2011/08/17

Enredo do amor

            "Enredo do amor"    







Calma amor... Vem!
Por baixo lento sobe bem
Limpa o líquido sopra aquém
Quando perto beija também


Calma amor desce e rola
Delira solta uma frase não ainda não cola
Domina, afasta, circula e abraça como convém


Calma amor canta em segredo
Com a mão divide entre o quadril e o seio
Passeia e volta, agora cola e domina com jeito
Eu sou o seu enredo...


Calma amor, ainda não...
Deixa a onda nos cabelos
Aperta em cima, relaxa o desvelo
Eu já não tenho medo...


Vem!




Somos um...







Czar D’alma





Leite e Suor

            "Leite e Suor"    




                



Dos versos soltos no ar
Foram os nossos corpos à jorrar
Cheiro e suor...
Calma e amor.


Essa coisa sã
Me doma em febre terçã
Eu sou a tua mulher e irmã
Eu sou seu imã, sou seu talismã


Dos versos em sussurros
Dos gritos quase surdos
Eu sou o delirar do absurdo
Um segundo de paz em todo mundo...


Eu sou o seu orgasmo
Eu sou o teu prazer, seu morrer
Quando estás em paz está em mim
E quando não te venho implora sim...


Por querer e ser mais 



Feliz.





Czar D’alma 



Teu Legado

            "Teu Legado"   








Aonde esconder esse legado
Essa coisa louca que me deixa
Em verdes prados
Em mentiras doces em pratos...


Aonde rever o teu desejo
De não ter o céu e o inferno
Pra poder se esconder
Quando minha flor arde, por você

Por entre os rios de mim
Onde eu sou a maresia e o fim
O início gelado que aquece serafim
Eu sou assim...


Amada por você
Eu vou até descer a lavoura
E esquecer-se da cabeça
O que me faz ser tua amadora


Eu sou assim...
Tu pega e faz de mim
O seu prato o seu deslizar
O querer em não parar de desejar...


Amar até o fim...





A mim!






Czar D’alma




Céus do Amor

            "Céus do Amor"      









Se as estrelas caírem
Hoje à noite
Junto as minhas lágrimas
E faço um céu coberto
De dádivas...


Quando as estrelas caírem
Componho um céu pra ti deitar
Deixo aqui dentro de mim o meu amor
E mostro lá que te quero sempre amar, amar, amar...


Como as águas de um riacho
Adormecer seus medos em cachos
Pra refrescar teu pensamento
Desdobrar o vil momento onde te acho


Eu vou comer estrelas
Pra cantar constelações de meu amor
E quando acordares, vir tudo lindo
E a vida que seja como for...




Estamos entre céus do amor!







Czar D’alma



Grito

              "Grito"      




            


Eu abro os braços você não vem
Me aperto no silêncio do vento
Mas somente em seus braços
Me sinto vivo como ninguém


Você diz que me ama, acredito
Quando tudo fica lindo um conflito
Mas os dias têm sombras e eu clamo
Por seus beijos em meio ao gemido


Tem cor o nosso amor de azul...
Tem sim o som do jazz e do blues
Cada coisa num segundo e tu se vai
Lembras das razões que nos amamos,


Elas já podem nem existir mais.
Mas eu me abro e insisto
Nosso amor não ficará no cáis
Sairá dos guetos e dos ritos...


Parirá o sol de justiça no ser
Eu preciso sim de você
Vem ao meu lado me dizer
Por que não desisto disso.


Eu preciso de você.
E preciso do sorrir
Quero seu momento tímido
Quero o nosso adeus no infinito


Onde o nosso amor não tem cor
E por isso e por outras inflações
Eu de ficar sem ti me demito
Deixo a boca muda calada e ao seu nome


Por toda noite...

Grito, 
grito, 


grito!






Czar D’alma 


2011/08/14

Carne da tua carne

            "Carne da tua carne"   



          





Por que você trata mal essa mulher
Essa tua carne que dizias amar
Essa donzela que só queria ser feliz
E poder ao seu lado cantar


Por que ignoras o tempo que passamos
Deixas sim, o enredo que sambamos
As lutas pra conquistar agora
Pra ti é só engano.


Por que tu roubaste-me pra tua vida
Levando de mim o que eu nunca tive...
A esperança de amar, viver, cantar e sorrir
O que jamais permitiste a tua mulher


Que chamava de tua carne
Quando querias ir 





Dormir...







Czar D’alma



Coisa

            "Coisa"   



           





Essa coisa na cabeça
Essa onda e ressaca
Onde o mar naufraga
E os amantes quase nada


Essa coisa dentro do ser
Esse nome estranho
Dos verbos sabe-se lá o quê
Nem onda nem prazer...


Essa miríade de sentimentos
Essa namorada sem beijos, nem momentos
Das coisas que voam e pousam na alma
É o que mais dói com delírios e acalma


Onde eu surto quando te olho
Revejo o deserto que me aborda...

Sento,

Olho,

Rezo e

Choro...




Pra poder dizer – 





Te amo!







Czar D’alma