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2011/09/04

Aquelas ondas

            "Aquelas ondas"    




                    




Dessas ondas fortes
Traz-me o mundo, meu norte
Naufrágios que herdei
Meu rumo e quase sorte


Ah, essas ondas de sal
Minha mente alimenta o mal
Em delícias onde meu tormento
Se torna qual, sem o qual não sei


Em ando em meio às ondas
Bradando o silêncio de meu ser
A alma alimenta a estrada
Da caminhada que sonha ter


Então as ondas são
A tempestade que busquei
Quando via em seus braços
A menina que me tornei


Dou de cara com a saudade
Acordo sempre olhando a tua identidade
Quando em quando eu sou o mar de caridade
Que alimenta a decisão sua que permeia maldade


Onde eu tomava as ondas
E tu eras a ressaca da tarde
Onde eu sonhava com um mar calmo
Mas isso jamais mudou a nossa realidade


Que somos um mar e o outro rio
Um com alegria e o outro sem riso
Então eu acordo e não lhe vejo mais
Fostes nas ondas de minha austeridade


Por que, onde não há felicidade
Há de perdurar...
A tua 




Saudade.







Czar D’alma 



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