2024/06/02

TRINTA MOEDAS - CZAR D'ALMA

TRINTA MOEDAS – CZAR D’ALMA.

 


TRINTA MOEDAS.



Sem muita inspiração

Com a força da alma

E com a fé no coração.

Viemos aqui junto a todos irmãos.

 

Sem muito a responder,

Tendo tudo a esperar

Recebendo da livre graça

A herança do Espírito a ganhar.

 

Onde muitos reclamam

Justificando as calúnias mal pagas

A minha alma confessa

Nosso Deus de amar, não cessa!

 

Ventre livre, peito aberto, sorriso solto

Os donos da verdade crucificam o verdadeiro

De Cristo veio a salvação e liberdade

No seu sangue encontro santidade e respeito.

 

Mas de manhã eu abro os olhos, escuto...

Os meninos venderem a vida

Comendo mentira, alugando púlpitos.

Pervertem o caminho, deveras estúpidos.

 

Mas desde início fora assim...

Sal, luz, trigo, joio ou espinho.

Quem no próprio braço da ironia confia

Com trinta moedas desperdiça a própria vida.


TRINTA MOEDAS - CZAR D'ALMA

2024/05/31

Nossos sonhos - Czar D'alma.

Nossos sonhos. Czar D’alma.

 



Nossos Sonhos.



Hoje estamos tão tristes

O oceano da esperança

Que foram nossos sonhos

Não cabem nos idos planos.

 

Vencer a dor da distância

Compor no corpo o teu perfume

E da vossa alma na fria noite

Despir a doce fragrância.

 

Eu e tu vimos as forças

Do que era vil pensamento

Escoar a vida pura e linda

Do que era nosso relacionamento.

 

Não dizemos mais o eu te amo

Mas amamos os nossos dias

Que se foram e ancoram dos lençóis

O rasgar da vossa alma ferida.

 

Enfim, o adeus e o fim está.

Não se sabe do que seremos

Ou quanto da vida a vida

Há de um futuro qualquer nos presentear.



Nossos Sonhos - Czar D'alma.

2024/05/30

APESAR DE MIM - Czar D'alma Julio.

Apesar de mim – Czar D’alma Julio.

 




"APESAR DE MIM"


 

De quem são as cruzes

Onde teus filhos podem

Abandonar seus pecados?

 

Onde nasce o novo homem

E que sepulta o velho ser?

Cansado de tudo a gente se rende

Encontra a sebe, deleita na graça o saber.



 

Onde eu fui que não me achaste

Qual erro meu que não estava na cruz pago

O horizonte das pessoas estão cheios de lágrimas

Onde os anjos correm recolhem e elevam em dádivas.



 

Não abandonei o meu fardo

Abandonei o erro, desfiz o culpado

Quando pelas pisaduras do Messias, calaram

O antagonista, e promotor do pecado.

 

Não quero mentiras coladas em meus pés

Por onde eu pisar, Ele há de me curar

E depois de tudo eu poderei dizer...

Apesar de mim, Cristo sim, veio me salvar.

 


Apesar de mim – Czar D’alma Julio.

2024/05/25

Quero Amar Você - Czar D'alma

QUERO AMAR VOCÊ – Czar D’alma Julio.

 


Quero amar você.



Eu vou vestir os versos da aurora da verdade, vou abraçar o verbo.

Eu quero colher do fruto da paz, da paz que o carpinteiro esculpiu em dor.

As flores não são feitas nos braços do ódio, onde ócio e o ópio são vãos...

 

Eu quero despir quaisquer delírios, onde o ser é posto de lado.

Eu vi as faces dos mentirosos esperando o grão da verdade se perder.

Mas em cada manhã a alegria me abraçava após a noite fenecer.

 

Eu quero amar você, que ama o medo, desespera-te pelos seus segredos

Quero amar você que, deixou a coisa aberta na consciência, esquecido pela ciência.

Quero amar você desprezado pelos rios das oportunidades onde os homens são vaidades

 

Quero amar e jamais deixar você esquecer

Que o maior gesto de amor não foi abortado

Mas pelo sangue, madeiro e pela dor fora gerado.

 

Hoje ainda não é feriado

Mas se quiseres vencerás o pecado.

Quando os homens lhe acusarem Ele estará ao teu lado

Carpinteiro bom, conserta madeiro de toda idade e geração.

 

Hoje eu quero amar você, antes que tudo passe e esqueçam de dizer

O carpinteiro há de voltar com mãos furadas, braços abertos e juízo aos homens

Porque toda Graça é vestida de sangue para que o perdido ache cabana, acalanto...

Onde o livro de toda alma é aberto, toda culpa condenada e o perdão livre do pranto.

Faz parte de Mim - Czar D'alma

Faz Parte de mim – Czar D’alma.

 


FAZ PARTE DE MIM.



Faz parte de mim, ter que entender os meus erros

Apertar os meus medos contra a coragem e seguir.

Faz parte de mim, escolher o silêncio quando enfim

Foram as lágrimas que me defenderam diante da vida...

Mas o amor de Deus sempre me acolheu

Mesmo quando, sabe se lá o que posso dizer...

Andei desgarrado, amei a mentira, vesti corrupção.

Mas, enfim, o Cordeiro não me fez caminhar em vão.

Faz parte de mim, abraçar os distantes

Buscar amigos, ovelhas e perdidos

Por que sempre me vi assim.

 

Colírio da graça é o Cordeiro no madeiro.

A força da vida é a verdade, o despir e lutar...

Por que todo dia é dia de escolher amar.

 

Quando todos se foram e me vi só

Foram as mãos furadas do Messias

E quem me disse que tudo é vosso

Até a figueira que, não floresce já deu vida...

A criança na rua, sem família ainda tem vida

Os homens que furiosos erraram são lhe dados

A oportunidade de rever a própria vida.

Aos mortais deu-se a porta, a luz e a vida...

Para entenderem que onde hoje é flor

Um dia também já foi ferida!

 

Czar D’alma Julio – Poeta, escritor, psicólogo e servo.

2024/05/06

Das lágrimas dos eleitos.

Das lágrimas dos eleitos. (Czar D'alma)

 



Das lágrimas dos eleitos.


A começar pela noite

Das lágrimas que sulcam

A minha face como a foice.

 

Eu repleto da sede

Da minha dor

Com a lagrima

E por ti o louvor.

 

Por que virão dias

Quando as noites se rendem

As promessas se cumprem

E os dentes acordam e sorriem.

 

O mundo ao meu redor

Não vê o quanto espero do poço

Não a água, mas o Galileu

Que da cruz trouxe todo o renovo.

 

O mundo não entende, os homens não creem

Mas do calvário, Ele desceu subiu e retornará

Caindo os poderes, tudo ao seu joelho se dobrará

 

A veste da noiva leve, pura e limpa

Aguarda do Amado de Minh’ alma a ternura

Soltando as amarras, libertando a injustiça

Limpando dos olhos as lágrimas e devolvendo vida.

 

Ele que morreu, ressuscitou e tudo venceu

Deixo por ultimo a lágrima da face dos eleitos

Para que a vitória seja plena e a aliança perfeita.

Onde o mundo e a morte, jamais retornará ao apogeu.

 



Das lágrimas dos eleitos - 

Julio Cezar ou Czar D'alma

 

2024/03/02

Onde a dor sucumbe ao amor – Czar D’alma.

Onde a dor sucumbe ao amor – Czar D’alma.

 



Onde a dor sucumbe ao amor.



Frente a todos os nossos sonhos

Vem a esperança

Vestida de suor

 



Frente as lembranças

Dança a saudade

No tango de suas lágrimas

Bebendo dos erros, a verdade.

 



Frente a um grande amor

Deveras muitos erros e dor

Capazes de tudo transtornar

Quando a pedra parece com a flor.

 



Por trás de cada lágrima

Uma história reverbera

Trazendo o ser que solitário

Sai de sua própria caverna.

 



O homem mais solitário do mundo

É o apaixonado pelo abraço e sorriso.

Negado pelo fruto de toda sua insanidade...

Onde o verso vestiu a mágoa e a calamidade.

Onde o amor preserva do outro a verdade.

Onde a flor cativa da pedra a semente

Verde o aroma que arde no peito da gente.

Ouro é o beijo do amor que sabe ser presente.

 



Ah eu ando por aí procurando por mim.

Eu ando catando rosas pelos conventos noturnos

Eu durmo de sapatos para correr atrás de ti em meus sonhos.

 



Eu quero o hálito de sua insanidade

Onde o berço, o leito e o seio são tenros

E aonde a dor se esvai, o lábio, o beijo e o abraço são um

Por toda a vossa linda e 



dolorosa eternidade.




Onde a dor sucumbe ao amor – Czar D’alma.


2024/02/23

O doce Galileu – Czar D’alma.

O doce Galileu – Czar D’alma.




O doce Galileu.



O que tu queres, ó Galileu!

Vestes brancas te precedem

Filhos aos teus pés se rendem.

 



Vem aqui ó doce Galileu.

Vem rasgar os meus pecados

Pela força do amor teu.

 



Esse doce nome, esse intenso amor

Veio e em mim me desvendou

Os sonhos, os medos e a vida

Tudo em si em mim se revelou.



 

Ah, doce homem, vestido em Deus

Descido até nós do teu sangue me deu.

Se tenho algo, nada sem ti se fez

Tu Ó Galileu, compraste todas as nações e por isso morreu.



 

Vencendo do delírio até a morte

Antes despindo do homem o próprio eu

Agora minhas vestes são brancas, meus irmãos também

Mas todo o natal é agora, toda vida é eterna em tudo se fez o: 




Amém!

 



Doce Galileu – Czar D’alma.



(À Ele toda glória, 

honra e Louvor pelos séculos dos séculos, 

AMÉM !)

2024/02/21

Assim, desse jeito – Czar D’alma.

Assim, desse jeito – Czar D’alma.




Assim, desse jeito.

 

 

As frases doces dos hipócritas

São suaves pro estômago.

Mas essas doces frases e suaves

Fazem muitos perderem o sono.

 

Quando esses muitos sinceros e abertos

Têm tormentos por esses estranhos atônitos.

Envelopados pelo veneno “pseudo-religare”

Pulsam as hostes infernais do lúgubre infame.

 

As frases doces dos hipócritas

Parecem iguais aos que, desejam luz e sorte.

No entanto, ao passo que produzem

Fogo, suor, lágrimas e do próximo a morte.

 

Eu que escuto tantas falsas frases

Me justifico delirando não ser assim...

Mas eles juram aos deuses e anjos mais boçais

Que todos que não são eles devem estar em mim.

 

A vida que roda, gira e encanta, deveras cansa

O pobre e o rico parecem ter o mesmo fim.

Mas as frases doces dos hipócritas

Juram que jamais pensaram assim.

 

O hipócrita e o devasso moram no mesmo bairro.

Um promete que muda e o outro que sempre será assim.

Eu que tento não buscar a própria morte

Vi tantos hipócritas vendendo vida, mas a morte é seu fim.

 

Ainda se for a do próximo a queda e a ruína

Pra dizerem que o outro é o pecado

Mas que o céu, senão eles.

Ninguém há de entrar assim.

 

Assim, escuto tantas vezes

As vozes que apontam pra qualquer um.

Uns desejam ser da vida a própria sorte

E tiram da vida do outro, o que desejam 





para si.

 



Assim, desse jeito – Czar D’alma.

 

 


2024/02/17

Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.

Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.

  


 

Outra fuga, mesmo amor.


 

Talvez tu não saibas a dor e a estrada

Que escavei nas ilhas e amores que me perdi.

Eu sei não lhe pertences a náusea presente

Na hora que a ilha é o parto das palavras que senti.

 

 No gesto calo a ferida e vasculho as praças

E dentre as avenidas e blocos em risos me faço.

Porque não pude aprender a amar alguém tanto assim

Fui flores e frases, gestos e medos que até me perdi.

 

Não culpo os teus medos, fugistes dali

Dos delírios que falas das revistas onde preferes mentir.

Te vejo folheando as novelas, abraçando vitrines e bares

A noite consigo ao teu choro e lágrimas claramente ouvir.

 

Meu bem, rasgamos os versos e cartas, naufragadas as falas.

Onde ficou todo o desejo, as lembranças e as peles suadas.

Até agora procuras um delírio, um surto ou festa...

Mas jamais conseguireis tirar-vos 

da vida, da morte e de si.

 



Outra fuga, mesmo amor - Czar D’alma.


A vontade – Czar D’alma.

A vontade – Czar D’alma.

 



A vontade.


Estou com uma vontade louca de te abraçar

Deixar o Rio à distância longe da saudade



Mergulhar em teus braços

Enfim, voltar a sonhar.



 

Estou feliz em poder lhe ver sorrir

Mordendo os lábios ao perceber meu olhar

Ardendo em mim os horizontes e quilômetros

Que existem entre o beijo e o suave toque do abraçar.




Estou com tudo o que possa ser

Pra que tu voltes a sorrir

Entender o que passou

E não deixar o amor esfriar e fugir.


 


Tô com vontade de morder cada lembrança tua

Deixar escorrer desde os lábios cada cheiro

Molhar a pele na flâmula da flor ainda dura e nua.


 


Ah, eu to querendo mergulhar de cabeça

Esquecer as mentiras que investem os infelizes

Quando somos um, o mundo diz que ninguém é assim, assim...


 


Eu quero morder a tua flor.

Deslizar cada meu colírio em teu jardim.

Eu sei que tu ainda amas

E que não vive sem mim.


 


Mas na segunda-feira acordamos a milhas distantes

Ainda nem sei se tudo fora um sonho, algo delirante

Ou se ando delirando acordado, disperso e sonhador

Por existires tão forte e fora da minha vida solitária e inconstante.


 


Tudo que sei que ainda amo

Por cada segundo nosso em nos pertencer

E por cada medo que deixamos de vencer

Matando todo o amor e 



morrendo sem perceber.

 



A vontade – Czar D’alma.