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2013/03/01

“Tenra saudade” – Czar D’alma.

"Tenra saudade” – Czar D’alma






“Tenra saudade” – Czar D’alma.  



Quando soltar o ar pelo pulmão
Torna a lembrar na alma o coração
Que há te tomar de ti a saudade
E a quimera que persegue, quando não.




Quando a luz se apagar
Beba da preciosa esperança
Banhada em pura ilusão...
Desce e descansa a paz de tua nação.




Se dos rios de lágrimas
Nada mais lhe valer
Olhe para o alto
Repense o teu viver. “Ipso Facto”




Quando os amigos ainda não
Decola com pensar o que vai a vãos...
Dispara a alma sempre em busca de algo
Que não seja essa tal de solidão.




Deixa-me sentir o cheiro de tua flor
Deixa-me deitar o conforto sem dor.
Queira-me por um vil motivo avassalador
Que só cabe no nome do amor.




Mas, vem e descansa a tua paz,
Aclara o pensar e não durma jamais.




Minhas palavras que voam em liberdade
Minha saudade que tem agora a tua identidade
O que será da luz, quando eu ainda não...
Sou um toque de sino, sem razão, mas nunca sem paixão.




Declara-me a tua fortuna e lhe darei
Toda a minha paz e ao teu lado me deitarei
Quando o sol brilhar, eu longe estarei...
Em busca de um breve teu olhar que semeei.




Vem e deita cá a paz
Que a vida sim, dá.
Acorda a tua força
Reclama o dia que virá.




Por que fracos são teus olhos
Não pela idade...
Mas, pela sobriedade tua,
De ao menos permitir-se a amar.




Vem e acorda com o seu lado bom
E tira de mim, essa cruz, esse algoz.
Feroz, vil e que está na escuridão,
Mas, só atende quando chamado pelo nome




 de solidão.





“Tenra saudade” – Czar D’alma.  



“O trigo” – Czar D’alma.


“O trigo”  –  Czar D’alma. 






“O trigo”  –  Czar D’alma




Quando o trigo estava quase a fenecer
Duro a vida pode estar,
Mas vem chuva temporã.
E molhando a dor sempre aliviará.

Quando o trigo estava só
Vem o fazendeiro a cultivar
Colher coisas boas pra degustar
Hoje o trigo há de brilhar.




Sendo trigo o dom do amor
Não quis somente esperar
Deu dons e fez por si
O que os outros poderiam desfrutar.

Que cada trigo em mim
Possa florescer
Pois sempre o sol há de nascer
Pra esse é o vosso fim.




Que esse trigo possa em si morrer
Pra que amanhã se tenha o pão
Pra humanidade se alimentar

Sei que o tempo é quase bom
Mas alimento não é somente pão
O que vem do alto sim, há de nos vivificar.




“O trigo” – Czar D’alma



2013/02/28

“Sonho de liberdade” – Czar D’alma.


“Sonho de liberdade” – Czar D’alma.





“Sonho de  liberdade” – Czar D’alma.




Ando entre tantas coisas
Algumas lindas, outras nada boas.
Mesmo assim continuo a caminhar.




Não me exaspera a esperança
Dos que só pensam em comer
Eu preciso me olhar...
Não mais ver o meu sofrer.




Enquanto dizem que não amo
Vou amando quem não tem nada pra dizer.

Entendemos que nos traem
Atendemos os que se equivocam
Entre os passos de mentirosos
Eu agora encontro em mim, meu próprio ser.




Eu sei que muitos nada valem
Eu não posso nesse caminho me valer
De agora em diante tenho metas
E meus planos não irão me ofender.




Ainda que alguém minta eu prefiro a verdade
Quando todos estão traindo, me adorno em lealdade.
Só pra contrariar a correnteza eu não abro mão de ser fiel
Quando todos me perguntarem, jamais darei o fel.




Seja como for, vamos preferir a amizade.
Por que se existem os falsos, nós seremos sinceridade.
Foge-se de suas rédeas a igualdade
Estarei entre os que preferem a bondade.




Não sou perfeito e nem por isso
Vou magoar quem ainda não o sabe.
Sei de minhas fraquezas e tapete eu farei delas
Mas, quando encontrar um amor, jamais verter as minhas mazelas.




Eu ando em meio a tanta gente...
Algumas boas, outras não.
Mas, se soubermos sobriedade pura.
Temos em vida a fuga da amargura.




Quero correr com meus anseios
Quero amar os imperfeitos
Vou doar as minhas lágrimas
Para o refrigério no meu peito.




Se eu errar vou levantar
Mas se alguém comigo estiver
Posso abrir os olhos e dizer...
Como é bom o beijo e abraço 





da mulher.





“Sonho de  liberdade” – Czar D’alma.


2013/02/27

“Vê se te lembras” – Czar D’alma.


“Vê se te lembras” – Czar D’alma






“Vê se te lembras” – Czar D’alma





Quem pegou seu sorriso do chão e colou
Quando a tua cara vingava coisa de amor.
Quem deu pra trás e a ti entrar deixou
Não faz sentido grito sem dor.




Quem em gritos pensa em se divertir
Quando o dia é breu, quando a vida faz mentir.

Eu decolo sempre olhando os seus olhos
E me devoro nunca pra lhe deixar-me refeição.
Toda a noite é dia pra a gente brincar e por que não.




São os versos prontos teus que mais me irrito
São os plebeus a discernir o que é erro ou mito...
Mas, quem dorme em lindos berços gentis.
Quase sempre vê desgraça e paga pra assistir.

Assim que eu acordar eu lhe chamo
E faço o café e na cama tomamos.
Seja o quanto quiser o rever os vossos planos
Que seja bela cada coisa que abraçamos.




Os dias cinza, as noites em claro, e os momentos doces.
Que tu te lembres de cada flor doada, e da cama a toada.
Sempre te farei feliz em meus sonhos.
Sempre faço com giz meu próprio oceano.




Eu levo você pra dentro de mim
Eu guardo seu sorriso mesmo assim.
Por que já não mais está no chão...
Colhi de ti o momento que era tão bom, bom, bom...




Se eu me retiro tu nem te lembras
Eu guardo o bilhete e tu fazes a cena
De um dia a gente voltar a ser cinema.
Dou de cara comigo sorrindo e chorando que pena.




Então, volto a dormir...
Que esse sonho não seja assim.
Colírios são bons, mas jamais,
Tiram a ilusão do porvir.




Ainda estou aqui.
Vê se te 






lembras...



“Vê se te lembras” – Czar D’alma


2013/02/26

“Por favor, volta pra casa” - Czar D’alma.


“Por favor, volta pra casa” - Czar D’alma






“Por favor, volta pra casa” - Czar D’alma



Parece que não tem mais chance nem vez
Agora eu faço as malas
Me preparo pra sair daqui
Deixar tua vida enfim.




Parece que não é apenas dor
Mas a consumação sem abraço ou flor
Eu preciso sair daqui.

Mesmo quando olhas para mim
Não entendo como tudo se torna em um fim.
Dos momentos que partilhamos...
Não sei o que me arde mais.




Eu preciso sair daqui
Eu preciso respirar e sumir.
Estou preparado pra fica comigo
Deixando o legado que me fora bom e doce abrigo.

Eu vou pra casa
Não entendo mais nada.
As coisas que se foram
Estão nas mãos em migalhas.




Eu estou saindo pra minha casa
Não sei se retorno mais, preciso de tua paz.
Quando estava contigo a vida me dava asas...
O que farei de mim, alma que queima em brasa.

Levo os livros meus; roupas que a solidão sofreu.
Deixo os guardanapos na mesa
A mobília que na memória fica e acesa
Tudo isso aqui dentro de mim.




Eu amo o seu tom
Eu adoro viver ao seu lado
Mas, não quero ser como um irmão.
Preciso saber como é estar do mundo ilhado.




Deixo nossas taças na mesa                                                                                                 
Comparo com a saudade acesa
E eu estou indo pra casa...
Onde eu arderei só, isso me arrasa.




Mas, se você preferiu assim...
Não terei pena de mim.
Eu vou pra minha casa
Achar nas paredes lá como isso se acaba.

Saindo eu estava quando me olhou
Não pude deixar de notar no olhar teu tua lágrima...
Não entendemos bem, como isso veio e vem.
O que se percebe que essa cena em mim em nós, marcou.




Eu escuto tua singela voz me chamar...
Parece querer algo declarar e escuto com fava
Explicas que a vida pode não se boa...
Mas sem nós a vida já não é nada.




Por favor, volta pra casa.





“Por favor, volta pra casa” - Czar D’alma


2013/02/25

“Cantares” – Czar D’alma.


“Cantares” – Czar D’alma. 




“Cantares” – Czar D’alma. 





O que se diz quando se está ferido.
Qual das canções tu terás abrigo
Senão, algo de abraço e peito amigo.
Faz-se um rio na busca de seu próprio gemido.




O que se cala, quando está a lágrima a gritar.
Dos silêncios meus compus meus dilemas.
Catei suspeitas, mas hodiernas.
Pra tentar ser o que eu quis.

Sendo o meu tributo a dor
Sendo em meus braços algema e calor.
Esse coração exaspera na busca de um amor.
Somos a esperança que jamais se tornou.

Pode ser desculpas em carne
Mas, quem vive sabe o quanto se arde.
Quando o mundo já não é mais aquilo
Que um dia você acreditou.




Canta com alma a tua dor
Expurga do peito quem não tem razão e respeito
Tu te encontrarás em algum lugar belo
Mas, que sempre não é perfeito.

Eu vivo o mundo em meus caminhos
Me calo quando me sinto num ar redil
Mando as coisas pro seu ninho
Onde só a memória sabe o que me pariu.




Eu vejo as coisas, os carros, as flores e vitrines...
E minha alma cálida de tino que em si se timbre
Por qualquer esperança que me dê razão
O que a vida dá não se lança no mar da escuridão.

Espero pelas crianças...
Que seus sorrisos lhe alcancem bem
Por que os homens crescem rápido
E quem irá querer cuidar de alguém.




Vejo os que se veem distantes de infortúnio
Os meses e anos vos levam aos pobres intuitos
Mas a esperança sempre acalanta a dor
Que a vida traz por sua própria sedução.

Eu ando em dias de boas cores
Eu sinto falta de muitos amores
Mas, eu sei que foi a vida quem levou.
Isso não basta ao meu coração cheio de flor.




Quando eu me despedia
A coisa parecia ter vida
E a gente escolhe a lágrima
Por falta de opção.

Estamos perto do princípio
Compro coisas desde o início
Pra me sentir mais capaz
De despistar da alma o ardor.




Quero cada boa gente ao lado
Queremos da vida um milhão
Ao doce amor irreparável.
Onde a sorte não abre jamais a mão.

Eu colho flores de amigos
Eu ando catando, suplicando, buscando abrigo
Em qualquer peito que me estenda canção.




Eu vejo os gestos na avenida
Comparo a felicidade com o rosto da menina
E isso não me dá sequer uma sutil explicação.

Sim, você de ler está cansado...
Nem sabe o que chamam de pecado
Queres ao menos deitar e calar...
Cada suor tem sua conta de aflição.




Então termino esse prelúdio
Não me querem em nenhum estúdio
Apenas alguns poetas e profetas
Me percebem o quanto ainda 




não o são.





“Cantares” – Czar D’alma