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2019/03/27

Orgulho e preconceito - Czar D’alma.



Orgulho e preconceito  - Czar D’alma. 




Orgulho e preconceito  


 


Se beijar-te deixares
Meu mundo um oásis
De tantas flores que busquei
Das tuas curvas sempre esperei




Não cala a sede do corpo
Que ele grita o desgosto
Corre nas veias, pulsa nos gestos
E adormece nas flores.




Adormecido permaneço em ti
Uma forma de encontrar a paz
Que algum rapaz roubou de si




Em cada passo teu busco seu folegar
E disso me orgulho, basta me olhar.




Sendo o dia uma sentença
A noite sempre absolve os sonhos
Onde adormece a dor
Desperta a vida.




Me beija e te calas
Que a aurora não espera.
Sendo tu o ti que meu eu anela.




Desejo um dia de luz e paz
Onde seu sorriso me abrace
E nossos corpos se amem mais.




Que a solidão é perversa não sei
Sei que dela busquei do seu corpo a lei
Pela graça que nunca pedi e sempre sonhei




Quando o dilúvio de dor a ti chegares
Não perca tempo em si, me ligares
Estarei aonde sempre estive...
Nos braços de tua esperança




E na escola de quem te ama




E ali jaz.




Orgulho e preconceito  - Czar D’alma

2019/03/21

Desatino das portas



Desatino das portas.



Desatino das Portas.


Deixada as portas
Fechadas ao leme da estrada
As costa de Orfeu e nas ondas de Édipo
As coisas se vão na montanha amor ébrio.




Ela vê as sombras de sua escuta
Gritarem ao por de cada maçã
Aonde as crianças criadas têm nomes
Mas não reconhecem suas irmãs.




Deleitando o silêncio o amor despede
Cada momento que mentira se fez
Por o coração bate as portas e se vai
Na esperança de não doer-se mais.




Minha figura rasgada, meus versos dados ao herético
Dominam os sonos sem sonhos cantando um vão
Onde o amor já nem tem mais seu irmão.
Descolorindo o afeto nas sombras da solidão.




Vem e me rasga
Desce e me abarca
O destino me chama pra longe
E de hoje em diante qual será nossos nomes.




Vestido brancos em distâncias
Quem disse que o eterno não morre,
Esquece do calor do verão que socorre.
As mãos cheias de pura fragrância.




Minha mente não mente
Meu delírio acordado, chama teu corpo
E não deseja ver o colírio de um adeus
Onde somos cada coisa, só não somos seus.




Vem e me rasga à sombra do silêncio
Pra pode à beira do galho amor colher e arder
Quando o dia será noite e paz
Do que já não quer mais acender.




Então, não deita a cabeça
Erga suas somas e suma de mim
Que a flor de cactus está seca
Como um amor que não sentimos o brim.




Mas não feche as portas
Para o vento entrar
E trazer o bom das flores
Que não querem mais 




secar.


Desatino das Portas  -  Czar D’alma. 

2019/03/05

Ainda há felicidade - Czar D'alma


Ainda há felicidade




Ainda há felicidade


Ela mal acordou e se lembrou
Do amor que se foi  e da dor que ficou
Não reteve as lágrimas, nem seu sol se pôs




Os dias passaram e na varanda
Poeira, sonhos e cheiro de maçã
As coisas não são e as pessoas não vêm
Quando a dor ainda é uma irmã.




Em tempos e dias limpou a sala
Debruçou-se pela escada
Arrumou o quarto, inspirou-se no ato




Fez o eu jardim, deu flores e amor
Já vai voltar a primavera
E tudo novo ficou




Abriu sorriso, amou a si
Descobriu que ainda vivia
E decidiu por estar sempre ali.




Em dias de sol sorri, em chuvas se cobre
No outono e inverno cobertor e chinelo
Então, alguém bateu a porta
Ela abriu e um novo amor chegou de amarelo.




A paz que sempre teve vingou
E nada mais deixou do que sobrou
Ainda há felicidade
Ainda que se perca na saudade.




Que cada brilho teu
Seja a luz do próprio amor




Uns dias a gente se deixa ir
Noutros se procura 




por aí.


Czar D’alma –  Ainda há felicidade.

2019/02/07

Preciso Dormir – Czar D’alma.


 Preciso Dormir – Czar D’alma



Preciso Dormir – Czar D’alma. 


Eu preciso dormir
Apertar os seus braços
Em nada mais a resistir

Eu preciso ficar além
Dos pensamentos
Do que não pensam no bem.

Eu preciso dormir
Buscar em teu leito
O jeito de não me comprimir.

Apesar da distância eu sei
Que a vida dá ao plebeu
O que talvez já tenha o rei.

Não que eu desista
De repousar na paz
Nada contigo preciso a mais.

Do destino temos a ilusão de controle
E das nações o desdém que a tudo consome
Não que eu precise tanto dormir
Para nos braços esplêndidos deixar Brumadinho acordar

E de tudo pensar...
No que Vale a pena pensa em insistir.

Preciso Dormir – Czar D’alma. 


Tal Sessão - Czar D'alma




Tal Sessão  -  Czar D'alma




Tal Sessão  

Sem dor nem cansaço ele chegou ao quarto, 
depois dormiu sonhos de amor que ele conquistara em dias da penúria e do assombro 
e de toda aquela necessidade de verter-se em desejo.




Era puro ou inócua a sua volúpia e quase indolor ao fechar os olhos em sua cama... A sua cama era a distância entre o real e o abstrato.




Trazia na sala de estar um lindo quadro e posto retrato de luz, aguá, sol e turvas cores... sonhava.
Abraçava-se, atrelava-se aos transeuntes e parecia um estrangeiro na própria pátria.




Sua nação era de sombras e solidão.
Seu nome era razão e descuido, quase um som surdo de busca de amor.




O seu nome me trazia e fiava-me em caminhos lúgubres. Enfim depois
De deixar algumas lágrimas, 
palavras, momentos e estações... 




Agradeceu, sorriu,
Limpou o rosto e disse – 




Até a próxima sessão.




Até!




Tal Sessão  -  (Czar D'alma)


.

2019/01/31

Sem cansaço - Czar D’alma.



Sem cansaço  -  (Czar D’alma)




Sem cansaço  -  Czar D’alma. 


Dê um tempo pra pensar
Naquilo que se foi
E que poderia aqui estar




Arrume um jeito pra ser franca
Abrace o jeito certo
De voltar a ser criança




Medite no que o tempo diz
Desaperte do peito
O que a saudade lhe quis




Mesmo em tempos de dor
Um amor pode acontecer
Diante do futuro o verso vem
Basta abrir os lábios pra saber.




Teu delírio foi acreditar
Que jamais poderia amar
Tendo tanta gente aberta
Apertando a vida pra se doar.




Uns andam a procura da verdade
Mas não percebem o que diz a mentira
Que levaram no caminho da lealdade.




Eu tenho um livro e uma mesa
Pode ser tão pouco, mas é ali...
Que eu ponho a refeição e a tua beleza.
Mesmo que não perceba quando digo




Ainda que preferes desiludir
Um dia adormece a noite e acorda
O que o coração guarda na certeza.




De lhe abrir os braços
De lhe ter no amasso
Dos tempos perdidos
E nem sequer por isso, 




nenhum cansaço.



Sem cansaço  -  Czar D’alma.