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2016/09/29

Flores das estrelas - Czar D'alma

Flores das estrelas





Flores das estrelas


É quando as sinfonias se calam
Que escuto o que tenho aqui
Colhendo flores das estrelas
Estranha e linda forma de existir.




Nos meus momentos mais tristes
Tu em ti existindo me puseste à sorrir
Longe das pedras que insistem em ferir




Não tenho medo da distância
Eu ando por quilômetros na esperança
De que queira a mim e dispa-se
Do que existiu sem nós, por um vós no porvir.




Se nas noites colho flores das estrelas
E as lágrimas percorrem a carne e arde
Aquele medo não ficará entre nós...
Se tivermos um ao outro pra desatar os  nós da saudade.




Tu me alargas o horizonte, ponho o pé na estrada
E a vida que é cilada não teme o ardor da malhada
Então, eu abro os braços, degusto saudades
Uma linda maneira de dizer que és a minha última parada.




Vem e me destilas das flores e estrelas
Essa distância não cabe em nossas veias
Eu corro o mundo ao passo de um beijo teu
Onde até o profeta beija o ateu.




Nas estrelas de nossos planos
Eu sou o que sempre somos.
Uns são de marte outros não tem sonhos




A cada noite que abraço a solidão
Eu canto as suas curvas na minha imensidão
Onde calho e calo a distância querendo abrir devastidão
Entrelaçados seremos se formos uma só ambição.




Triste ando, em cada dia que dista
Abro a minha porta, fecho a janela
E a vida sorrindo me avista
Que vivo pensando nela.




Eu sou a saudade do teu corpo
Eu sou o desenho da saudade
Caindo o amor não nasce eternidades
Minha vida e doce luz, salvação sem caridade.




Amanhã é outro dia
No mesmo corpo e cuidado
Hoje eu sou o seu amor
E tu o meu caminho mais elevado.




Uns gostam de maçã
Outros gostam de pecado
Cada dia é sempre um vendaval
Se não estiverdes ao meu lado.




Mas será a mesma canção
Com a velha voz e violão
Deliro nas vernes da loucura
Se hoje tu estiver em minha mão.




Onde cada verso é delito, cada fato um aio consumado
Há quem diga que das estrelas se colhem lágrimas
Mas delas eu trouxe as flores do jardim que nunca vistes
Mas que exalam a esperança de eternamente eu acorde ao teu lado




Junto dos espelhos dos narcisos...
Mas distantes do maior eco registrado.
Se tu souberas deste amor hoje e agora
Fugiria da distância, mas me tornava 




totalmente realizado.





 Flores das estrelas -  Czar D'alma


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2016/09/03

“Memórias que não me cabem mais” – Czar D’alma.


Memórias que não me cabem mais. Czar D’alma. 




“Memórias que não me cabem mais” – Czar D’alma.




Na semana passada
Escolhi as fotos que ficarão longe de mim
Busquei as minhas memórias e as deletei
Tais  lembranças de algo insosso ou ruim.




Há dois dias atrás verifiquei
As roupas que não me cabem mais
Rasguei  calças, mandei pro lixo...
Memórias que não me cabem mais.




Ontem à noite jantei
Com esperanças minhas
Degustei cardápios saudáveis
Outrora me foram bens duráveis...




Desde então, me vejo pensando em ti
Em tudo que realizamos, momentos que compomos
Saudades eu tenho, mas não esqueço mais
Em que ano estamos.




Os dias são heranças do que formamos
Às vezes, ruins outras, maravilhosas que amamos.
Não vejo outra saída, senão despir o que inventei
Romances bons,momentos que se foram... idealizei!




Em cada hora eu penso em tudo que dissemos
Um pra cada rua e as vidas seguem, não intento.
O mundo é assim.




Eu quero um beijo doce, um abraço quente
E um amor que não caiba na ilusão.
Que tudo seja feito de sonho
Onde a realidade seja a compreensão.




Não luto pelos bens materiais
Mas luto pela realidade que sou.
Eu penso em tudo que desejo
E volto a crer no amor.




E as semanas correndo voltam
Passando por mim e assim
Construindo meus sonhos e desejos
Não mais me perco de mim.




Delira o mundo onde há verso
E a verdade fica à deriva.
E mesmo assim, nos enfeitiçamos
Na esperança de viver sem ferida.




Perdendo os medos a gente ama
Perdendo a fé somos vulto e segredo
E cada dia torna-se a herança do desvelo
Onde o mundo não deveria ser isso aí.




Eu não mais escuto as vozes
Escuto a vontade de existir.
Por que os versos se perdem
Se a verdade não vir ali.




Eu minto os seus medos
Que habitam em mim
Escolho os vossos segredos
E chamo-te aqui pra se abrir.




Bom amor é o que é honesto...
Melhor os que são em meios aos vossos desertos.
Enquanto eu busco um conceito pra o que é certo
Me traz seu corpo e me delira aqui.




As imagens de hoje são boas
O vosso mundo melhor
Eu quero o abraço, o beijo e o sincero
embriagados no amor que confesso.




Na semana passada eu fiz
Coisas que não inventei
Pode ser que seja mesmo assim...
Mas sempre me enfrentarei.




Com forças na alma
Discursos no peito
Amargo é o mundo quando não existe
Por perto o próprio reflexo.




Então, desligo a razão
Me conecto com meus sentidos
Abro a boca, carente te ligo...
Fica aqui e volta comigo!




Por que o mundo e a vida
Têm seus rios, desertos e delírios...
Mas só em ti, isso tudo eu consigo.




De vez em quando eu sou um poema
Mas na maioria do tempo...
Sou de mim o próprio dilema.




Ou castigo!



Mas se eu tivesse asas voaria...




Mas te levaria sempre comigo.






“Memórias que não me cabem mais” – Czar D’alma.


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2016/09/01

“Como seria lindo, se não fosse o fim.” – Czar D’alma.


“Como seria lindo, se não fosse o fim.” – Czar D’alma. 





“Como seria lindo, se não fosse o fim.” – Czar D’alma. 


  
Quem nunca se feriu no amor
Atire a primeira pedra
Só se pensa em ser feliz




No mar, no horizonte
Onde será que o amor se encerra.
Quem jamais pediu bis.





Eu vou e solto a voz
Pela dor que ainda há em mim
Busco as flores que tirei da terra
E dou à um novo amor sem saber o que fiz.





São duras as perdas...
São incríveis as ondas...
Que dançamos daquela vez





Quem nunca chorou de dor
Nem a noite toda repensou
Por todo fogo e calor que viveu
Não bebeu do amor que se quis





Não quero ter de me despir
Sem teus olhos em volta de mim...
Eu mudo rotas, despedaço em copas
Sou a tropa e o batalhão que verti





Quem esperou o seu amor
E este não mais voltou
Esse pode sim, pensar como seria ser feliz





Quão felizes são os amores que duraram
E eternos os que tiveram seu fim.





Que a vida leve as noites e canções
Que fiz pra tu poderes dormir
Não penso como é o fim da história
Só penso em lhe ter de volta aqui.





Eu perco o sono... Eu destilo lágrimas
Bebo da cicuta que banhaste em nós
Pode ser que o amanhã eu queria você
Ou quem sabe, você considere a minha voz.





Jamais me quis sem ti
Quis a ti, mesmo que não houvesse
O lado que coubesse em mim





Não choro por ter saído
Mas por ter de lutar assim, assim
Com ar no peito e pernas bambas.
Na esperança vívida da Europa sem latim.





Como seria lindo, se não fosse o fim.
Seria muita coisa que a gente não sabe
Só sabemos como é isso aqui.





Mesmo que a agonia me bata à porta
E eu encontro o seu sorriso sim
Eu arrumo os cabelos e solto a alma
Querendo seu abraço e já vou me despir.





Na euforia de amar-te de novo
E o novo que encontrei, desisto!
Egoísta que sou... prefiro o amor
Do que a dor de que propuseste em mim.





Ilha de fome, marés bravas, desertos escaldantes...
São lindos em suas fotografias
Mas não são para seus transeuntes.





Que se vá a despedida
Faço rimas, minto que não é isso
Mas quando eu acordo na segunda...
Olho em minha volta e não vejo





Que por mim tem algum 





c o m p r o m i s s o.






“Como seria lindo, se não fosse o fim.” – Czar D’alma.