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2019/12/06

Tulipas - Czar D'alma


Tulipas - Czar D'alma.




Tulipas 

É quando o sol rasga o negro céu
Com a luz cônscia sem nenhuma razão...
Que aquela criança em mim, despida
Envolve-se em tempo e medida a colisão.




Aí, então,  ressurgem sonhos tão lindos
E outros que por tudo isso, jamais serão.




É quando o dia rasga a noite que me acolheu
Dos dias em que, os meninos eram tantos
Mas em todos eles, apenas havia o Eu.




E eu descubro as vozes, apanho flores e tulipas
Que ternamente me adormecerão.




Entendia tudo até o tudo me dizer que não
Sorria sempre e sempre, esperava definição.
Não amava os fortes... nem abraçava os que lutam
Em prol de que haja menos sangue no chão.




Então, os dias e as noites se uniram a mim...
As vezes, doía a saudade da criança habitada aqui.




Olho ainda cada olhar dos que tem vontade de chorar
Percebo que a vida ainda espera que possamos amar.
Entendo que o medo não seria necessário...
Se usássemos o que o medo nos tenta ensinar.




Acordo e ainda rasgam-se noites
Bebo nas tulipas dos meus amores
Escrevo na areia aos meus inimigos
Todas as vossas sentenças, cicatrizes e dores.




Então, acordo e a criança se foi...
Ao meu redor tudo que nunca quis
O adulto que se veste de mim
No amor que quase tive por um triz.




Feliz por um segundo, eternamente querendo
O que não sou e o que bebem os pássaros...
Das tulipas que choram, dos versos que chovem e das mãos
Que se embriagam de ternura e de compaixão.




Os dias passaram, mas jamais passou
O infinito desejo de lhe ver passar...
Mesmo diante do vidro o lunático
Sabe discernir o espelho do mar.




E quando o corpo ao pó retornar...
Serão pelas tulipas que suas almas vão rebrilhar.




Assim como as crianças brindam com tulipas
E os pássaros as beijam pela eternidade
Num desejo eterno de voar.




A arte sutil uma maneira forma tenra, doce e suave.
De sorrir quando a dor é maior que a alma...
E sempre menor dos que escolhem e preferem amar.




Assim o dia passou e a noite chegou
E por toda noite, a noite sorriu e voltou 





A brilhar.




TULIPAS – Czar D’alma.
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2019/09/16


Os dias – Czar D’alma. 




Os Dias.




Têm dias que parecemos sofrer e sofremos.
Têm aqueles dias que não parece que sofremos...
Mas sofremos.




Têm aqueles outros que parecemos estar felizes, estamos!
Fora aqueles que parecemos ser felizes e não somos...




Seja como for o dia, sejamos!
Se o dia nada parecer, no dia estamos.
E se nada acontecer, já acontecemos!
Cada dia seja como for nada a ele devamos.




Mesmo que nada e tudo pareça
Ainda que nada apareça que somos ou fomos...
Não te importe com as aparências dos tempos
Pois em qualquer tempo, estamos.




Pode parecer loucura, ébrio não somos.
E se não aparecer insano, sóbrio estamos!
Cada coisa têm seu tempo e em todo tempo somos...




Os dias e as horas que nos alcançam são quimeras
Das horas meras que a tudo nela prestamos.
Elas nada são se não a dispomos...




Até que morramos!





Os dias – Czar D’alma. 

2019/08/08

É Agora – Czar D’alma


É Agora – Czar D’alma




É Agora.


É agora, você não pode ver
Simplesmente escolhe
Da cegueira a beleza erguer.




É agora, nem preciso afirmar
Há pessoas doces, palavras suaves...
Que nos fazem ao outro mundo emigrar.




Em tanto tempo você vem e lê.
Outras horas sequer
Desejas saber o por quê.




A fome que agita a criança e a dança
O negro, o judeu e o imigrante em diáspora
De quem precisa de uma nação
Para na vida voltar da vida degustar.




Eu já colhi algumas flores
E vim para lhe oferecer.
Mas tudo que entendes
Nada germina nesse jardim do ser.




Pode ser que amanhã
Vamos nos abraçar e sorrir...
O mundo deseja a paz
Que só brotar no amor.




É agora vamos nos olhar e sorrir
Eu entendo que me desprezas
Mas não me importo senão
Da verdade tu mesmo as nega.




É agora, eu preciso admitir
Que cada porta passa o mártir
Que admite que o mundo
Pode ser melhor que podemos assistir.




Então, tu vai dormir
Nem me dizes quantas horas resta
Pra uma criança ter o amor
De um mundo que não lhe presta.




Seja assim, as vossas preces e canções
Seja agora a hora de estender as mãos
E esquecer do lado inútil
Que acelera e nos cerca.




É agora,  obrigado por vir
Pode ser um até logo
Mas só você sabe...
Do que a vida poderá 




se vestir.


É Agora – Czar D’alma.  

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2019/08/01

Imprudência – Czar D’alma.


Imprudência – Czar D’alma






Imprudência 




Fui imprudente demais, amei-te além de mim
Ora bolas, mas qual amor me seria antes de mim.




Mas continuei imprudente...
Colhi flores, arranhei almas, debrucei-me de risos.
Mas não seria outro, pois desejei-me ser




E na querela de minha imprudência
Vesti mendigos de almas
Acolhi bêbados de amores
E versados em mentiras




Nunca desisti da imprudência
Casei-me com minha ignorância
Arroguei-me das minhas incertezas
E fiz catedrais de sonho pra me esconder.




Correndo me senti livre e novamente...
Me disseram que isso nada seria prudente.
Logo resolvi a catar conselhos, ouvir discursos
Até que a imprudência vestiu-se de mim.




Agora não quero nada além
Do que o dia que me aquece
Da lua que da alma me arrefece
Dos beijos da pessoa que enlouquece




Tornei-me a cobrir-me da própria imprudência
E só assim me vi feliz!




E se algum ser vivo ou inerte
 Oferecer-me das suas imprudências.
Ficarei com as minhas. Porque delas pude absorver a razão
Da minha imprudência que tudo em mim, 




se esclarece!





Minha Imprudência – Czar D’alma. 


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2019/07/29

Eterno Amante - Czar D’alma.

Eterno Amante  -  Czar D’alma. 




Eterno Amante  

Naquela noite ela colheu
por cada estrela a lágrima jorrada.
Frente ao mar pisou a areia...
Entendeu da vida a piada.




Ela ainda encolhida sorri
Quando lembra do amor que se foi
E das horas que jamais voltarão...




Em cada gesto que fotografou
Do amor que veio e passou
Adormecendo no peito a esperança
Que desde criança plantou.




Naquela noite muitas estrelas
E lágrimas infinitas pela via láctea.
Onde cerra os seus lábios na vontade de chorar.




E mesmo que o crepúsculo
Roube dos seus sonhos a fantasia
Ela recobra as forças...
De novo tudo o mais ela faria.




Sem braços de amor pra acordar
Sem mentiras aladas discursar
Ela continua a mesma menina
Mesmo depois dos oitenta de vida.




Ela ainda conta estrelas, espera amores
Até quando fecha a porta fria
E cerra a janela do dia.




Foi um tempo que guarda consigo, só.
Os jovens não vêem, tão pouco
Os amores que viveu e das promessas
Que pelos dedos molhados escorreu.




Até que sorri bastante
Até que guarda a fotografia
De seu único amor
E ...




Eterno amante.




Eterno Amante  -  Czar D’alma