Seguidores

2021/01/25

Sem defesas - Czar D’alma.

Sem defesas - Czar D’alma.




Sem defesas 



                                   Parei de me defender

deixa-me soltar-te algozes meus

liberta oh Deus meus inimigos.

Estes ampliaram meu ser. 




Parei de chorar, senão pela humanidade.

aceito tantas pedradas, coisas que não levam a nada...

Aceito as minhas escolhas, nada mais me reduz

não sou miséria, nem desço à cruz.




Cansei de dizer coisas aos surdos

preferi cuidar-lhes das feridas.

Deveras, umas mordidas, outras ameaças...

mas são tão pequenas as almas que vestem traças.




 Ninguém a perdoar, ninguém a me ofender.

aprendendo a sorrir, mesmo quando a lágrima escorrer.

sem exaspero nem réu vão os juízes desempregados

abertas as celas, daquele que pagavam nossos mesmos pecados.




 Quem jamais mentiu sequer ao sepulcro do ser.

quando vimos o corpo só e a alma nada a temer...

só temem a lei os malfeitores, do leito descem

os que aos leitos puderam ascender.

 



Da inveja nasce o medo de não ser.

mas das almas que sabem que tudo não sabem

no bolso só levam o que pode caber.

mas vem um beijo de madrugada...

 


Amigo a que vieste, sequer trocas de veste

quando não sabe temer, em cobiça gemer...

tú impregnas de vergonha até o verme

que nasce e morre sem dever nada a 



hóstia, prole ou sebe.

 

 

Sem defesas - Czar D’alma. 

2021/01/22

Outra ilusão, quase traição - Czar D'alma

Outra ilusão, quase traição - Czar D'alma




Outra ilusão, quase traição


 

 São das lágrimas dos teus olhos

que compus veleiros de ilusão

para que a dor saísse de seu peito

e coubesse apenas o perdão!




Vi a tua face em meu espelho

e temi aquele vestido chamado medo

que escondi na palma da mão...

ou quem sabe em outra ilusão.


 

Não vi nem percebi o egoísmo meu

meu prazer fora tua dor e nem vi

que não precisava ser feliz assim

com delírios do desejo vergonha da razão.




Será que irei me perdoar

toda mulher sabe seu limite

como na areia permite ao mar...

na cama de outro meu corpo quis voltar.




Eu me perdoo e toda manhã enjoo

olho pro espelho e pude saber

se houvesse trigo eu seria joio.

carro de boi lavado após o comboio.





Mas não me perdi ali

foi nas suas indecisões que decidi

que não poderia ser tão frio

o amor que um dia dei pra ti.



Camas, frias, palavras duras, sorrisos amarelos.

éramos nos jantares, cada palavra era frase e martelo.

fui atrás do que nunca vivi, quis ser alguém

pra alguém que nunca me quis.




 Fui delírio, gritos, desatinos e vertigens

Fui uma outra mulher, desejando driblar

as mãos do homem que soube na maestria

me levar, trazer, subir e descer fui fantasia.



Hoje estamos na mesa, cama e sobremesa

quando eu falo de amor tu me fala de certezas

então me pergunto de onde me culpo

de onde ne calo, se tudo que sou é raro.




Um dia e uma noite quase feliz

se não houvesse aquela aliança

que um dia juraste sem alma, sem fé.



Ah se houvesse ao menos uma pegada

onde eu de menina me tornasse

Seque um segundo em teus braços

Aquela Mulher!




 talvez eu nem minta pra ti

mas para mim nem sei

se preciso disso pra existir.

 



Sem medos do prazer

mas com respeito

do que um dia




tu foras pra mim.

 


Outra ilusão, quase traição - Czar D’alma

 

2021/01/19

Flor exposta - Czar D’alma.

Flor exposta  -  Czar D’alma.




Flor exposta

 

 

Não há uma maneira fácil de dizer

como as coisas acontecem

ou não nos permitimos viver.




A graça do teu sorriso lindo e infinito

que eu sempre quis cuidar, cantar e florescer...


 

No limo, tino ou puro fascínio.

uns dias sou tua flor...

outros apenas frio espinho.





A flor exposta em tuas mãos

os dias que fomos uma esperança

hoje nos perdemos em pura ilusão.





Onde eu nasço e morro

canto comigo e danço também

e penso em teus abraços tão bem.




Se a brisa não fosse tão doce

eu diria que tu sequer desejou

que amor em teus seios formou-se


 

A gente canta tanta coisa linda

e se perde em palavras frias

querendo um rio, canção ou hino

de um amor que soe no ouvido não tão frio.




Me deste tantas coisas boas

mas esqueceste de trazer-te afim

enquanto os tolos se amam

há gente fina, bacana que se esgana.


 

Não deixe para trás

o que perfeito

não fora jamais




Mas que coube no peito

que a gente não soube

como se trata, adormece ou

ao menos se floresce 




ou faz.




Flor exposta - Czar D’alma

 

2020/12/14

Frente ao mar – Czar D’alma.

Frente ao mar – Czar D’alma.




Frente ao mar




Se o mar soubesse da força

Toda a terra temeria o futuro

Com a alegria se faz planos

E sem planos tudo fica breu, escuro.



Se eu pudesse lhe mostrar

O quanto posso ser interessante

Sem julgar e tão pouco deixar de amar

Pelas vias de uma vida estressante.




Mas às vezes, nem pensamos

Pensamos em não pensar, pensando...

Sobre a roda anda o carro, sobre o rio vaza a dor

Frente ao mar penso em ti e quero amar.




Mas inventando certezas e pílulas

Os loucos se tornam tão sãos

E perdem da vida a beleza

Assim, perco de mim a certeza e a razão.




Embora eu ame tudo isso

Não sei como lidar

Sem as pílulas para vencer

Essa minha vontade de ficar.




Ficando eu sou teu

Frente ao mar, nada é breu.

Mas inventaram as doses, os remédios...

Sem bares para enfrentar, sem amor a dar.



Eu entro na tua luz

Me consumo de tudo, tudo e juro...

O quanto lhe quero me doar

Aos teus braços frente ao mar.




Sem pílulas no ato, sem medo dos fatos

Frente ao mar seja a dosagem certa

Pra a gente sabendo dessa loucura

Nos doar, viver, amar e 



v o a r.

 


Frente ao mar – Czar D’alma. 

2020/12/06

Carne, costela e criatura - Czar D'alma. (Pra você!)

Carne, costela e criatura.

 



Carne, costela e criatura.


Eu desejo a lua e a chuva

De noite me banho de saudade

Das suas mãos e curvas.

 



Às vezes, me chamam de poeta

Por que aprendi de tua língua

A frase mais livre e secreta




Os amigos me dizem que tudo é besteira

Mas, nada disso mexe comigo...

Que em toda sexta-feira

São os teus olhos que abrigo.




Escrevi na areia o meu desejo

E no coração o quanto te amo.

Por que a vida tem muitas alegrias

E maiores são dos homens o engano.




Ainda nesta noite tu me lês

Parece poesia, mas sabemos

O quanto feliz a quero ter e ver.


 

Pelas manhãs meus sussurros são seus.

E ao anoitecer eu canto tão só para Deus

Que me faça ancorar nos braços teus.


 

Todo amor parece fantasia

Que todo mundo deseja vestir.

Eu me dispo feliz de mim...

Para do teu ser me investir.




As moças tuas amigas não sabem

O quanto tudo de mim é você.

Por que cada homem tem porto e loucura

Ao findar do dia desejo adormecer entre tuas curvas




Tenho falado com meu Deus e Senhor.

Que seja reto, doce e puro

Como as vinhas de Salomão

Sem coração distante ou duro.




Então, eu termino assim...

Esperando o fim de cada hora.

Por que todos têm seus caminhos

E tu somente és a minha 




carne, costela e criatura.


 

 Carne, costela e criatura. - Czar D'alma.