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2019/02/07

Tal Sessão - Czar D'alma




Tal Sessão  -  Czar D'alma




Tal Sessão  

Sem dor nem cansaço ele chegou ao quarto, 
depois dormiu sonhos de amor que ele conquistara em dias da penúria e do assombro 
e de toda aquela necessidade de verter-se em desejo.




Era puro ou inócua a sua volúpia e quase indolor ao fechar os olhos em sua cama... A sua cama era a distância entre o real e o abstrato.




Trazia na sala de estar um lindo quadro e posto retrato de luz, aguá, sol e turvas cores... sonhava.
Abraçava-se, atrelava-se aos transeuntes e parecia um estrangeiro na própria pátria.




Sua nação era de sombras e solidão.
Seu nome era razão e descuido, quase um som surdo de busca de amor.




O seu nome me trazia e fiava-me em caminhos lúgubres. Enfim depois
De deixar algumas lágrimas, 
palavras, momentos e estações... 




Agradeceu, sorriu,
Limpou o rosto e disse – 




Até a próxima sessão.




Até!




Tal Sessão  -  (Czar D'alma)


.

2019/01/31

Sem cansaço - Czar D’alma.



Sem cansaço  -  (Czar D’alma)




Sem cansaço  -  Czar D’alma. 


Dê um tempo pra pensar
Naquilo que se foi
E que poderia aqui estar




Arrume um jeito pra ser franca
Abrace o jeito certo
De voltar a ser criança




Medite no que o tempo diz
Desaperte do peito
O que a saudade lhe quis




Mesmo em tempos de dor
Um amor pode acontecer
Diante do futuro o verso vem
Basta abrir os lábios pra saber.




Teu delírio foi acreditar
Que jamais poderia amar
Tendo tanta gente aberta
Apertando a vida pra se doar.




Uns andam a procura da verdade
Mas não percebem o que diz a mentira
Que levaram no caminho da lealdade.




Eu tenho um livro e uma mesa
Pode ser tão pouco, mas é ali...
Que eu ponho a refeição e a tua beleza.
Mesmo que não perceba quando digo




Ainda que preferes desiludir
Um dia adormece a noite e acorda
O que o coração guarda na certeza.




De lhe abrir os braços
De lhe ter no amasso
Dos tempos perdidos
E nem sequer por isso, 




nenhum cansaço.



Sem cansaço  -  Czar D’alma. 

2019/01/30

Ela e seu diamante - Czar D’alma



 Ela e seu diamante.  Czar D’alma




 Ela e seu diamante.  


Ela se debruçou sobre o espelho
E viu um rosto estranho
De quem se foi e sempre está




Ela sorriu distante ao próprio olhar
Ela ainda esta querendo amar.




Ela tornou seus dias em diamantes
E ainda pensa que pode dormir
Sobre o mar.




Seus dias e suas noites são luzes
Que ela insiste em apagar.
Quando não são rios
Seus olhos chegam a naufragar.




Ela se olha no espelho e ainda jovem
Pensa sua mente estar...
Enxerga a velha presa na parede
Não tem com quem conversar.




E dorme com os dias que passaram
Acorda com um futuro que há de chegar
Onde tudo é ouro, amor e diamante
Ninguém a lhe machucar.




Ela linda e presa na estante
Nem sabe quão distante
Seu coração deseja pousar.




Prendada e amada fora em outro instante
Agora ela olha pra foto e pro espelho
Quer ver a menina que sempre soube admirar.




Ontem ela gritou pra veia do seu sangue
Amou o momento em que pode se tocar.
Esta coisa que nunca chega e esta avante
Ela tenta um dia retornar.




Ela é seu próprio diamante
Seu mundo nunca lhe foi interessante
Mas interessou quem lhe pode enxergar.




Uns dias somos como a pedra em fundo mar
Outros somos o ar que passa nos pulmões
E ninguém a nos esperar a noite no jantar




Parece que a solidão sempre foi a sua amante
Ela que tanto amava aquilo que podia abraçar...




Cada dia a gente imagina alguém na estante
Mas ninguém nunca quer ir pra lá.




Um instante, um ar ofegante
Uma vírgula que soube 




como amar.




Ela e seu diamante.  (Czar D’alma). 

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Tu, minha canção. (Czar D’alma).



Tu, minha canção. (Czar D’alma)




Tu, minha canção.




Enfim nos versos de meu horizonte
Pude escrever suas montanhas entre meus vales
Percorri o delírio que dentro da floresta cabe




Enfim, revesti-me dos momentos vãos
Então cada dia será uma lembrança
Uma amnésia de puro encanto.




A água do rio grita por tudo que amamos
Onde mora o destino vislumbra o infinito
Por que os sonhos são feitos de pedra e ardor
E em meus sentidos mora ainda aquela dor




No que persisto mais, mais me foge
A delícia ainda fica no par e na dança
Por mais que eu seja teu homem
Habita-me a tenra criança.




Voo nos alpes da saudade
Pairo nos desejos e nos porões
Onde eu sou um verso




E tu a minha canção.



Tu, minha canção. (Czar D’alma)


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2019/01/18

"Melancolia" - Czar D’alma


 "Melancolia"  -  Czar D’alma 






Não se distraia
Atraia os seus delírios
Bem antes de acordar.




Beba e sinta a sede
Sorrindo a saciar.




Eu vi o seu sorriso passar
Nas sombras de minhas lembranças
Meus olhos naufragaram
Em tenra esperança.




E o que espero de ti...
Senão que venhas e me ame
Ainda que o tempo minta
E eu me perca à semelhança.




Volte a correr, aproveite os pulmões
Deixe o ar escorrer pelos poros
Esses vossos anfitriões.




Não me deseje adiar, não me abandone
Mas em torno dos meus sonhos
Eu ainda era criança.




Sorri todos os dias
Na utopia de um toque seu...
Onde eu estava num rio




Chamado de breu.


"Melancolia"  -  Czar D’alma.

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2018/07/12

Em Nada ensinar tudo aprender - Czar D’alma.


 Em Nada ensinar tudo aprender  -  Czar D’alma.




Em Nada ensinar tudo aprender  -  Czar D’alma.


Eles não atravessam ruas
Sonham com pontes
Adormecem aos gritos
Perguntam pela vida.




Eles não abraçam
Nem estendem as mãos
E mantêm tudo ao vosso redor
Abrem sorrisos e seus dentes caem.




Quem são aqueles que andam
Buscando erros alheios
Alienando almas à escuridão
Mas andam sempre com altos queixos




Perderam a luz, fazem barulho
Almejam a mudança de um mundo
Onde tudo que fazem é destruir tudo




Sejam delírios sejam os sonhos
Não destronamos os que amam




Meio à tudo que brilha
Anda uma vida solitária
Alguns chamam de sonhadores
Eu os chamo de estrela dos vencedores




Não tenho estrada, não temo trilhas
Mas ando pelo próprio caminho
Sem discutir com levianos




Tenho pontos fracos
oceanos de deficiências
mas sempre peço por favor
não esqueço de agradecer




Mas não me peça pra mudar meu mundo
Ao detrimento de outrem...
Por que não tenho mais virtudes que erros
Tão pouco mais palavras que meus adversários.




Mas não mudo senão por amor à vida
Ao próximo;e aos que me odeiam...
Eu sempre tinha lhes dito muito Obrigado
Apesar dos delírios de idéias e razões...




Onde eu fui parte de mim
Estava defraudando meu ser.
Então que seja agora a hora
De a gente cuidar de si e de alguém




Que não faça alianças em nome de algemas
Nem esperam mais do que preferem receber.
Então hoje eu me calo...
Por que já não tenho nada a dizer.




E nunca pude em nada ensinar...




Senão a mim.




Em Nada ensinar
 tudo aprender  -  Czar D’alma.