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2012/01/30

Um Corvo

       "Um corvo"  




                    




 

Quando o jorrar das flores tua esvanecer
Lembrar saudoso do sorrir há de lhe tecer
A aura de sua idade posta longa
À sombra da quimera que te sonda.

 

Quando a luz dos olhos teus
Adornada com o silêncio
Ao tom do brilho breu
Retoma o fôlego o suspiro que não é seu.

 

Por que rios hão de rasgar a tua pele e face
Tua memória será a melhor de ti a parte
Tu olharás os meninos que correm à parte
A vida que se vai é a mesma de teu engaste

 

Será um corvo a tua sombra, sobras
Por que um dia é fulgor, dor e graça
A coisa que te apegas foge e já não achas
Adornará os ouvidos dos que lhe ouvem

 

Por que a vida passa
E um corvo à tua direita de água na boca
Se acha...

 

Estás a um passo e seus passos
Cansados de si cantarolam sonhos
Da vida que não é mais de ti.
Apenas um filme de passa e basta

 

A vida enfim se faz assim...
Quando o tempo não perdoa
E o corpo é o réu de seu próprio
 



Fim.



 


Czar D’alma   –  “Um corvo”

4 comentários:

EUNICE disse...

OLÁ CZAR Q.LINDO ESTE JARDIM, ESTA LINDO POR DE MAIS, GOSTO DE TUDO AQUI CADA POEMA MAIS LINDO Q. O OUTRO ,OBRIGADA POR VC EXISTIR, ESTE SER MARAVILHOSO QUE O SENHOR JESUS DE ABENÇOE E TE DE MUITAS SABEDORIA P/ CONTINÚAR
OKAY BJO GRANDE FIK NA PAZ!

Anônimo disse...

Um grande abraço meu Velho. Antonio

Anônimo disse...

Continua nos alimentando com suas palavras magníficas. Um grande abraço meu grande amigo. Antonio.

Czar D'alma disse...

Olá, Eunice, linda amiga e Antonio, Grande Amigo de idos tempos! Como é bom poder recebê-los aqui em vosso espaço!

Pra mim é gratificante poder contar com as vossas participações! Muito Obrigado, gente linda!
Beijos N'alma & Carpe diem!


Obrigado!