2022/10/05

Será mesmo – Czar D'alma.

Será mesmo – Czar D'alma.




Será mesmo.



Do que o tempo consome

no meio da carne e da alma da gente.




Das querelas onde as sombras

sempre nos contam estórias amarelas.




Da verdade onde o destino não quis.

Fomos o que queríamos ou somos




aquilo que jamais cobiçamos...

deveras correndo do verso que lançamos.




O abraço que esperavámos

ao longo de cada natal.




Um dia a gente quem sabe acorda...

e acha toda a nossa dor, 




algo normal.



Será mesmo – Czar D'alma.



carpe diem!

Por que um beijo – Czar D'alma.

Por que um beijo – Czar D'alma.



Por que um beijo.




Uns dias me sinto só

lembro da aliança que lhe dei.




Importei dos meus sentidos

um sonho frio que herdei.




Me sinto frágil

ao som do teu olhar.




Me arrasto entre leões

quando penso que não irás voltar.




Às vezes penso que não sei

viver sem um beijo e esperança tua.




A tua curva que me fascina

da tua sina deixa a palavra minha toda nua.




Eu corto outro caminho

eu peço e rogo aos céus




um jeito manso e lindo

de lhe encontrar entre meus espinhos.




Cada dia é um século

longe de um beijo teu.




Hoje a noite eu acordei

molhado das lágrimas sonhei.




Mas o tempo não volta

volta sempre o desejo




quem sabe amanhã

outro alguém vem e 




me pede um beijo.




Por que um beijo – Czar D'alma.

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2022/09/28

Verdade, sentido e existência - (Czar D’alma).

Verdade, sentido e existência - (Czar D’alma). 

 



Verdade, sentido e existência. 



Para escrever o futuro

Pensar no presente

No ato da consciência até suplicar

A própria sobriedade pela existência.

 


Os deuses não mentem, mentem seus criadores.

Em busca da justa ocorrência Ludovico pediu

Para sair pela rua e tirar a própria vida

Por que ouvira que seria assim, uma vida e seu fim.

 



Logo todos embriagados puseram a evocar

A existência de seus mitos e medos...

A busca pela estrada mais vívida

De uma fúnebre esperança nunca conferida.

 



Os dias que se passaram. Ludovico assim...

Em busca do reto sagrado e do umbigo infeliz

Para tampar todos seus segredos ditos a beira da cama.

Na lama onde os homens não guardam segredo.

 



Outro dia ele acordou, nada logrou.

Foi em sentido de um alarme, de uma revelação.




Deitou seus sentidos e nada ali fora real ou vivido.

Então, foi a beira da esquina, sentou na calçada e chorou...

 



Como são estranhas as promessas de onde nada vingou.

Sem planos nem metas a semear saiu o homem a velejar




E logo em plenos pulmões se pôs a cirandar...

Sorrindo para os céus se acalmou e permitiu-se a amar.




Nada mais e pedir, tampouco a esperar.

Por que a manhã veio e a noite logrou.

Sentado em seu veleiro de consciência pediu a ciência...

Algum amor que enfim lhe desse 




verdade, sentido e existência.



Verdade, sentido e existência. (Czar D’alma).  


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2022/09/07

Rio do Cio, Brasil – Czar D’alma

Rio do Cio, Brasil – Czar D’alma. 

 



 Rio do Cio, Brasil



Como um doce beijo em frente ao mar

Mediante aos dedos versus o celular.

Onde o marfim gosta de deitar

Aquele encontro deveria e sim, o fará.

 



Por que os medos eram grandes

Os consumidores mais baixos que a mercadoria...

A sede humana varria nos becos da fome

Encaixava o sonho da tal chamada burguesia.

 



Logo se beijam os monstros em meio

Aos medos tecidos por custos e esteio.

 Era francesa a moda de ir e não despedir...

Essa sinfonia branda que mudo o mundo a seguir.

 



Sim, era de beijo que o povo se acolhia da vermelha flor.

Saindo da praça até o monge de branco a alvejou.

Por que tudo deve ter fim se tudo que há, começou.

Longe do mar, perto do beijo que a francesa me doou.

 



Hoje em pleno pulmões se gritam, se mordem

Compondo canções por fuzis parecendo ter ordem.

Mas nada é tão impuro quanto o desejo do outro apenas

Ser aquilo que não somos para vivermos em forma tão pequena.

 



Ali do lado do cisne, da torre e frente ao rio do cio.

Os homens vestem verdades por que tudo se foi...

Longe do amor, perto do fogo em forma de dor.

A vida se torna ingênua por amar aquilo que é febril.

 



Ardendo corpos ao Rio Sena.

Hoje as crianças dançam ao som...

Que a democracia não vale a pena.

Mas valeu a vida de quem a pariu.

 



Um gesto tão nobre, nada fútil

Que hoje chamamos 






Brasil!

 


Rio do Cio, Brasil – Czar D’alma. 

 

 

 

2022/09/04

Cartas de amor sem remetente. Czar D’alma.

Cartas de amor sem remetente. Czar D’alma.




Cartas de amor sem remetente.

 

 

Não me lembro de cada ofensa

Procuro guardar as flores contidas.

Não penso onde estávamos

Mas da volta por cima da ferida.



 

Eu não abro mais as fotos suas...

Procuro ao fechar os olhos

As tuas mais viris cruas e nuas.

 



Deletei cada imagem sua de meu consciente

Fiz um detalhe de flores e outro de pendente

Jogamos as rosas no mar, tomamos aguardente.

Fingir que é pura bobagem a aliança nos dedos quentes.

 



Vou descobrir meu mundo tão assim, calada sozinha

A busca do carinho e da tua fala dizendo das pernas minhas.

 



Vou escrever uma carta para Lacan

Outra pra Rogers, Beck e Jesus...

Correr atrás do vento e essas coisas

Onde tudo é vida, onde tudo é luz.

 



Não ter medo dos seus caminhos

Quando em ti e por ti jamais

Nossos corpos jamais serão sozinhos.

 



Deita cá teu beijo em minha boca

Até nossa filha fez o Bori e dizemos outra...

A fé que nunca une, tal esperança que destrói.




A mente que ama e sangra e nada lhe condói.




Cartas de amor sem remetente. Czar D’alma.


 

Poesia sempre é um assunto pra se degustar! Parece ter haver mais com culinária do que, simplesmente literatura... Mas enfim, estamos disponibilizando poesias pra quem gosta de degustar e pra quem gosta de ler! Espero que possamos ter, bons cardápios pra ambos os "tipos" e "gostos"! Obrigado & Carpe Diem! Sem mais, Czar D'alma. ( escritor e poeta ) Carpe Diem & Soli Deo Gloria!

2022/08/31

Beijo Baixada – Czar D’alma.

Beijo Baixada – Czar D’alma.

 



Beijo Baixada .

 

A boca ainda pede o beijo

Onde o reflexo do engano nos deixou.




Sombras distantes em meio a tantos reflexos

Um dia a gente se encontra de peito aberto.



 

Jamais deseja a sede vacilar queria apenas amar.

Estávamos tão próximos de um final feliz...




Tu dizias que queria e eu incentivava na perdiz.

A boca ainda deseja a saliva que nunca se diz.

 



Sei do tamanho de cada arrepiar de tua alma

Mas não sei como longe de mim nada se acalma.




Verso entre a pedreira e as laranjeiras nossa bandeira.

A noite a gente se beija e nada precisa de alguma centelha.

 



Mas os versos do destino são algozes

Como a força dos vulcões em nossa nação.




Hoje eu deleito a dor com lagrima, cachoeira...

Tu não queres crer que em meu peito tua distancia me incendeia.

 



Mas eu corro para as laranjeiras

Solto o braço da cachoeira de pedreira




Essa nossa Iguaçu onde tudo é azul...

Como as lagrimas que 




o mar vivencia a nossa teia.

 



Beijo Baixada – Czar D’alma.


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