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2013/06/23

“Da fome da vida” – Czar D’alma

“Da fome da vida” – Czar D’alma





“Da fome da vida” – Czar D’alma


Eu sei que o tempo dirá
Pra tudo que tem o seu fim.
Eu sei que a vida dará
Porte e arma pra quem quiser ser feliz.




Não tenho tempo pra atrás olhar
Deixo com vestígios do que há em mim
Princípios que não se acabam
Mas sabem bem me definir.

Se das sobras que deixamos nos pratos
Das flores que os arbustos em vós que há desgasto
Peço o garçom a conta, mas nunca fecho o cardápio
Ainda há um gesto de esperança na criança e no ato.




Detalhes e retalhos de mim
Fazem parte do ser que quer a ti
Um discurso sem cheiro ou cor
Está sempre pedindo um bis.

Eu quase fui feliz
Quando o outro era o fato
Quando fui eu mesmo
Me contentei com meu próprio cardápio.




Sem sombras, vestígios ou disfarces
Trago em mim a solidão na alma e na face.
De quem se ama não se exaspera
Nem coloca-se à distância ou espera.

Distantes somos de nós mesmos
Perto de quem não nos procura de fato
Quando em quando a vida sai ligeira
Se pergunta por que isso é mais que colapso.




Tenho direitos que nunca pude usar
Fui usado por mentiras que não posso cobrar
Cada dia tem sua sentença, cada cara sua crença
E na alma a esperança sempre a brotar.

Estamos livres, estamos perto
De tudo que é errado e correto
Escolhemos caminhos iguais
Mesmo tentando ser discreto.




Não tenho mais medo
Vou ser feliz com meus erros
Sem vergonha de amar a vida
Escondendo da mazela o segredo.

Sem vida a alma não canta
Na solidão um banzo encanta.
Quando em quando somos a espera
De que nós mesmos precisamos.




Dê-me  um tempo pra felicidade
Deixa-me correr solto pela cidade
Cantando um banzo de todas idades
Com a espera do fato ser a maior  preciosidade.

Sem discursos, sem rumos, sem medos...
Escolhemos os mesmos segredos
Por um minuto de paz doa-se quase tudo
Pela felicidade perde-se um mundo.




Então não é segredo
Era apenas desvelos
Coisas que aprendemos
Com amigos e os próprios erros.

Deixa-me voar essa manhã
Canta-me uma canção feliz
Por que o dia vem raiando
E não raiei o que sempre me quis.




Sendo ultraje de mim
Reservas de outros
Coisas que não pedem bis
Mas cabem em qualquer rosto.

Seja aqui, Bagdá ou Teerã
Somos os mesmos marcianos
Na espera de uma alma amiga e irmã.
O resto eu deixo pela força dos planos.




Na força das crianças que crescemos
Com os mesmos olhos...
Mas com mil outros segredos.




Com fome de amor e sede de zelo.






“Da fome da vida” – Czar D’alma


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