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2019/08/08

É Agora – Czar D’alma


É Agora – Czar D’alma




É Agora.


É agora, você não pode ver
Simplesmente escolhe
Da cegueira a beleza erguer.




É agora, nem preciso afirmar
Há pessoas doces, palavras suaves...
Que nos fazem ao outro mundo emigrar.




Em tanto tempo você vem e lê.
Outras horas sequer
Desejas saber o por quê.




A fome que agita a criança e a dança
O negro, o judeu e o imigrante em diáspora
De quem precisa de uma nação
Para na vida voltar da vida degustar.




Eu já colhi algumas flores
E vim para lhe oferecer.
Mas tudo que entendes
Nada germina nesse jardim do ser.




Pode ser que amanhã
Vamos nos abraçar e sorrir...
O mundo deseja a paz
Que só brotar no amor.




É agora vamos nos olhar e sorrir
Eu entendo que me desprezas
Mas não me importo senão
Da verdade tu mesmo as nega.




É agora, eu preciso admitir
Que cada porta passa o mártir
Que admite que o mundo
Pode ser melhor que podemos assistir.




Então, tu vai dormir
Nem me dizes quantas horas resta
Pra uma criança ter o amor
De um mundo que não lhe presta.




Seja assim, as vossas preces e canções
Seja agora a hora de estender as mãos
E esquecer do lado inútil
Que acelera e nos cerca.




É agora,  obrigado por vir
Pode ser um até logo
Mas só você sabe...
Do que a vida poderá 




se vestir.


É Agora – Czar D’alma.  

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2019/08/01

Imprudência – Czar D’alma.


Imprudência – Czar D’alma






Imprudência 




Fui imprudente demais, amei-te além de mim
Ora bolas, mas qual amor me seria antes de mim.




Mas continuei imprudente...
Colhi flores, arranhei almas, debrucei-me de risos.
Mas não seria outro, pois desejei-me ser




E na querela de minha imprudência
Vesti mendigos de almas
Acolhi bêbados de amores
E versados em mentiras




Nunca desisti da imprudência
Casei-me com minha ignorância
Arroguei-me das minhas incertezas
E fiz catedrais de sonho pra me esconder.




Correndo me senti livre e novamente...
Me disseram que isso nada seria prudente.
Logo resolvi a catar conselhos, ouvir discursos
Até que a imprudência vestiu-se de mim.




Agora não quero nada além
Do que o dia que me aquece
Da lua que da alma me arrefece
Dos beijos da pessoa que enlouquece




Tornei-me a cobrir-me da própria imprudência
E só assim me vi feliz!




E se algum ser vivo ou inerte
 Oferecer-me das suas imprudências.
Ficarei com as minhas. Porque delas pude absorver a razão
Da minha imprudência que tudo em mim, 




se esclarece!





Minha Imprudência – Czar D’alma. 


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2019/07/29

Eterno Amante - Czar D’alma.

Eterno Amante  -  Czar D’alma. 




Eterno Amante  

Naquela noite ela colheu
por cada estrela a lágrima jorrada.
Frente ao mar pisou a areia...
Entendeu da vida a piada.




Ela ainda encolhida sorri
Quando lembra do amor que se foi
E das horas que jamais voltarão...




Em cada gesto que fotografou
Do amor que veio e passou
Adormecendo no peito a esperança
Que desde criança plantou.




Naquela noite muitas estrelas
E lágrimas infinitas pela via láctea.
Onde cerra os seus lábios na vontade de chorar.




E mesmo que o crepúsculo
Roube dos seus sonhos a fantasia
Ela recobra as forças...
De novo tudo o mais ela faria.




Sem braços de amor pra acordar
Sem mentiras aladas discursar
Ela continua a mesma menina
Mesmo depois dos oitenta de vida.




Ela ainda conta estrelas, espera amores
Até quando fecha a porta fria
E cerra a janela do dia.




Foi um tempo que guarda consigo, só.
Os jovens não vêem, tão pouco
Os amores que viveu e das promessas
Que pelos dedos molhados escorreu.




Até que sorri bastante
Até que guarda a fotografia
De seu único amor
E ...




Eterno amante.




Eterno Amante  -  Czar D’alma

2019/07/26

Arquitetura do Amor - Czar D’alma.



Arquitetura do amor – Czar D’alma. 




Arquitetura do Amor  




Você entrou na minha estrada
E construiu pontes de felicidades
Viadutos de esperança




Das meus tango, sensual dança.
E dos meus erros perdão...
Coisa nobre, família
Orleans e Bragança.




Agora eu estou em projeto
Onde o amor é linha reta
Tu és a pele e a mente...
Da felicidade o arquiteto.




Então, eu abro o portão
Te vejo entrar com pão e fé nas mãos
De um dia acelerado
Deitar e acordar ao lado.




Eu ainda em construção
Chico Buarque e Caetano
No nosso lema e refrão...




A gente cai na "vibe" da alegria
Onde amor já não vira nostalgia
Por que despimos toda hipocrisia
Onde tu é o refrão da minha sinfonia.




Eu acordo e fico tão, tão e tão...
Abro os discos e escuto do Jobim, o Tom.
Sei que temos tempo e acalanto
Ouvindo preto no branco.




Por isso agora a gente entende
Que amor e vida pertencem ao ateu
E que alocam e somam na vida do crente.




Eu ainda sonho com nossos rituais
Onde somos tudo, somos iguais.
Fiz de você a minha história...
A felicidade de lhe ter na memória




Nem procuramos em festivais
Aquilo que dorme e acorda
Debaixo de nossos lençóis...




Que a vida seja plena
E o amor repleto.
De sons e gemidos Bergman
De onde sou luz, mas com você... 




Sou completo!




Arquitetura do Amor  - Czar D’alma.


2019/07/20

Limão – Czar D’alma.


   Limão – Czar D’alma.





Limão 


Você subiu as escadas...
Se despediu, tudo parou.
Meu coração ardeu,
Se envolveu no amor...




Quero calar a dor
Quero poder voltar a amar
Sem temer ou sangrar.




Pode ser que seja assim
Você ardendo em amor volte pra mim.
Nem sei o que dizer, puro coração
Como arde esse verde tal de limão.




Você subiu as escadas
Não olhou senão pros céus...
Minha vida em breu, me torno réu.




Um coração não poderia tanto arder
Mas que fazer do amor...
Quem não arrisca a sofrer.




Avisto a rua, as praças, tudo ao redor...
Parece que o sonho desafinou
Meu peito pleno dó menor.




Então, risco lágrimas
Abrigo as dádivas
Daquele grande amor.




Eu ainda vivo só
Sem ter você ao lado
Parece um limão azedo...
Açúcar e água pro corpo amordaçado.




Mas vem a noite
Quando tudo é dor.
Nas frases do destino
Deliro naquilo, quimera e amor.




Você subindo escadas quase céu
E o que faço dessa dor que cala
Essa saudade que grita...
Quando até as paredes me irrita.




Não encontramos outros amores
Ficou uma lembrança ardida
De tudo que restou.




Abro os braços espero
Que as escadas lhe façam voltar.
Enquanto nada acontece...
Deliro, me dispo e sonho 




a lhe beijar.



Limão – Czar D’alma

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