Seguidores

2012/01/15

Sonho e saudade

       "Sonho e Saudade"   




                       





Ah eu tenho sede daqueles dias...
Ah, o dia que eu comigo lhe inventei
Pra que a minha dor fosse um sono breve
Pois só os sonhos destroem a ventura que herdei.


Eu tenho sede quando contemplo o mar
Em cada onda eu sinto o seu beijar.
E as palavras que trocamos lá não ardem
Pois em meus sonhos os meus dias não persuadem.


Com cada gota das lágrimas que jogamos
Umas com sentenças, algumas amargas
E as coisas na mesa relembram as chagas
Em noites de veludo velando as nossas próprias desgraças.


Eu ainda sinto o seu corpo no meu
Eu ainda sinto o sabor de seus braços
Acordo comigo em meio aos prantos...
Me abraço ao som do desejo, a vida me traça.


Ah, eu tenho sede do que ainda não gozei
As mentiras postas em copos ou taças
As crianças que não herdamos por egoísmo da farsa
Por que, nos meus lençóis eu ainda deliro com o que sonhei.


Mas, quando o inverno me abraça
São dos seus beijos que minha memória me aperta
E sequer me pergunta como eu sangro em lágrimas
Em meio ao que os homens chamam de piada.


Então eu arrepio frente ao mar...
Com as lágrimas que nunca sonhei.
Meus dias posto naquelas noites
Onde arde a saudade do corpo que um dia herdei.


Corpos estranhos, sonhos reais...
E a vida não canta ao som da toada.
Quando o meu sonho era a tua felicidade
E eu era o pesadelo que te acompanhavas.


Um sonho, uma sentença e mil outras coisas...
Ardendo nos planos de um amor
Sem cuidado e sem sequer um abraço
Em nome de um simples 




regaço.







Czar D’alma



Postar um comentário