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2021/04/04

Eu Digo, Amém! - Czar D'alma.

Eu Digo, Amém! - Czar D'alma




"Eu Digo, Amém! "



Quando a vida trouxe você

andei pelas trilhas da felicidade

arranquei meus medos e sorri.




Em todos os momentos nossos

fomos apenas aquilo que havia

carne, alma, suor e amor.




Pra cada dia uma agenda sem páginas

eu buscava seus beijos despia-me das lágrimas.

Andava entre minhas amigas e elas interrogavam

por que nunca viveram um amor tão forte assim.




Então o outono chegou e eu lhe vi

com olhares para um outro mundo

onde eu já não mais caberia ali.

Minhas fotos na sua carteira sem existir.




Detestei os dias que lhe vi sair

levando desejos que outrora eram meus.

Pensei que jamais poderia acontecer

de tudo que era forte, doce, fenecer. Doeu!




Havia olhares de outros homens, confesso

mas era pelo seus braços e abraços que esperava

a tarde caía e com ela a noite vinha me trazer

as lágrimas que insistiram por meus olhos descer.




Um tempo que não passa

quando se ama o presente.

Sendo constante em nossa mente

pior que injustiça era a trapaça.




Mas eu tinha que acordar

olhei pro espelho e me vi...

a cada acordar eu queria dormir.




Ninguém espera o dia chegar

Sem esperar a quem se possa amar.

Havia pedaços de mim por toda casa

colhi todos e levei para a sala.





Conversei com meus sonhos

detalhei todos os desejos do meu corpo

esperei o dia para deixar de não existir




vesti razão, sofri como uma presa

na mão do caçador ou da armadilha

andei por dentro de minhas aspirações

amei e me reconstruí, voltei a sorrir.




Mas não tinha ainda acabado

você me volta com roupas sujas

cheiro de batom em tuas roupas e curvas.




Lavei meu orgulho lhe tratei bem

você deitou fiz seu café

lhe chamei de, Meu Bem.




Você jeitoso, limpo de terno passado

voltou ao trabalho como quem

jamais perdeu o próprio reinado.




A noite chegou você estava tão animado

vinho, flores, sentindo-se de todos o mais desejado.

Abriu o quarto, não viu mais que poucas mobílias

no banheiro sem toalha, a cozinha sem panelas



Então, você chega à mesa e vê um bilhetinho azul

você pode até por mim ser perdoado. Meu quase amado.

mas não lhe dá o direito de ainda fazer de mim

sua caça, seu espólio seu beco de bêbado desajeitado...




Lá deixei escrito que não voltaria mais

porque quem pode se amar, vê além

E esta pronto pra quem pode ser amado também.

Que seja lindo sua noite, por que pra mim tudo bem.




Eu fui no carro em prestação comprado

era eu agora, gerente de minhas emoções

deixei você voltar, mas não me fazer nunca mais de lixeira

Por suas orgias onde eu sofria no atacado, no varejo e em porções.




Saí com a cara e um outro cara também

parecia um negro que você nunca tratou bem

mas, enfim ele me tratou como uma mulher e dama

onde eu hoje sou feliz e todas as noite 




eu digo: Amém!




Eu Digo, Amém! - Czar D'alma


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Um comentário:

  1. Oi!Esse poema é daquelas relações, onde a pessoa sempre foi feliz e, jamais reconheceu a felicidade em viver com seu conjugue! Até que ponto, vai suportar a pessoa tal jugo! Vem e confira! Obrigado, bjs e carpe diem!

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