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2010/12/05

Enquanto Durou

"Enquanto durou"

 




Digo-te todas as coisas do dia e da noite.
Escrevo romances inteiros pensando em lhe ter.
Mas se damos as mãos e dizemos afetos e nuances...
Já não é tão verdade, parece que vira Sertão a cidade.

Com as mãos dissemos amores inteiros...
Com os lábios nos enganamos por um oceano e enredo.
E a vaidade escolhe a melhor pose frente ao espelho.
Quando pego suas mãos não me lembro do que tenho medo.

Por que as coisas mentem depois que tudo acaba...
As folhas e as flores do outono estão á beira da praia
Andamos anos afundo e não nos mergulhamos!
Para que depois do fim, agente possa apertar as mãos...


E dizer que não poderia ter sido melhor.



Czar D’alma
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