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2019/06/12

Das Flores – Czar D’alma.



Das Flores  –  Czar D’alma.




Das Flores  –  Czar D’alma.

Hoje vim entregar as flores
Em jarros de pedras que feridas que a mim fez




Hoje eu vim doar o tempo
Do tempo que nem sei se terei
Hoje é um dia singular
Como todos os dias que desperdicei




Hoje eu vim doar as flores
Em meio as pedradas que levei




Pode ser que estas flores não tenham
As cores e o formato que desejas
Mas sempre elas terão de mim
Assertiva impressão do sentimento que acalentas.




Hoje é dia de doar as flores
Por que até dos monturos
As flores sempre nascem e despertam
A poesia que jamais escrita alguma acerta.




E se as flores não lhe bastarem
Que recebas o meu calor...




Quando tudo for silêncio
Saiba que estarei do teu lado 




frente a dor


Das Flores  –  Czar D’alma.

2019/06/02

Meu mundo ( O sonhador) – Czar D’alma.


Meu mundo (O sonhador)




Meu mundo  ( O sonhador) – Czar D’alma. 




Vendemos flores no inverno
Pra que a alma se cale no que arde
No doce desejo longe e disperso.




Vem com a dor de ser feliz o abandono
Do amor transvestido de alvo tenro.




Mas recobro o sonho, Quando arde dentro
Aquilo que antes era meigo e certo.




Entre milhares de rostos
É com o teu que me vislumbro
Onde a vida em teus braços
É todo meu desejo e mundo.




Mesmo assim as lembranças me invadem
A alma cala onde sempre é a ferida que lhe arde.




Desejo o humano que não dispersa a humanidade
Onde meu Judas não me beija...
Nem meu Pedro nega o meu afeto.




Eu sou o meu verso
Que se perde entre o próprio verbo.
Apenas sei que o amor é de todo homem o direito
 Mas existem o que preferem o jeito mais perverso.




Eu que abrigava o feto abortado aos sonhos vivos
Na utopia que as mãos sejam abertas e meigo o verso




Que nosso dia renasça na esperança das crianças...
Sem medo do olhar cruel dos que pervertem o dileto.




Ainda sou uma frase perdida
Na busca de mãos




 francas e amigas



Meu mundo  ( O sonhador) – Czar D’alma. 


,

2019/05/19

Czar D’alma – Ainda há felicidade.



Ainda há felicidade - Czar D'alma




Czar D’alma –  Ainda há felicidade.


Ela mal acordou e se lembrou
Do amor que se foi  e da dor que ficou
Não reteve as lágrimas, nem seu sol se pôs




Os dias passaram e na varanda
Poeira, sonhos e cheiro de maçã
As coisas não são e as pessoas não vêm
Quando a dor ainda é uma irmã.




Em tempos e dias limpou a sala
Debruçou-se pela escada
Arrumou o quarto, inspirou-se no ato




Fez o eu jardim, deu flores e amor
Já vai voltar a primavera
E tudo novo ficou




Abriu sorriso, amou a si
Descobriu que ainda vivia
E decidiu por estar sempre ali.




Em dias de sol sorri, em chuvas se cobre
No outono e inverno cobertor e chinelo
Então, alguém bateu a porta
Ela abriu e um novo amor chegou de amarelo.




A paz que sempre teve vingou
E nada mais deixou do que sobrou
Ainda há felicidade
Ainda que se perca na saudade.




Que cada brilho teu
Seja a luz do próprio amor




Uns dias a gente se deixa ir
Noutros se procura 




por .


Czar D’alma –  Ainda há felicidade.
.

2019/05/13

Saciar - Czar D’alma.


Saciar  -  Czar D’alma. 




Saciar  


A lua me amou
E o sol me abraçou
Quando teu verso
Estava em meus vastos.




O mato me disse pra calar
Na montanha de Hebrom
Eu sou  mais que marrom
Com teus lábios sem batom




E o dia vem quando a noite está
Em tudo eu vejo o rosto teu
Não me encontro mais em mim
Por causa desse seu brim.




Se a verdade vier a mentir
Com que a criança há de sonhar
Com que o sonho poderá se banhar.




Então, não lhe vejo mais aqui
Preciso chorar e de dormir
O berço não mais me quer
Quero o selo de tua rua em si.




Já fostes sem despedir
Eu preciso de mentir
Pra ser o verso
Que não esteve em nós.




O amor me descobriu
O frio me acolheu
Agora quem sou eu
Agora quem somos nós.




Vida e morte no berço e no leito
Amor já gosta desse jeito
E o que preciso pra amar
Senão o teu cio e teu seio.




Eu vou por que não vens
Quem é de mim
Não é de ninguém.




Vou sair enquanto te amo
Te amo em tempo de sorrir
E agora o que farás de mim




Se não acolho a flor
Que guardas nas veias e dor
Pela tua sede sou alguém
E pelo saciar .




também ninguém




Saciar  -  Czar D’alma. 

2019/05/10

Lembranças rasgadas - Czar D’alma.



Lembranças rasgadas  Czar D’alma. 




Lembranças rasgadas 




Eu vou rasgar os desenhos teus
Entre os meus dedos restolho do mel
Que guardaste quando dormias em mim
Sombrio é o amor quando encontra o fim.




Dos desenhos que fiz nasceu os beijos seus
Naquela corda amarrada nos pés inchados
Fui largado e por amar o nada fui deixado




Pode ser mais um poema cada rasgar do lápis
Que delirei entre o corpo nu da tua alma
E em todas as brigas onde perdia o perdão e a calma
Saía do delírio, abortava a fantasia e vestia o sapiens.




Que venha o vento que me abraça
Das lembranças rasgadas dos papéis
Onde o louco acha razão entre os anéis
Eu sou o deserto que no mar embarca.




Se o tempo me der delírio
Prometo lhe devolver o brilho
Que roubaste de meus lábios e lírios
Onde nasce a cidade e morre o índio.




Cada dia é dia de ser sóbrio e lindo
A gente achava no mar
E perdíamos no domingo




Então é outra página e agradeço
Que os dedos ficaram com outros pincéis
Onde morrem os sonhos nascem homens
Ou quem sabe renascem da alma tantos decibéis.




No meu sonho encontrava cada risco dos desenhos
Onde eu me perdi e jamais pude perceber
Que quem rouba o sonho não tem cárcere




Que lhe possa caber.



Lembranças rasgadas  -  Czar D’alma