de si.
Procuro a minha estrada fora de ti.
 
 
 
Eu ainda gerarei uma estação.
Onde o terremoto se faz
Pelo beijo na rua, na cama e no chão.
 
Gerando coisas assim dentro e fora,
Você sofrendo, jamais queria ir embora.
 
Eu ando compondo canções, chorando em fortes emoções.
É que meus amigos carregam rifles pra conquistar corações.
Que nasça logo, essa nossa estação.
 
Quando as pessoas puderem atravessar a rua
E não atropelar a felicidade de quem vive de aflição.
Que venha logo, essa nossa compaixão.
 
Queria eu, gerar um eco que me fizesse ouvir,
Quando as estrelas e os sonhos não mentem...
Nem naqueles que a gente sonha acordado sem mentir.
 
Por favor, me dê a mão, ando tão só
Por que acordo com os peitos nas mãos.
Esperando uma resposta dentro e fora
De qualquer estação.
 
Queria eu, poder lhe dizer, o quanto amo, me perco...
Pareço explicar querer beber cicuta entre os gregos.
Pois, ainda não nasceu essa nossa linda estação.
 
Onde os braços são rígidos por ter amor
E não mais, outra ambição.
Eu ando meio sem medo, apenas com gelo...
Dentro de um drinque que não sai de tua mão.
 
Então, beba de nossa estação solte as amarras do preconceito.
E me diz, por que, não!
Se a fantasia é para os loucos, por que não bebermos da paixão,
Lembras que o amor é a nossa estação.
 
Em dias de frio eu me amarro em lembranças
Quando sei que lá fora a vida vazia da mentira continua
Em sua boca, trabalho, tribo e aliança...
 
Só por que um dia eu fui
Um romântico em tua própria ambição.
Fazendo de minha vida um delírio
Roubando-me a minha única estação.

 
 
 
Minha estação – Czar D’alma.

2013/01/23

“Onde ninguém mais pode achar.”

“Onde ninguém mais pode achar.”     –    Czar D’alma
 
 
 
“Onde ninguém mais pode achar.” – Czar D’alma
  
Vou sentir saudades do nosso olhar pro mar.
Da maresia dizendo que dava pra continuar,
De quando os sonhos eram sólidos e a mesa com duas cadeiras.
 
Parece que não existiu, ou apenas eu surtei num mar.
Onde as marés me encharcam a consciência e aliviam
Por um instante aquilo que era só aparência.
 
 
Eu vou ser toda saudade.
Vou ser suas mãos me tocando,
Sua boca me delirando...
E o mar calado apenas, filmando.
 
Dá-me aquele abraço, não me negue seu desejo.
Dá-me razão pra eu não me perder.
Dá pra mim um gesto vivo que não fomos
Apenas, um momento, aventura, loucura a verter.
 
 
Por que já não sei o que digo ao mar
Quando ele me pergunta o sabor que há
Em cada toque que cabia a minha paz e aflição,
Por que agora eu nem sou mais, sequer uma canção.
 
Deita um minuto de mim em seus braços
Deixa-me sorrir ao menos numa existência.
Por que o mar há de me perguntar
Qual o sabor da maresia da boca a salgar.
 
Eu estou todos os dias frente ao mar
E continuo mergulhada em ti,
Pelos dias que fomos...
Pelas coisas que quase queremos.
 
 
Mas, um dia eu acordo e a cama esta vazia.
Um olhar pela janela que sequer me dá bom dia.
 
Eu não sei o que pensar...
Se houve algum toque de suas mãos, boca, corpo.
Ou apenas era o meu surtar.
 
Enquanto houver mar, ele há de me questionar.
Por cada beijo assistido, por cada riso cedido.
Então, eu volto pra casa e penso que vem a noite.
Onde apenas eu guardo nossos desejos...
 
Onde ninguém mais pode achar.
 
 
“Onde ninguém mais pode achar.” – Czar D’alma

“De Ninguém”

“De Ninguém”  -  Czar D’alma
 
 
 
“De Ninguém”  -  Czar D’alma
 
 Estende a mão, abraça a vida.
Corre pro lado da sorte, escolhe o amor pelo caminho.
Os dias de fúria, os homens sórdidos.
Aquilo que parecia tenro e depois amargo.
 
Estende a entender o que parece confuso,
Deixa de querer emagrecer e engorda o saber.
Confunde os sábios, por que os tolos já são.
Se estivermos na rua, anda na calçada, cuidado com o vão!
 
Decola nas asas da oportunidade
Que o infortúnio te aguarda em cada esquina.
De que falo? De que me alimento? Que amor me tem?
 
Dorme cedo, acorda antes do sol e espera um sorriso de criança.
A vida pode querer-te em cada céu, inferno ou beco sujo.
Escolha a sentença que se parece com futuro.
Não te esqueças de que todos se reencontrarão.
 
Então, é outro dia, outro cardápio e algema de aflição...
Tu escolhes os melhores e os melhores a ti, não.
Desejas o amor de quem te oferece sanidade e afeto.
 
Antes de amanhecer, por favor, aqueça o sol e o café.
E quando dormires lembre-te dos poemas de afeto de quem lhe quer.
Eu sou um ébrio de amor, de sorte e de quem me despreza.
Colocaram-me tanto estigmas, mas da vida eles nada fizeram...
 
Escreva um poema, declare seus amores e fraquezas,
Pois a vida vai, a vida vem e a velhice questiona – Chegastes bem?
 
 
O amor, sim o amor, está onde tu exasperas! Acordas e aceitas a vida
Porque a morte não teme a ninguém. Senão, a vida que já foi e bem.
Eu decolo dentro de mim, não encontro aeroporto pros meus sonhos.
Enquanto isso, meus medos a milhares de metros no ar, não descem, não vem.
 
Eu sou uma coisa, mas seria uma coisa que a mim me tem.
Eu amo aquela coisa que diz ser minha quando eu não tenho ninguém.
Eu ando com as pernas presas pelo medo de minhas amarguras.
Então, procuro um esgoto e jogo lá o que de mim, fazem agruras.
 
Eu concordo contigo, ainda não sou ninguém.
Meu consolo que estamos nisso também...
Seus medos de que não declara seus amores que tu não abraças
E os mendigos vivem ricos por que já não dependem do mal, ou do bem.
 
Eu sei, tu me vês errante, tu me olhas como um delirante...
Confesso, eu me vejo isso, bem pior e além.
Eu sou da vida da vida que não me disse, vem.
 
Então, eu amo só, acordo comigo e deito com delírios falsos.
Meus amigos me chamam pra rua e eu ainda ando na lua.
Eu não se sou de mim, de alguém, senão de ninguém.
 
Corre, anda atrás da condução que lhe diz que hoje será além.
Eu sei, tu disso não concordas, mas nadas ainda atrás da felicidade.
 
Ah... A felicidade está guardada com um mundo que jamais a tem.
Eu sou de sangue e disso eles bebem muito e querem o que não convém.
 Sim, deliras em abrir a rua, a porta, finges que lês, mas dormes.
Eu sou de alguém. Eu sou de mim, eu sou de todo mundo...
Mas o mundo nunca se deu pra ninguém.
 
Então, eu paro de correr. Olho ao redor e tento dormir.
Se eu tenho um amor sou feliz e se não tenho, sou do além.
Enquanto a gente brinca de alegrias a vida foge e jamais vem.
 
Eu sou de mim, eu sou de ti e sei que de mim, não me queres bem.
Mas, quando eu for, e se eu for um consolador lhe vem.
E diz que ele teve uma boa vida, pessoa e quase surtou.
Mas, ainda a mesma sorte te aguarda quando tu não esperas mais ninguém.
Eu sou de ninguém, ninguém me quer e eu me quero bem.
Quero a vida sorrindo, as mães felizes e os filhos seguros.
Compro um cd, adquiro um carro e devo ser o que nem sei.
Que feliz e felicidade andam em calçadas distintas e não se veem.
 
Mas, eu fui feliz, eu amei, comprei e estou perto de dormir.
 O que ninguém deseja, sabendo que jamais acordará.
Se ao seu lado, não houver ninguém.
 
Eu sou aquilo que tu abominas, eu sou o que tu amavas.
Eu sou um verso perdido e um encontro em suas perdas, amém.
 
Eu não sou de mim, mas bem que desejo ser,
 
 
De alguém!
 
“De Ninguém”  -  Czar D’alma
 

“Inquieto coração”

“Inquieto coração” – Czar D’alma.
 
 
“Inquieto coração” – Czar D’alma.
 
Quero entender a lágrima de cada flor.
Quero saber como o sol pode tanto arder
E mesmo assim, nos encantar e florescer.
 
Sem saber de mim, procuro a sua voz.
Enquanto o mundo anda eu viajo em ti
Pelos meus pensamentos vãos...
 
Não sei como fazer funcionar o amor.
Não sei como ser alguém melhor
Não sei como fazer-te me escolher
Entre dois mil, ao menos entre uns dez.
 
Enquanto o sol arder em vou pensar em ti
Enquanto a mentira estiver vencendo, eu me calarei...
Por que, dizer que não amo, isso não farei.
 
Melhor o silêncio dos amantes,
Que os gritos dos arrogantes.
Fizemos poemas entre corpos e
Ainda não sei deixar de pensar sem lhe ver.
 
Eu não sei o quanto pensas em mim
Se no início do dia, ou ao menos no fim,
Enquanto isso eu procuro entre minhas lágrimas
Alguma frase que me dê esperança.
 
Eu sei que os anos passaram
Mas, em seus braços eu não passo de uma criança.
 
Então, eu deito na grama, olho a vida, o sol e o verde ao redor de mim...
Pensando no sol eu ainda não sei, por que, tenho que viver frio aqui.
 
Eu não sei de quase nada, isso me assusta,
Eu busco resposta daquilo que me julgam
E choro às noites que ainda nem vivi.
 
Procurando versos nos becos de minha escuridão
Eu pego as minhas lembranças, recorto fotos que passamos...
E ainda não sei, por que a vida, quase sempre me diz – Não!
 
“Inquieto coração” - Czar D’alma