2021/02/08

Constelações de Lágrimas - Czar D’alma.

Constelações de Lágrimas - Czar D’alma.

  



 Constelações de Lágrimas 

 

 

Ela parecia feliz com seus silêncios

abrigava amores, cativara

das almas o compêndio.

 



Mas as constelações de lágrimas

caíam de seu solhos, era hora de ir

ninguém nota o poema

quando a frase é ferir!

 


Me desculpe mas tenho que ir

já não são sete horas

faz anos que não sei mais sorrir.

 



Havia apenas brincadeira

com seus sentimentos

seus erros pelo desejo

de ao menos ser verdadeira.




Ela precisava ir

decolava na aurora da esperança

de alguém para o amor existir.

 


Sabia coisas tão lindas

quase nunca nada bastava

quando era presente

o amor se ausentava.

 



Será que irão lembrar de mim.

por que teria que ser assim...

pulsos cortados, lágrimas soltas

todo mundo achava que era louca.

 



Quando vale a pena

que pena não poder ser

o desejo que lhe faltava

a família que jamais voltara.




Os carros passam velozes

os medos são audazes e ferozes.

suava frio com tanto calor

caía a sensação do corpo, tamanha dor.




Me abandonas por que não entendes

Como será um amor que a mão

sequer por um minuto estende?

 



Então, vestida de flores dormia

com tudo de belo que viu

os beijos que não teve

da alma que nunca a pariu.

 



Seus pais apenas lamentam

adeus pra Deus não há distância

do céu ao inferno será que cabem crianças?

 



A menina era feliz, os pulsos cortados

E ainda chamam de seu amor

o que por ela ninguém

jamais sentiu.




Por fim é um história

que muitos podem ler

mas quem jamais

por coragem assistiu.

 



Uma canção que se acaba

uma gaivota que plainava

quando tudo que lhe bastava

era alguém que de verdade a amara.

 



Foi e jamais de mentira se vestiu

essa doce pequena, cheia e serena

canção de poeta, poesia que encena...

 



A dor que muitos têm de um desejo

Que indo virando à esquina de Pessoa...

não volta por que ninguém a viu.




Adeus!





Constelações de Lágrimas - Czar D’alma.


   

2021/02/05

Gritos - Czar D'alma

Gritos - Czar D'alma




Gritos

 

 

Eles ecoam mil gritos dentro de si

cada um em seu idioma.

desejos apertam peito e gola.




 Eles vinham de tão longe

gostam de vidas e também vão

cantam poemas nas florestas

caem desolados pelo chão.

 



São qualquer delírio

dos que sufocados são.

amam quase perdidos

se vêem voando sem chão.




 Outra noite suspirando

ouvi aqueles gritos

como se o destino

como areia caísse das mãos.

 



Pílulas traziam nas línguas

presentes e alimentos nas falas.

atravessados gritavam, ouvidos algemados

da boca, som nenhum ecoava.



 

Deixam vestígios nos lábios

nos gestos e nas expressões...

andam buscando um consolo

um amor ou aperto de mão.


 

Vem e vão, mas nunca cansam

de deixar aqueles gritos

escoarem 




pelos pulmões.


 

 Gritos - Czar D'alma

2021/01/25

Sem defesas - Czar D’alma.

Sem defesas - Czar D’alma.




Sem defesas 



                                   Parei de me defender

deixa-me soltar-te algozes meus

liberta oh Deus meus inimigos.

Estes ampliaram meu ser. 




Parei de chorar, senão pela humanidade.

aceito tantas pedradas, coisas que não levam a nada...

Aceito as minhas escolhas, nada mais me reduz

não sou miséria, nem desço à cruz.




Cansei de dizer coisas aos surdos

preferi cuidar-lhes das feridas.

Deveras, umas mordidas, outras ameaças...

mas são tão pequenas as almas que vestem traças.




 Ninguém a perdoar, ninguém a me ofender.

aprendendo a sorrir, mesmo quando a lágrima escorrer.

sem exaspero nem réu vão os juízes desempregados

abertas as celas, daquele que pagavam nossos mesmos pecados.




 Quem jamais mentiu sequer ao sepulcro do ser.

quando vimos o corpo só e a alma nada a temer...

só temem a lei os malfeitores, do leito descem

os que aos leitos puderam ascender.

 



Da inveja nasce o medo de não ser.

mas das almas que sabem que tudo não sabem

no bolso só levam o que pode caber.

mas vem um beijo de madrugada...

 


Amigo a que vieste, sequer trocas de veste

quando não sabe temer, em cobiça gemer...

tú impregnas de vergonha até o verme

que nasce e morre sem dever nada a 



hóstia, prole ou sebe.

 

 

Sem defesas - Czar D’alma. 

2021/01/22

Outra ilusão, quase traição - Czar D'alma

Outra ilusão, quase traição - Czar D'alma




Outra ilusão, quase traição


 

 São das lágrimas dos teus olhos

que compus veleiros de ilusão

para que a dor saísse de seu peito

e coubesse apenas o perdão!




Vi a tua face em meu espelho

e temi aquele vestido chamado medo

que escondi na palma da mão...

ou quem sabe em outra ilusão.


 

Não vi nem percebi o egoísmo meu

meu prazer fora tua dor e nem vi

que não precisava ser feliz assim

com delírios do desejo vergonha da razão.




Será que irei me perdoar

toda mulher sabe seu limite

como na areia permite ao mar...

na cama de outro meu corpo quis voltar.




Eu me perdoo e toda manhã enjoo

olho pro espelho e pude saber

se houvesse trigo eu seria joio.

carro de boi lavado após o comboio.





Mas não me perdi ali

foi nas suas indecisões que decidi

que não poderia ser tão frio

o amor que um dia dei pra ti.



Camas, frias, palavras duras, sorrisos amarelos.

éramos nos jantares, cada palavra era frase e martelo.

fui atrás do que nunca vivi, quis ser alguém

pra alguém que nunca me quis.




 Fui delírio, gritos, desatinos e vertigens

Fui uma outra mulher, desejando driblar

as mãos do homem que soube na maestria

me levar, trazer, subir e descer fui fantasia.



Hoje estamos na mesa, cama e sobremesa

quando eu falo de amor tu me fala de certezas

então me pergunto de onde me culpo

de onde ne calo, se tudo que sou é raro.




Um dia e uma noite quase feliz

se não houvesse aquela aliança

que um dia juraste sem alma, sem fé.



Ah se houvesse ao menos uma pegada

onde eu de menina me tornasse

Seque um segundo em teus braços

Aquela Mulher!




 talvez eu nem minta pra ti

mas para mim nem sei

se preciso disso pra existir.

 



Sem medos do prazer

mas com respeito

do que um dia




tu foras pra mim.

 


Outra ilusão, quase traição - Czar D’alma