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2013/06/14

“Comigo é assim” – Czar D’alma.

“Comigo é assim” – Czar D’alma





“Comigo é assim” – Czar D’alma



Quando estou sozinho comigo
Dispenso sempre essa solidão
Que me exaspera esperanças
Em formas lúdicas de canção.




Quando estou num escuro canto meu
Repenso os momentos que tenho
E aqueles que em mim mais doeu

Não tendo rumo a alma se desequilibra
Quando tem-se um amor temos de tudo
Quando somos um minuto na vida de alguém
Não se pensa o outro como nos sentimos bem.




Com mentiras se faz uma ferida
Com detalhes se transforma uma vida
Com um sorriso a esperança, já não mais escondida
E se te ganhas um beijo, tu a ti mesmo se agiganta e declina.

Me ensina a sair desse escuro quarto
Me diga se valho mais que um parto.
Dos mínimos os montes se valem
E de menino se faz um homem.




Sem medo do escuro
Essa escuridão vira companheira
Quando penso que isso é pura besteira
Abro a janela e a vida me ensina coisa verdadeira.

De livros se cansa
De filmes se lança
Não tendo abismo a alma descansa
E sem amores o mundo não basta nem canta.




De um mundo no escuro
Dar-se-à valor a cada luz que se aproxima
Esperando um beijo doce da menina
Ou um amigo dócil à dobrar em nossa esquina.

Sem jeito eu quase me calo
Com um braço ao lado sou gigante sem disfarce
Mas, as coisas que se vêem do escuro são duras
No amanhecer as lágrimas quase sempre maduras.




Me tire desse quarto escuro
Quando estás sempre rodeada
De gente que sente e sorri...
Essa minha alma esta por um fio na espera de sorrir.

Sem doces lembranças tudo se cansa
Me dê um bom motivo
Pra não querer voltar
E ser a mesma criança.




Tenho motivos pra sorrir
Quando vens e lês aqui
O que parece poesia
Mas que fora lapidada dentro de mim.

Sem sorrisos, amigos distantes, familias perdidas
Um homem quase pede pra vida responder
Por que que tem de ser assim,
Sem pedras pra tacar e flores pra pedir.




Assim, num quarto escuro
Uma alma dá o valor de um mundo
Quando todos estão no palco
E seu palco é estar por um segundo.

Então o mundo não é tão escuro
São as estradas que não tem luzes
Pois os homens vestem fardas
Antes de seus próprios lutos.




Não luto, nem sangro, não sou
Quando no escuro quarto
Todo um mundo se passou

De ilha a alma se faz
Se deres a mão
De volta vem a paz
Onde a matilha jaz.




Num quarto enquanto escuro
Sou de todos quase um absurdo
Sem vozes pra despir...
Nem amores pra sorrir.

Mas a vida dá voltas
Espera coração e não se revolta
Por que todos têm tragédia e apogeu
E por que não teria o medo, o erro e o eu.




Quando enfim amanhecer
Ou alguém a luz acender
Pra que a escuridão venha a correr
Pra um lado distante do que faz doer.

Sendo um quarto escuro
Iluminando outros mundos
Assim se fazem ofícios e discursos
Pra que a vida esteja enfim em tudo.




Sem pedras pra tacar
Flores pra parir
Mentiras pra trocar
Apenas roupas pra dormir.




Comigo é assim.






“Comigo é assim” – Czar D’alma.  



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