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2016/10/30

Quero um amor – Czar D’alma.


Quero um amor – Czar D’alma. 






Quero um amor – Czar D’alma. 



Hoje eu quero um amor
Que sejamos figura e fundo.
Onde um abre a porta
Sem medo das portas dos fundos




Que diga a verdade, mesmo quando ferir
E se ferir  ter bálsamo de amor pra abrir.




Hoje eu quero um amor
Parecido contigo
Com todos os seus medos
Sem medo de nada fazer sentido.




Que esse amor seja transparente
Quando um tiver palavra
Que o outro esteja desta carente.




 Enfrentado os dias de sol e de chuva
Abraçando nossos lutos, vitórias e absurdos.
Acolhendo do vosso bosque as uvas
Pro inverno podermos ter vinho e segredos lúdicos.




Que o amor aconteça
Que a gente não se perca
Quando o ciúme chegar
Estender a página de tudo.




Falar francamente
Abrindo o coração e a mente
Saindo as noites juntos
E dormi de conchinha bem quente.




Eu que quero um amor
Ando comigo, apaixonado por mim
Quero um amor tão sincero
Que não te escondas seus erros enfim.




Mas que o passado não vos apavore
Que a flor do sertão seja algo nobre
Quando não tivermos em nossas festas
Festejarmos por sermos coisas belas.




Eu acabo terminando com um pedido assim
Um amor que seja de verdade, princípio  e fim
Um dia a gente acorda e quando não for amor
Valeu a pena por tudo que existiu sim.




Abrindo a porta quando quiser ir embora
Embora lutar pra nunca nesse hora chegar
A cada momento ser um do outro
E na eternidade sermos apenas saudade.




E quando os anos passarem
Não passará esse amor...
Com gosto dos dias eternos
Que jamais se renderam à dor.




Com certeza de vida
No amor que é de verdade.
Onde muitos esperam





E poucos se entregam na integridade.







Quero um amor – Czar D’alma



2016/10/20

Quase escolhas – Czar D’alma.


Quase escolhas – Czar D’alma






Quase escolhas – Czar D’alma. 



Não sei o que tinha na cabeça
Quando escolhi te amar.
Perdendo as rédeas da sanidade
Sonhando em querer navegar.




O mundo gira sempre ao seu redor
Quando escolhes a insanidade
Um mundo nem é sempre melhor
Quando adormeces sem dizer, boa noite.




A foice da vida não meça ironia
Eu que ando sempre comigo
Não me vejo sem o seu sorriso




Um dia ainda abro os braços
E com olhos fechados sorrio...




Por cada momento que a vida nos deu
Uns naqueles que se eternizaram
E daqueles que estão nos braços de Orfeu.




Eu tenho medo da risada feliz
Quando percebo a noite chegar
E o mundo é sempre por um triz
Quando o amor não está.




Na primavera colhemos flores
Nos verões despercebemos as dores
Outonos são cheios de cólicas e azias...
E os invernos com almas de frio e nostalgia.




Que seu sorriso venha
Que amanhã seja melhor
Por que nós vamos por cada dia
Esperando do mundo sua empatia.




Onde eu adormeço, adormecem os sonhos
E quando acordo só, os dias são frios...
Por que os amores são mais lindos
Quando estamos todos no mesmo tino.




E eu vou comigo
Abraçando os dias, meus rios...
Esperando que acordes
E me dê seus desatinos.




Eu sou a solidão que me veste
Mas não sou sempre a palavra que tece
Gemidos são invólucros de tempos
Mas não determinam o 





destemido destino.







Quase escolhas – Czar D’alma

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2016/10/13

Grita comigo - Czar D’alma.


Grita comigo. Czar D’alma. 






Grita comigo. Czar D’alma. 



Grita comigo
Solta o destino
Nas mãos do delírio




Eu ainda amo coisas simples
Mas não sou simples
A ponto de me declarar




Com medo de mentir...
Falo verdades
Que minha mente
Pôde inventar.




Grita comigo.
Desafina o discurso do tempo
E não dê tempo pra ser infeliz
Por que tudo é pronto, é assim.




Grita comigo uma canção de amor
Verdades fúteis em caixa de sabão
Roupas sujas são reflexos
Da caminhada da razão.




Me faça favores, desatina meus temores
Mas me representa os sentidos
Beijando o meu tempero com pimenta.
À ponto de perdemos do tempo a noção e o perigo.




Se não fosse amor
O mundo já nasceria perdido
Uns amam seus versos
Outros cobiçam seus sentidos.




Mas não há mais tempo pra quase nada
Senão, pra amar e alugar o tempo
À preço de viver com a pessoa amada.




Não quero verdades intensas
Quero felicidades aqui e expressas
Nas páginas de minha agenda e redação
Onde eu sou meu mundo e meu mundo não é vão.




Então, quando eu esquecer disso grita comigo
Por que eu posso perder a vida
Mas não posso perder 




o delírio!





Grita comigo. Czar D’alma




Janela Aberta – Czar D’alma.



Janela aberta.  Czar D’alma






Janela Aberta – Czar D’alma. 




Seu eu abrir a janela
E deixar o vento entrar
Você finge que me ama
E que pode aguentar.




Verdades desbotadas
Botas sujas na jornada
Abrindo as janelas
As verdades não são apagadas.




Se abro os meus pulmões
Deixar a fumaça da verdade entrar
Você promete me alcançar
Tacando pedras em Potifar.




Dissemos quase tudo
Amamos as mentiras dos jornais
Escolhendo das urnas os boçáis
Esperança à imaginar.




Se abrimos janelas
E as mentes não
Descalçamos os jurados
E armamos o tal patrão.




Então eles comem novela
E os poemas não
Abrindo janelas
Não há espaço pra ilusão.




Então, é segunda-feira
E nada pra comprar
Dinheiro de um lado da banda
Da banda que só sabe desafinar.




Compro mentiras, alugo verdades
Das janelas em trancas, meninas na balança.




Acordamos, janelas não abrimos
Comemos e nunca nos fartemos
Por que tudo é inchaço
E nada é o preço que valemos.




Sem janelas a nação não
Descordamos uns dos outros
Como se tivéssemos quatro mãos.




Uma para o poder e outra pra morrer...
Uma sentença chamada eleição
Quatro anos se passam e da cruz
Não se desce o ladrão.




Mas não mudamos quase nada
Mas ainda temos
Esperança, ordem, progresso




E uma terra que tudo dá pra ser
Poema, verdade, janela





E seu verso.






Janela Aberta – Czar D’alma