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2020/08/13

Me chamam de Brasil - Czar D'alma.

Me chamam de Brasil – Czar D’alma.

 



Me chamam de Brasil 


Eu vi os homens se digladiarem

Em cada vaidade em luxúria vestir

Maçã na boca, leite e desejo

A vida por uma centelha

 


Em punho a própria vermelha.

Nos sorrisos a boca desfila

Onde os dentes se foram

Pela lida que assemelha.

 


Já não vejo mais a dor escondida

vai estar em toda parte, quase ferida.


 

Eu vi as camas sangrentas de campanha

Eu li as cartas da namorada que sonha.



Só não vi o despertar do gigante varonil.

A gente que comida de tudo, tudo doamos

A quem nunca precisava, tomou e não pediu.


 

Escrevo para a menina que de longe me lê

Destilo as próprias lágrimas, nada a temer.

Sou um desatino, uma voz pelos becos a percorrer.

Em versos pobres querendo ao outro enriquecer.


 

Então, é tudo fake, Twitter, instagram, nada de ser.

As coisas acontecem, palavras passam e ninguém

Sequer ousa a perceber.

 


A dor que escorre

Os pobres que morrem

Os poetas que gemem

Burocráticos que mentem.



Amazônia aborta e a morte surgiu.

Apenas por que somos sementes.

Da abolição que sempre mentiu.


 

Enquanto isso te apelido de tantos nomes...

Mas me chamam de 



Brasil.


 

Me chamam de Brasil – Czar D’alma.

2020/07/18

Comichão da Verdade – Czar D’alma.


Comichão da VerdadeCzar D’alma. 




Comichão da Verdade. 



Recebeste a rosa verde e amarela
Ganhaste o mundo sem adorno
Rasgando vida sequestro e sufoco.




Nos dias que andas agora
Te vestes de brim e euforia
Não tem verdade na sua meiga ira.




Eu que nem era nascido
Vi as marcas vermelhas pelas ruas
Alguns ainda eram meninos
E suas irmãs mortas apareciam nuas.




Pode ser que eu nada entenda
Na comissão da verdade a mentira é tua
Quando ainda se esperam as pétalas
Caídas e deixadas em praças cruas.




Ainda nada valem as fotografias
Em cadernos azul e branco
Pois não emprestam carimbos
Tomados pelos donos do assento e do banco.




Alguma coisa há de acontecer
Na memória inocente e frágil
De quem não conhece as tuas flores
Sangrentas deixadas pela farda ágil.




A mocidade não quer outra luta ou coisa
Deseja apenas um mundo doce, frio e virtual
Onde a caneta dança e delira às mãos do marginal




Vi na TV e não tiveram nada a dizer
Ouvi o verso embaixo dos caracóis
E não ouço o grito dos meus heróis.




Então a vida é passageira
Mas tu permaneces eternamente
Onde é míope a pátria em próprio incêndio
Dorme e sonha em




 Berço esplêndido.




Czar D’alma – Comichão da Verdade.

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2020/07/03

À delírio, sombra e finitude. (Czar D’alma)



À delírio, sombra e finitude. (Czar D’alma)




À delírio, sombra e finitude. 


Naquele dia ele resolveu
Abrir os braços e deixar
Cada lágrima sua cair.




Naquele instante o mundo
De perto não era gigante
Por não ter pra onde ir.




Se os versos rasgarem almas
Ainda da sombra o detalhe
Assombra o sentido que cabe.




Em teus lábios meu nome
Era doce, frescor e fuga.
Você me ligava e ir embora
O verbo era – Nunca!




Mas o vento que atravessa a Covid.
Convida a ficar à miúde.
E meu desejo se aflora
À delírio, sombra e finitude.




Eu ainda tenho os seus versos em mim.
Eu ainda tenho saudade de outro fim.
Eu ainda espero as ligações
Onde rasgávamos corações em paixões.




Ele ainda abre os braços e deixa a lágrima rolar.
Por que o mundo tem um segundo de felicidade a jorrar...
Nos mudos gritos de um soluço
Nas lágrimas de um toque absurdo.




Ainda amo os nossos sentidos
Mas o que sentiremos agora
Que o dia se foi e chuva chegou
Com tudo que carimbávamos




 de amor.





À delírio, sombra e finitude. (Czar D’alma)

2020/06/18

“Voz e vez” – Czar D’alma.



“Voz e vez” – Czar D’alma. 




“Voz e vez” 


Se as flores não sonhassem, nem rasgassem
Todos os dilemas meus.
Se elas fossem, viessem assim talvez...




Se a vida não tornasse tão doce
Os delírios meus.




Quem sabe, eu diria um poema
Que coubesse o quanto doeu.




Em minhas veias, vieram os versos teus.
Sim, me traí, apaixonei-me por ti.
E assim, eu desatino, canto sozinho...
Ainda querendo dormir.




Se as flores não cantassem, colibris.
Em plenos discursos, pulmões a cuspir...
A frase que não tivemos, a sorte que perdemos.
Por tentar tudo traduzir.




Nem que a dor mentisse.
Ainda em mim, a ti iria parir.
Onde eu temo e teço uma voz
É o teu corpo que penso em despir.




Mas me traga flores, me traga rosas
Mas não me faz a força o que de mim sobra.




Eu vi o verso, que desenhei pra lhe encantar
Mas veio a dor e te levou
Para o lado de lá.




Enfim, tudo se fez
Meu mundo e tez...
E nas rugas que esculpimos
A dor ainda tem 




voz e vez.




 “Voz e vez” – Czar D’alma.

2020/06/05

Novo amor – Czar D’alma.



Novo Amor – Czar D’alma.




Novo amor .




Ao sair feche a porta
Nem me telefone mais.
Achei as cartas, ao ler
Ardeu-me demais.




Ao sair, não voltes
Eu quero um novo amor.
Pode ser que nem perdure
Mas seja lá o que for.




Quero sair às avessas
O mundo é bem pior.
O seu beijo que me resta
No meu peito outro nó.




Ao saíres vá depressa
Não me resta muito o que esperar.
Eu digo tudo a ti e mostro a aliança
Como se assim, alguém pudesse 




nos amar.




Novo amor – Czar D’alma.


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2020/05/08

Ninho e porto – Czar D’alma.



Ninho e porto – Czar D’alma.




Ninho e porto 




Eu ando a procura da palavra certa
Que não erre sequer meu coração
Que encontro ninho e um porto
Para a minha alma e canção.




Eu vejo o teu sorriso tão distante
E me sinto longe até de mim.




Eu procuro o toque certo pra ti
Onde estejas tenra em meus braços
E ninguém mais precise fugir.
Ah, eu preciso aprender a sorrir...




Os anos passaram tão rápido que não vimos
Que os ventos vieram e levaram destinos
Somos quase tudo, quase amor, quase delírio.




Onde os olhos tem rugas e mãos cansadas
Não deixam de ter história e saudade
Do que ainda não vêm ou do que
Se foi pela vida por qualquer estrada.




Os amigos não visitam mais
Existem vírus e medo em todos os canais
Mas ainda bate no peito a esperança
De ainda sermos mortais.




Então, eu vejo aquela foto antiga
Em cima dos sonhos, entre as mobílias.
E ainda te amo como nos primeiros dias...




Quando os dias eram verões
E versões de nós mesmos
Que se foram e que jamais 




voltarão.




Ninho e Porto – Czar D’alma.

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