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2011/11/16

D e s t i l a r

            "Destilar"  





                          




Destilando os meus sonhos
Vão os anos atrás de mim
Desde quando sou eu mesma
Já nem percebo o início, se sou fim


Desce cada dia em minha cama
Os desejos de não ser o que possuo
Desde quando me conheço
Vou amando o que destruo



Que essa lida beba do alambique
Onde minhas lembranças sempre vêem
Quando eu sou essa menina, a mulher que me habita
Sempre me diz que sou bem mais do que, ninguém


Eu destilo as minhas dores também
Descendo dos céus de toda noite
O meu amor assim me faz amada e me faz bem
Onde eu sou aquela coisa que é amada e de mais ninguém.


Eu me destilo das tristezas quando nascem
Por que sei que sou a minha saudade
E por isso, sou a morte que me abarca
Quando a vida diz, amém!


E já não sou de mim...
Mas sou dele também.
Uma lembrança vaga
Mas destilada por amar 




Além.






Czar D’alma



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